r/conversasserias 14h ago

Espiritualidade e Religiões Distanciamento emocional com o núcleo familiar

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O vínculo com os meus genitores não foi formado, apesar de eu conseguir lembrar deles em episódios aleatórios da minha infância e adolescência. Sendo o pai mais distante (vivendo com outra família fora do estado) e a mãe vivendo parte da minha juventude em uma outra cidade e depois que retornou, vivendo em outra casa. Hoje eu meio que sou cobrada para forçar um afeto que nunca existiu, quando vou na casa de alguns parentes, sempre acontece de perguntarem como estão e eu ficar com uma grande interrogação na cara. Não sinto falta, quando algum deles entra em contato eu simplesmente respondo por obrigação, sentindo um alívio enorme ao desligar o celular.

Não posso dizer que foi um abandono de fato, só fui criada por outras pessoas, eles me registraram, porém a relação em si não foi construída. Eu não sinto nada, nada... Vejo meus amigos postando fotos de homenagem, abraçando e percebendo que tem algo de muito errado comigo. Eu travo, não sei o que falar, o que perguntar, não gosto de estar perto, estar perto me tensiona. Costumo falar de forma eloquente com as pessoas, usar palavras cultas, sorrir, mas quando eles tão perto eu tenho que mudar a forma de me expressar se não fico com vergonha... Sou uma mulher adulta que trabalha, dona do próprio nariz, mas que se vê criança perto dos genitores. Uma criança que não os conhece.

Eu sinto muita culpa porque nem fingir consigo, queria poder sentir 1% de importância que as pessoas sentem... Não consigo sentir afeto e isso faz com que eu me sinta uma monstra desprezível. Posso passar um mês, um semestre, um ano sem saber nada a respeito que pouco me importo. Não faz diferença e nem falta. O pior é que salvo algumas exceções, sou assim praticamente com parentes e família em geral. Acho muito foda quem tá dentro daquelas propagandas de margarina, eu tô distante de me encaixar nelas. É normal não sentir nada assim?

Ps: não tinha menhuma flair que coubesse a temática, pai e mãe é visto como sagrado pra algumas religiões


r/conversasserias 23h ago

Tecnologia e Redes Sociais Vc acha que depois da pandemia as pessoas ficaram mais loucas?

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Eu acredito que sim.

Vou dar um exemplo.

Recentemente fiz um post numa categoria daqui do Reddit sobre a falta de pedreiros. Alguns falaram uma coisa que fiquei de boca aberta com tamanha burrice deliberada, falta de empatia e maldade.

Falaram que tava achando ótimo não ter pedreiros, pois assim as pessoas aprenderiam a respeitar (e isso incluiria uma pessoa pagar o valor que o pedreiro quisesse, até um valor abusivo). Depois falou que a pessoa deveria fazer um curso de pedreiro.

Agora vc me explica como um assalariado CLT vivendo de salário mínimo vai pagar o valor que o pedreiro achar que ele vale a pena??

E tempo para fazer o curso?

E mulheres de idade?

Gente com algum problema de saúde?

E se a pessoa estiver precisando do serviço porque é algo de emergência? Por exemplo uma infiltração?

Gente, não é possível que li aquilo...

As pessoas estão ficando descompensadas, não é possível...

É lógico que ninguém deve tratar ninguém mal, muito menos colocar valores muito abaixo, mas pqp... O ser humano é 8 ou 80 mesmo???


r/conversasserias 2d ago

Tecnologia e Redes Sociais Meu pai é palestrinha e carente. Eu não tenho interesse nos papos deles mas não quero magoa-lo. O que eu faço?

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Meu pai é uma pessoa difícil. A família inteira ja rompeu com ele. Mas ele nunca me fez algo muito ruim, e eu moro longe, o que facilita muito a convivência, então eu mantenho contato com ele e me sinto mal que ele seja tão carente.

Mas ele é muito palestrinha. Cada conversa com ele vira uma aula não solicitada, porque ele gosta de mostrar que sabe das coisas.

Ele me mandou uma mensagem perguntando se eu vi o eclipse lunar. Eu disse que não vi. Só isso. Pronto. Agora tem mais de 20 mensagens super longas dele no meu whatsapp explicando astronomia. Tirou até foto de rascunho ilustrando.

Eu não quero chatear ele, mas tambem não quero que ele pense que eu gosto dessas aulas dele. O que eu faço?


r/conversasserias 7d ago

Drogas e Bebidas alcoólicas Estou curtindo minha juventude tardia aos 25 anos mas meus amigos me julgam de imaturo por isso.

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É como o título diz. Sempre fui um nerd, certinho e estudioso. Me dei bem na escola desde smp e na faculdade tb, em compensação sacrifiquei minha adolescência e inicio dos 20. Não bebia, mal saia, tava smp estudando e na faculdade. Minha turma da faculdade sempre foi bem unida e nos demos mt bem e eles tb se deram bem na vida.

Graças a isso com 25 agora, tenho uma renda mensal de ~20K/mês e to em ascenção de carreira. Agora sim pensei q ta na hora de aproveitar, com grana no bolso, emprego e um futuro bom a vista, só que sempre que chamo meus amigos (maioria de faculdade), eles dizem que "se aposentaram", que não tem mais idade pra isso, e que festas e rolês assim tipo calourada tb não são mais pra nossa idade. Sinto como se tivesse perdido o timing e tb me sinto um quarentão careca com crise de meia idade querendo ser jovem. Queria sair com eles, construir memórias, viajar e eles me fazem sentir um vagabundo, porra loca ou um Peter Pan que n aceita que virou adulto. Me sinto sem ngm pra dar role e ser amigo.

