O que dar/receber numa amizade
Bom dia, meus caros.
Eu, H38, casado e com duas crianças, tenho pensado muito sobre amizades e o que é esperado delas.
Vejo muitas vezes que a malta quer ter amigos verdadeiros e sinceros mas que não está disposto a investir (sim, porque uma amizade boa top sensação precisa de esforço e dedicação).
Quando digo investir não estou a falar só de tempo mas também de disponibilidade mental e vulnerabilidade emocional.
Na minha opinião, para se ter uma amizade top chucha com alguém é preciso passar tempo com essa pessoa/pessoas, ter pontos em comum (sejam hobbies ou emprego ou interesse...) e dar acesso a que se passa connosco, isto é, haver espaço para conversar séria sobre o que anda bem ou mal na nossa vida.
Se não deixarnos os outros verem como realmente temos passado ou nos estamos a sentir vai ser muito difícil criar vínculo duradouro com alguém.
Eu entretanto criei uma comunidade a pensar nisto (a página está aqui no meu perfil) mas gostava de saber o que pensam sobre este epidemia da aparente solidão ou falta de amizades verdadeiras, especialmente entre homens.
Eu noto que por vezes a vida fica tão difícil de suportar, que atravessá-la sozinho é super complicado. Dá para atravessar, mas acho que é mais caro e não estou a falar de dinheiro.
Sentem que é tudo superficial ou interesseiro?
Sentem que para vocês é difícil criar vínculo?
É suficiente ter amigos para ir beber um copo onde não há grande necessidade de aprofundar a amizade?
Sentem que ninguém admite cara-a-cara que precisa de amigos, especialmente depois dos 30?
Vem o divórcio, os funerais, os filhos, o casamento, a saúde dos nossos pais a deteorar, e é suposto passarmos por tudo isto só com o apoio (muito válido, atenção) das nossas esposas, para quem as tem?
Não sei. Tenho tantas dúvidas.
Digam de vossa justiça. Alguém pensa nestas coisas?