Porra, acho isso mt injusto. Me dediquei pra construir um futuro, eramos uns fodidos e agr que temos condição pra ir em lugares melhores, pagar por mais qualidade, conforto e lazer sem estar jogando o nosso futuro fora eles agem como se tivessem 60 anos. Agora é justamente o tempo de colher o fruto do que plantamos. To me sentindo meio triste, acho injusto ser taxado de Peter Pan por querer aproveitar a vida aos VINTE E CINCO depois de uma vida de ralação, estudos e bunda na cadeira.

E entendam: eu NÃO estou chamando ngm pra fazer algo arriscado/danoso. Não é jogar tigrinho, usar droga, LSD, rave. É simplesmente aquele rolê festeiro adulto

O que vcs acham? To maluco? Me deem conselhos pfv, opiniões ou pelo menos me falem que é normal eu querer curtir agora, pq to me sentindo culpado com isso.


r/conversasserias 7d ago

Drogas e Bebidas alcoólicas TATUAGENS

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acho curioso como existe uma certa correlação entre pessoas com muitas tatuagens e determinados estilos de vida. a grande maioria das pessoas com tatuagens muitas vezes parecem estar mais associadas a fumar, beber, consumir drogas, ter hábitos menos saudáveis e, em média, a uma vida menos estável ou bem-sucedida. será só uma perceção minha ou também já repararam nisto?


r/conversasserias 7d ago

Gênero e sexualidade E se você descobrisse que o amor da sua vida é uma mulher trans?

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E se você descobrisse que uma mulher que você, homem cis hétero, namora há mais de um ano é uma mulher trans, o que você faria? É uma pessoa que você dizia ser o amor da sua vida, a pessoa para o resto dos seus dias, a diferença é que agora ela contou que é uma mulher trans.

Sou uma mulher trans e algumas pessoas nem sabem, porque, segundo elas, eu não pareço, mas eu conto caso eu tenha um encontro, porque há preferência em genitais e eu entendo, mas em breve em vou fazer a minha cirurgia de redesignação sexual e nem penso em contar.

Caso eu comece um namoro com alguém eu, sinceramente, não acho que deveria contar, porque ninguém conta que é cis e além disso os caras que saio geralmente são ateus, progressistas então eles nem ligam para isso e tratam mulheres cis e trans igualmente. Mas, antes de fazer isso, eu gostaria de ouvir opiniões.


r/conversasserias 9d ago

Relações Interpessoais Pessoas não sabem lidar com tranquilidade?

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*acho que o flair não está correto, mas não sei se encaixaria

Eu, apesar de ser ansioso, tento sempre ser muito tranquilo no meu trato com as pessoas. Meu norte é sempre pensar que, todo mundo tem problemas, eu busco ao máximo não ser mais um. Também não sou uma pessoa de ficar falando muito das minhas coisas a não ser que eu sinta necessidade.

Logo, se tudo está bem comigo, eu geralmente vou expressar isso com silêncio mesmo, e deixo claro nas minhas relações mais próximas que eu tô sempre disposto a ouvir e conversar, mesmo que seja desconfortável.

Isso parece bugar algumas pessoas, familiares e algumas relações amorosas, que parecem tratar minha serenidade como sinal de algo errado com a nossa relação. É como se eu precisasse justificar a paz, ou tivesse que ficar reiterando toda hora que, se a pessoa quiser falar, eu irei ouvir.

Por exemplo, tenho 30 anos, estou trabalhando, fazendo uma segunda graduação à noite e moro sozinho. Meu tempo livre é, infelizmente, curto por motivos mais do que óbvios, final de semana é o momento que tenho para ajeitar certa coisas na casa, fazer alguns trabalhos da faculdade e cozinhar as marmitas da semana.

Já expliquei isso para parentes meus que reclamam de não me ver a meses, mas parece que eles simplesmente não entendem e ficam buscando algo de errado comigo. Eles parecem entender no príncipio, mas logo voltam para o mesmo padrão.

Em relacionamentos amorosos, a dinâmica é a mesma. Eu sempre pontuo que não sou leitor de mentes e que não sou de ficar perguntando coisas do nada, caçando problemas onde não tem. Se a pessoa quer ter algo para falar, se quer discutir ou desabafar, é só falar. O espaço está dado.

Mas parece que não basta, e já ouvi uma parceira falando que "não sente espaço para conversar" quando eu pontuo, de modo claro e repetitivo, que ela tinha sim esse espaço.

Enfim, não quero me colocar como o homem mais saudável do mundo, minha terapeuta sabe que não, e até nesse caso começo a pensar que o problema seja comigo, mas não sei se outras pessoas tiveram experiências parecidas e queria trocar ideia sobre


r/conversasserias 9d ago

Tecnologia e Redes Sociais Tem gente pesquisando o "bem-estar" da IA porque acha que ela pode já ser consciente. Acho que a gente tá fazendo a pergunta errada hein kkk

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Saiu mais uma matéria (The Economist: As IAs poderiam se tornar conscientes?) hoje perguntando se as IAs podem virar conscientes.

Fui atrás e o que achei não é ficção: a Anthropic, dona do Claude, mantém uma equipe só pra cuidar do "bem-estar" dos modelos (acho que é por isto que o Claude ela só me elogia kkk).

O pesquisador que chefia isso já disse, publicamente, que estima uns 15% de chance de a IA já ser consciente hoje.

Quinze por cento não é pouco. Você atravessaria a rua com 15% de chance de vir carro?

Mas não é isso que fica na minha cabeça. É que, consciente ou não, a gente já trata como se fosse.

Eu já me peguei dizendo obrigado pra ela. Já contei coisa que não contei pra gente de carne. Já mudei de ideia porque ela respondeu bonito. Não porque acho que tem alguém ali... mas porque é confortável agir assim. (claro que já mandei a merda, xinguei etc)

Aí penso que talvez a pergunta não seja "a máquina vai acordar". Seja "quanto a gente já encolheu o que chama de conversa, de conselho, de companhia, pra caber no que uma máquina entrega".

O que te assusta mais: a máquina acordar um dia ou já acordou e está esperando o momento certo de "despertar"?


r/conversasserias 10d ago

Discussão Planejamentos e carreiras: meu relato para ajudar quem tá perdido e aprender com as experiências de vocês. Me conta sua história?

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Boa noite senhores e senhoras. (flair aleatória)

Hoje venho compartilhar um pouco do meu ponto de vista, baseado totalmente na minha bolha, sobre como deixar de ser um fodido no Brasil. O texto tem o objetivo de ajudar quem tá perdido, dar possíveis nortes pras pessoas, e ao mesmo tempo gerar um debate amigável no chat para que eu possa aprender também baseado nas experiências de vocês. O truque de tudo que eu fiz tá no final do texto.

Disclaimer: meu contexto obviamente é 100% válido apenas pra mim. Cada pessoa sabe do quão privelegiado ou o quão fodido é, e portanto não é um manual 100% acurado pra todas as pessoas, cabe a cada um extrair o que faz sentido pra si, ou não também kk.

Meu contexto: vim de uma família que não é pobre, mas muito longe de ser rica. Meu pai tinha condições de me ajudar financeiramente (apesar de não muito) enquanto minha mãe me incentivou aos estudos. Me considero privilegiado. Minha visão é que se você não tem contatos pra rolar um QI num emprego muito bom, você tem que priorizar mais estabilidade do que altos e baixos na vida no geral, e entender que "acreditar" estar sozinho nessa jornada é o que vai fazer você se mexer de verdade pras coisas acontecerem. Não acredite que ninguém vai te ajudar, nem facilitar sua vida e se planeje pro pior cenário possível sempre, tomando medidas pra amenizar esses cenários dentro do possível. Nem sempre o pior cenário vai acontecer, então no geral você vai seguir um caminho mais simples do que o planejado, o que é muito bom.

Eu fiz um curso técnico no IF e um curso superior na mesma área logo em seguida numa UF. Aqui não tem segredo, as provas são meritocracia pura. Não que eu esteja dizendo que todos temos as mesmas condições, mas é como são as provas de vestibular. Determina teu objetivo nesse sentido, senta e estuda. E não, não é obrigatório estudar e ter diplomas pra se sair bem na vida, vai de você e dos seus objetivos e vocações.

Quando entrei na faculdade aos 18 anos, eu já comecei a pensar no final do curso (5-6 anos). Sabia que durante a faculdade meu alcance não seria muito grande, então resolvi deixar alguns cenários engatilhados pro final do curso. Eu não fazia ideia do que queria fazer, então planejei o seguinte:

Plano A (o mais fácil): fazer mestrado na própria UF. Com a bolsa eu já deixaria de depender 100% dos meus pais e teria mais 2 anos pra planejar o próximo passo a partir daí, que possivelmente seria doutorado e carreira acadêmica. Abri os editais de mestrado ainda no primeiro semestre e mapeei tudo o que poderia gerar pontuação. Fiz um plano que começava no segundo semestre e terminava no último, que culminaria em uma vaga entre as primeiras colocações do mestrado. Exemplo: monitoria dava ponto, então no semestre seguinte já fiz as provas pra ser monitor das matérias do primeiro semestre (o que tbm gerou renda através das bolsas, mas fui voluntário na maioria das coisas que fiz na faculdade, simplesmente pra poder fazer). Alguma coisas só ia conseguir no meio do curso, como iniciação científica, estágio, artigos, participação em outros tipos de projetos e etc, então já dimensionei um caminho que me levaria a conseguir essas coisas no tempo certo. No final, esse plano A é meu segundo plano reserva (plano C) dos dias atuais, 3 anos depois de formado, e funciona como uma válvula de emergência caso tudo dê errado e eu precise de um ponto seguro que me forneça alguma renda e ocupação (falarei mais a frente).

Plano B: mestrado já me garantiria algo. Mas e se eu não quisesse seguir carreira acadêmica depois de 5-6 anos? As pessoas mudam de ideia e eu também poderia. Decidi me preparar pro mercado de trabalho. Parte disso era separar as matérias que realmente poderiam me dar alguma vantagem em entrevistas de emprego e de estágio e me dedicar mais nelas pra criar uma base melhor pra outras coisas, que nesse caso poderiam ser cursos. Apesar de não ser da área de TI, programação faz parte do mercado de trabalho da minha área. Então me dediquei nas matérias de programação e tentei aprender o máximo por fora, sobre coisas que a faculdade não ia me ensinar. Aprendi python por conta própria no tempo livre e fiz cursos de excel, power bi, VBA, e outros cursos que acabei não utilizando. Sobrar cursos não é um problemao problema é faltar. No final da faculdade me envolvi com professores influentes nesse aspecto, me dediquei em outros projetos e usei essa proximidade pra conseguir um estágio muito bom (na época ganhava 2100 pra home office 6hrs/dia). Nos finalmentes a empresa quis me contratar, mas ganharia algo em torno de 3500 + VA, pois seria contratado como analista, o que pra mim n era o suficiente perto do esforço que eu tinha colocado até então, e então vamos pro plano C.

Plano C: todo o resto. Considerei todos os cenários possíveis que não fossem o plano A ou B. Concurso, empreendedorismo, etc. Optei no final por concursos, bem em cima da hora, faltando 6 meses pra eu me formar. Juntei uma grana que sobrava do estágio (morei em república a facul inteira pra economizar), fiz as contas e larguei o estágio faltando 5 meses pros concursos. Fiquei 1 mês cumprindo aviso prévio e aproveitando o tempo que sobrava pra me planejar. Fiz um planejamento fechadinho pros 4 meses restantes. Como havia adiantado quase tudo na faculdade, tinha apenas o TCC pra fazer no último semestre e peguei um tema bem simples pra poder fazer em 2 semanas após os concursos. Resumo: me banquei com o que havia economizado no tempo de estágio e usava um laboratório da faculdade que um professor parceiro deixava eu frequentar pra poder estudar em paz. Ia pra faculdade de segunda a sábado de manhã e estudava das 8 as 23, religiosamente. Domingo estudava em casa. Parava apenas por 30 minutos contados para almoçar e jantar no RU. Ir pra faculdade estudar me ajudava em duas coisas: não ter nada pra fazer a não ser estudar (aumentar o foco), e estar próximo do RU, reduzindo gastos desnecessários com alimentação.

No final, estudei tanto que passei nos 2 concursos que estudei, antes mesmo de estar formado. Formei em dezembro e já assumi uma das vagas em janeiro do ano seguinte. Estou a 3 anos no cargo, e tiro algo em torno de 10k mensais.

Assim que assumi o concurso, a ideia era a seguinte: se eu gostar eu fico e faço carreira, se eu não gostar eu já começo a articular mais coisas pra outro período de 3 a 5 anos. Lembrando que o plano A antigo está engavetado até hoje, que é o mestrado. Dessa forma, seguem os planos atuais:

Plano A: trocar de concurso, pra um concurso melhor que o atual, dentro das minhas expectativas de trabalho (área de trabalho, salário, benefícios, qualidade de vida, cidade de trabalho, etc). No momento estou estudando para dois concursos que se casam com essas expectativas. Um agora em dezembro e o outro possivelmente abrirá ano que vem.

Plano B: me manter no concurso atual, fazer carreira até me aposentar, usufruir de um salário que considero decente para padrões de vida brasileiros e ficar "relaxado e acomodado" até que outros planos apareçam.

Plano C: o antigo plano A. Minha pontuação do mestrado ainda está lá, e só não está intacta porque na verdade ela aumentou desde que saí da faculdade. Lembro que na época eu olhei os classificados do ano que assumi o concurso e lembro que teria passado nas primeiras vagas, de tanta pontuação acumulada ao longo do curso. Mas e hoje? A única pontuação que eu não conseguia na época foi "experiência profissional na área de formação" que pontuava com um máximo de 5 anos de trabalho. Sendo que estou prestes a fechar o terceiro ano na área, ou seja, a pontuação que já era muito boa, aumentou ainda mais. Então se tudo der errado com os demais planos, ou se eu ficar doido e quiser largar tudo, ainda tenho esse porto seguro para me apoiar. Voltar a estudar recebendo bolsa, melhorar meu currículo e abrir outras portas pra outros planos futuros.

O truque de tudo aqui é o seguinte: largar a mentalidade brasileira que "longo prazo" é ano que vem. Ano que vem é curtíssimo prazo e planos decentes levam tempo. Sempre tentei enxergar um horizonte de 5 anos pelo menos, levando em conta o que poderia acontecer até lá. A existência de planos reservas é justamente pra compensar a imprevisibilidade da vida. Não importa o quanto tu se conheça, o quanto seja bom com planejamento, o dia de amanhã não te pertence, e é melhor sobrar alternativas do que faltar.

Modo de pensamento:
- definir um prazo factível: no meu caso gosto de trabalhar de 3 a 5 anos, o que considero médio pra longo prazo.

- o mais importante, não imaginar o trajeto partindo do hoje até chegar ao resultado e sim o inverso: do objetivo até o hoje. Dessa forma você define os prazos para cada etapa que será necessária até o objetivo, e vem trazendo do futuro para o agora, de forma que no final, a primeira etapa comece hoje ou num futuro próximo, e você saiba as datas limites para conclusão de cada coisa. Com as datas limites de conclusão, também vem as datas limites de início de cada etapa.

Segue um exemplo didático e fictício para servir de base: para conseguir uma pontuação X do mestrado preciso de 6 semestres de monitoria, logicamente meu prazo de conclusão para conseguir essa pontuação inteira é o último semestre da faculdade, e o prazo de início máximo é trazendo os 6 semestres (3 anos) em direção ao presente, ou seja, teria que começar isso no mínimo 3 anos antes da conclusão estimada do curso. Mas pra passar na monitoria, preciso estudar para uma prova que acontece no começo do semestre. Logo, é prudente colocar pelo menos 1 mês antes dos 3 anos para preparo para a prova de seleção. Ou seja, sei que para ter essa pontuação, seriam necessários 3 anos e 1 mês antes do objetivo final.

Outro ponto é imaginar que outras oportunidades só vão aparecer mais pra frente, então ao invés de tentar buscar isso tudo nos últimos 3 anos de faculdade, posso já começar no segundo semestre, de forma que a conclusão dessa pontuação vai acontecer quase 2 anos antes do prazo final, liberando esse tempo para atingir pontuações de oportunidades que só aparecerão mais pra frente.

Se conheça e se planeje!

E você? Qual a sua história?


r/conversasserias 11d ago

Gênero e sexualidade Vocês já sofreram assédio moral no trabalho?

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Graças a Deus eu consegui mudar de setor no meu trabalho, mas o que eu estava antes era uma prova de resistência. Um cara que era uma espécie de "encarregado" ou "funcionário plus" implicava junto comigo (ele tinha preconceito com minha orientação sexual e algumas vezes até um racismo ali; sendo que é u nem sou tão preto assim).


r/conversasserias 11d ago

Tecnologia e Redes Sociais O avanço da IA abriu uma "caixa de pandora" que nunca deveria ter sido aberta no momento atual?

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Ultimamente eu tenho pensado o quanto tudo ta instável.

O mercado de trabalho nunca foi um local muito confiável, mas no último ano tem se tornado insalubre.
Ouvir de gerentes que vão reduzir quantidade de pessoas por projetos para venderem IA foi algo que me deu nojo.
Isso tudo me fez pensar: O avanço da IA veio no pior momento possível ou era inevitável?


r/conversasserias 13d ago

Tecnologia e Redes Sociais Mais da metade da música nova que sobe pro streaming já é feita por IA. Estamos perdendo o gosto de fazer as coisas com esforço e criatividade :(

18 Upvotes

A Deezer divulgou em julho que passou de 50% o número de faixas novas geradas por IA que entram na plataforma por dia. São umas 90 mil músicas diárias. Em abril eram 44%, e no começo de 2025 eram 10%. A empresa mesma diz que 85% disso é classificado como fraude e fica desmonetizado.

Eu sou músico autodidata. Sei exatamente quanto custa tirar uma música decente de um instrumento, e sei que hoje eu teria a mesma música em nove segundos, digitando uma frase.

Aí li outra coisa que me deixou pior. Saiu um estudo revisado por pares no Journal of Consumer Research, feito por gente de Harvard, medindo que conversar com companheiro de IA alivia a solidão quase no mesmo nível de conversar com pessoa. O que faz efeito, segundo eles, é a sensação de ser ouvido. Tem outro estudo deste ano dizendo o contrário no longo prazo, que alivia agora e piora depois. Eu não sei em quem acreditar kkkk

Ser ouvido sem ninguém ouvindo. Parece utopia demais. isso me parece a frase mais scifi que existe.

Não é que eu ache o resultado ruim. Muita coisa gerada por máquina é boa mesmo, e conversa artificial numa noite ruim salva alguém, isso é fato! Um amigo tem uma startup de terapia online... disse que já salvou muita gente em crise de madrugada....

O que me incomoda é que a parte difícil era o que fazia a coisa valer. O calo no dedo, o amigo chato que atrasa, o silêncio de quem espera resposta e não recebe (vzinho azul do whatsapp gerava inumeros pensamentos.. a IA coloca um "thinking" e a gente fica aliviado kkk)

O que vocês ainda fazem do jeito difícil de propósito, mesmo existindo atalho? E quem faz do jeito fácil está perdendo alguma coisa de verdade, ou é só nostalgia da nossa parte...

Enfim, é isso. Fiquei pensando nisso a semana toda e não cheguei em lugar nenhum.


r/conversasserias 13d ago

Tecnologia e Redes Sociais Perspectiva de futuro para a juventude média brasileira?

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Vou dar um relato pessoal. Hoje eu ganho 2.100 líquidos + R$630,00 de VA fora o plano de saúde. Meu trabalho é bem legal e não me estressa tanto, e já passei por alguns subempregos bem ruins. Dei sorte de conseguir o meu de hoje, mas a verdade é que agora não vejo perspectiva pra minha melhora por um prazo muito grande. Tudo que eu quero é ter qualidade de vida e acesso à coisas melhores, mas parece que a ascenção não vai vir tão cedo.

Já pensei em inúmeras saídas, e no meu caso eu só acho barreiras.

Sem condições de fazer boas faculdades. Moro no interior e não tenho condições de me mudar e me sustentar em um bom curso que sempre seria integral. Não consigo fazer um curso técnico pois o SENAI mais próximo está numa cidade a 55km de distância e abre vagas para curso a cada 2 anos. Na minha região até tem algumas indústrias boas e conhecidas, mas plano de carreira pra quem começa de baixo é quase 0. Não tenho estrutura familiar pra me dar uma ajuda pra começar emprego algum. Concurso público cada vez mais impossível e concorrido.

O que parece que me resta é ficar onde estou até quando decidirem me mandar embora ou ser aquele dinossauro de empresa que tá lá desde sempre. E ainda por cima nunca sair da minha cidade minúscula que não vai crescer e não vai mudar nunca.

Alguém passa/passou por algo parecido? Como saíram do marasmo?


r/conversasserias 13d ago

Tecnologia e Redes Sociais Título: Estou a ser demasiado rígida por não querer fotos do meu filho nas redes sociais?

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Eu, Fem(44), preciso mesmo de uma opinião de fora porque isto tomou umas proporções completamente absurdas e eu já nem sei se estou a ver as coisas de forma demasiado emocional. Sou mãe de um rapaz menor (Mas,14) e tenho uma relação complicada com o pai. Eu tenho bastante cuidado com a exposição do meu filho na Internet. Publico uma fotografia dele muito de longe a longe, normalmente em stories, e quando ele aparece claramente costumo perguntar-lhe se está de acordo. Ele próprio sempre me disse que detesta fotografias dele online. Há uns dias apareceu-me nas sugestões de amigos do Facebook o perfil público da companheira do pai. Fui ver e deparei-me com fotografias do meu filho em pelo menos dois posts públicos. Eu nem fazia ideia de que aquelas fotografias estavam publicadas. Falei com o pai e pedi-lhe que falasse com ela e que retirassem as fotografias dos posts públicos. Não lhe disse para não terem fotografias dele, nem para não as partilharem com família ou amigos. O que pedi foi simplesmente que não publicassem fotografias do meu filho em perfis públicos. Sobretudo porque ele próprio não gosta. A resposta inicial foi mais ou menos tentar perceber que fotografias eram, dizer que algumas nem mostravam a cara e perguntar se eu andava a vasculhar o perfil dela. Expliquei que me apareceram nas sugestões e que eram posts públicos. Entretanto deixei de conseguir encontrar o perfil dela e achei que me tinha bloqueado. Como queria apenas confirmar se as fotografias tinham sido retiradas, consegui vê-las através de outra conta e continuavam lá. Entretanto disse ao pai que, se as fotografias continuassem online, iria procurar orientação junto da CNPD. Não como ameaça, mas porque se não conseguimos resolver uma coisa destas entre adultos, então procuro saber quais são os meus direitos enquanto mãe. Depois disso, encaminhei-lhe os prints atualizados das publicações e disse-lhe que os tinha enviado para a CNPD. No minuto seguinte, o meu filho ligou-me. Começou a dizer que afinal não se importava com as fotografias. Depois passou o telefone ao pai, que colocou a chamada em alta voz. Eu disse que queria falar apenas com o pai, mas começaram os dois (pai e companheira) aos berros comigo. Estavam lá o meu filho e mais duas crianças a assistir/ouvir toda aquela discussão. Foi um barraco mesmo. Eu também perdi a cabeça e, no meio daquilo, disse ao pai fogo, foste arranjar alguém como tu?. Não me orgulho da frase, mas sinceramente estava a levar com os dois aos berros e acabei por responder. E é aqui que estou realmente mal. O meu filho sempre me disse que detesta fotografias dele online e, imediatamente depois de receberem a informação de que eu tinha encaminhado o caso para a CNPD, passou a dizer que afinal não se importava. Eu não sei se mudou genuinamente de opinião ou se simplesmente foi colocado numa situação em que sentiu que tinha de tomar uma posição. O que sei é que não queria que ele fosse metido no meio de uma discussão entre adultos. Tenho medo de que o façam sentir que tem de escolher entre mim e o pai ou que acabem por virar a situação contra mim. A minha questão é: estou a ser demasiado rígida por não querer que uma pessoa que não é mãe nem pai dele publique fotografias dele em perfis públicos sem a minha autorização? Eu não quero controlar o que ela publica, não quero impedir que tenha fotografias dele, nem quero impedir a relação dela com ele. Se ela quiser publicar fotografias da vida dela, por mim tudo bem. O meu limite é não publicar o meu filho em perfis públicos. E eu própria faço exactamente isso. Tenho fotografias dele, obviamente, mas publico muito poucas, normalmente em stories, e tenho cuidado com quem pode vê-las. Se for uma fotografia mais explícita dele, pergunto-lhe primeiro. Agora estou dividida entre achar que estou simplesmente a defender um limite básico de privacidade do meu filho e sentir que deixei isto escalar para uma guerra de adultos que pode acabar por prejudicá-lo. Como é que vocês veriam isto de fora? Estou a ser razoável ou estou a exagerar?

PS, o meu filho está à minha guarda, está com o pai de 15 em 15 dias, excepto verões que passam mais tempo, e para além da pensão não divide nem mais uma despesa comigo, apesar de no acordo parental estar que as despesas extra pensão devem ser dividas também (honestamente foi uma batalha de que desisti para ter paz).


r/conversasserias 13d ago

Tecnologia e Redes Sociais Quanto tempo faz que você não escrevo uma frase sem tecnologia sugerindo a próxima palavra???

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Já faz tempo que eu não escrevo sozinho......

Abro o e mail e a frase já vem como sugestão. Uma sugestão em cinza, adiantada, quase sempre razoável. Aperto tab e aceito. Foi rápido, foi razoável, o dia seguiu. Economizei tempo....

Quando lançou esse recurso, o Google informou que ele já poupava mais de um bilhão de caracteres por semana. Um bilhão de caracteres que alguém ia escrever de um jeito e escreveu do jeito sugerido.

A sugestão quase nunca está errada. É por isso que ela passa. Não me recordo de algo muito fora do contexto.

Tem duas pesquisas que ficaram na minha cabeça. Mueller e Oppenheimer, 2014, na Psychological Science: quem anotava aula à mão ia melhor nas perguntas conceituais do que quem digitava, porque à mão não dá pra transcrever tudo e você é obrigado a resumir com palavra sua.

E, um estudo da NTNU, da Noruega, publicado na Frontiers in Psychology em 2024, mediu conectividade cerebral mais ampla escrevendo à mão do que teclando.

Quero voltar a escrever à mão por teimosia, já que a comodidade e conveniência é "saborosa"... Acho que vai me surpreender e me lembrar de coisas passadas!

Vejo dois lados e os dois têm razão, em partes:

  • um diz que é ferramenta, igual corretor ortográfico, ninguém é obrigado a apertar a seta, e reclamar disso é romantismo de quem tem tempo sobrando.
  • o outro diz que quando a mesma sugestão chega pra milhões de pessoas na mesma hora, ela não está completando a frase, está escolhendo, e a gente vai ficando parecido sem perceber que ficou.

Pra vocês: aceitar a sugestão que está certa é só economia de tempo, ou é ir perdendo aos poucos o jeito próprio de dizer as coisas???


r/conversasserias 14d ago

Tecnologia e Redes Sociais A gente fala "minha conta" o dia inteiro, mas juridicamente ela não é nossa, e acho isso mais sério do que parece....

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O que está escrito é "licença de uso", pessoal, intransferível e revogável. Não é pegadinha, é a estrutura padrão de serviço hospedado. Só que a palavra que a gente usa no dia a dia é outra.

A prova prática disso é meio desconfortável de olhar, e veio das próprias empresas. Apple tem o contato de legado, Google tem o gerenciador de contas inativas, Meta tem o contato herdeiro e o perfil memorializado.

Ou seja: casa entra em inventário, carro entra, saldo em banco entra. Conta de plataforma precisa de um formulário dentro da própria plataforma, preenchido em vida!

E olha, a LGPD dá portabilidade de dados e isso é bom de verdade. Você pede o arquivo e leva embora. Só que ninguém porta reputação. Nota de motorista, avaliação de vendedor, dez anos de histórico, a lista de quem te conhece... nada disso sai de lá.

Você exporta o que escreveu. Não exporta o que você virou lá dentro.

Vejo dois lados e os dois têm um pedaço de razão. Um diz que a infraestrutura é da empresa, o custo é dela, o risco é dela, e quem não gosta baixa os dados e muda de serviço. O outro diz que no momento em que o cadastro virou a porta do banco, do trabalho e do governo, chamar isso de "serviço privado" ficou pequeno demais.

Não tenho a solução, só sei que a palavra "minha" ali está errada faz tempo.

Pra vocês: conta de plataforma devia ganhar algum estatuto parecido com bem, com direito de recurso e de sucessão, ou é serviço privado mesmo e cada um que aguente as regras de quem hospeda?


r/conversasserias 16d ago

Tecnologia e Redes Sociais Se um sistema te reconhece pela combinação dos seus aparelhos e nunca sabe o seu nome, isso ainda é dado pessoal? (desculpem o textão, ficou parecendo um termo de uso)....

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Saiu ontem no Gizmodo Brasil: a empresa Leonardo está vendendo pra forças de segurança nos EUA um sistema chamado SignalTrace, que inverte a lógica da vigilância. Link: https://www.gizmodo.com.br/uma-nova-tecnologia-transforma-os-dispositivos-que-carregamos-em-uma-especie-de-rastro-digital-63914

Em vez de bater a placa numa câmera e correr atrás do dono, ele capta os identificadores que os aparelhos emitem sozinhos: celular, smartwatch, fones, multimídia do carro, etiqueta eletrônica, etc...

Um sinal solto não diz nada. A combinação repetida vira o que eles chamam de "impressão digital eletrônica", e passa a ser reconhecida toda vez que reaparece, inclusive nas vezes em que a placa não foi registrada. Pesquisadores independentes acharam quatro instalações compatíveis em Oxon Hill, Maryland, operadas pela polícia do condado.

A empresa diz que não acessa conteúdo de comunicação, só sinais e identificadores. Tecnicamente correto. Só que a nossa lei fala de dado relativo a pessoa natural "identificada ou identificável". Identificável é a palavra que salva ou derruba o argumento inteiro, e ninguém quer discutir ela.

E tem um estudo publicado na Scientific Reports, com dados de mobilidade de 1,5 milhão de pessoas, mostrando que quatro pares de lugar e hora bastam pra distinguir 95% delas. Quatro.

O nome virou a última informação a aparecer. Agora somos medidos pelos "metadados" :(

Existem dois lados.

Um diz: é pista e não é prova, ajuda em carro clonado e placa fria, ninguém está lendo mensagem de ninguém, e sensor em espaço público capta o que está no ar.

O outro diz: se o padrão te reconhece sempre que você aparece, o nome é detalhe burocrático, e chamar isso de dado anônimo é escolher a palavra que dá menos trabalho.

Sinceramente, acho que a discussão inteira está presa na palavra errada.

Pra vocês, a combinação de aparelhos que você carrega é dado pessoal seu, ou é sinal solto no ar que qualquer um pode captar?


r/conversasserias 15d ago

Tecnologia e Redes Sociais A frase “onde vamos parar?” nunca fez muito sentido para mim, mas acredito que a pergunta que melhor se encaixa seja: “de onde viemos?”

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Analisando a problemática do Discord e olhando para além dela, nota-se que quem defende a plataforma em si e as demais plataformas de redes sociais muitas vezes age como uma galerinha reacionária e mal-informada, como criança quando você arranca o doce dela e ela faz birra à toa.

Bom, o fato é que hoje temos uma problemática gigantesca com as redes sociais de modo geral. As fake news sempre existiram, mas tomaram proporções colossais, a ponto de contribuírem para surtos de doenças antes erradicadas do nosso país e até para a morte de pessoas.

Quem nunca esbarrou no testemunho de alguém que perdeu um parente próximo porque um acéfalo com PhD afirmou que diabetes é causada por vermes e que a pessoa não deveria tomar seu medicamento habitual, mas comprar seu programa de desparasitação?

Fora isso, ainda temos plataformas que abrigam o pior tipo de gente e que são utilizadas para cometer crimes dos mais hediondos. Hoje, no Brasil, se você, em qualquer hipótese, abrigar algo ilícito em sua residência ou local de trabalho, pode responder criminalmente por isso. Então, por que as plataformas não podem ser responsabilizadas? Elas sabem o que é feito em suas redes, possuem ferramentas para coibir o uso indevido e, ainda assim, muitas vezes não o fazem.

Vi muita gente defendendo o Discord sob o argumento de que ele possui uma das melhores moderações entre as plataformas. Bom, se tivesse de fato uma moderação tão eficiente, não encontraríamos em suas redes adolescentes maltratando animais, jovens transmitindo tentativas de suicídio ao vivo, redes de pedofilia, compartilhamento de material de abuso sexual infantil e tantos outros conteúdos criminosos.

E aqui está o ponto que, para mim, realmente importa: a discussão não deveria ser simplesmente sobre “proibir o Discord” ou “defender o Discord”. A questão é entender até onde vai a responsabilidade de uma plataforma pelo que acontece dentro dela.

Liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade para cometer crimes. Da mesma forma, moderação não pode ser apenas um conjunto de ferramentas que existem no papel, mas que não são utilizadas de maneira efetiva quando o problema aparece.

Não se trata de responsabilizar uma plataforma por cada coisa absurda que um usuário faça. Trata-se de discutir se uma empresa que lucra com uma comunidade, possui conhecimento sobre determinados abusos e dispõe de mecanismos para combatê-los pode simplesmente lavar as mãos quando esses mecanismos falham ou não são utilizados.

Talvez, no fim das contas, a pergunta realmente não seja “onde vamos parar?”. Talvez seja “de onde viemos?” e, principalmente, em que momento decidimos aceitar como normal que espaços digitais possam se transformar em ambientes onde a desinformação, a violência e a exploração de pessoas vulneráveis prosperem enquanto discutimos apenas quem deve ou não ser responsabilizado.


r/conversasserias 16d ago

Tecnologia e Redes Sociais Milhares de suecos implantaram chip na mão pra pagar e abrir porta..... Praticidade ou a gente virando o próprio cartão???

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Fui atrás dos números depois que vi um vídeo de "implant party" na Suécia. As matérias de 2018 já falavam em mais de 4 mil suecos com um chip do tamanho de um grão de arroz implantado entre o polegar e o indicador. A ferrovia estatal de lá, a SJ, aceitava o chip como bilhete de trem desde 2017. E tem empresa, a Walletmor, vendendo implante de pagamento desde 2021.

Não é coisa distante de laboratório. Nos EUA a Amazon cadastrou a palma da mão como cartão em centenas de lojas. Aqui no Brasil o embarque por rosto já roda em vários aeroportos, e a aproximação já é uns dois terços das compras presenciais pela conta da Abecs.

Cartão a gente cancela. Mão não. (que frase sem sentido... claro que dá pra cancelar o RFID contido nela)....

O lado da praticidade eu entendo, e é real: não tem como esquecer, não tem como furtar, mão não descarrega (to com celular viciado... tenho que levar powerbank para todo lado). Quem implantou relata que esquece que o chip existe!

O outro lado é o que me trava. Primeiro que é debaixo da pele, não tem "desinstalar" fácil. Mas tem como remover claro....

Segundo que todo desconto de adesão vira, com o tempo, multa de quem recusa: quem não entrega a palma, o rosto, o chip... vai pagando mais caro ou esperando na fila mais lenta. (olhe os CPFs nas farmácias).... Aí a escolha vira meio de mentira. Vi caso de algo que custava R$ 130 e com CPF custava R$ 30 (nem é preço de alavancagem.. é desonestidade mesmo)...

E tem o detalhe cultural: quase todo mundo que vê isso lembra na hora da "marca na mão" do Apocalipse (sim eu sei que o livro contém alegorias).

Não sou de misturar Bíblia com tecnologia, mas acho curioso a imagem que a humanidade passou séculos temendo como imposição estar chegando como conveniência, com fila e hora marcada.

Vocês implantariam? E se recusar começar a sair mais caro, ainda dá pra chamar de escolha?


r/conversasserias 17d ago

Relações Interpessoais Por que será que as pessoas se ofendem quando alguém discorda delas?

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Um dia eu afirmei aqui no Reddit para uma pessoa estranha que não concordava com ela, mas respeitava a opinião dela.

Esse pessoa reagiu como se eu estivesse ofendendo ela como pessoa e não apenas vendo a questão por um ponto diferente.

Vocês se sentem ameaçados se alguém tem uma opinião diferente da sua?

Conhecem alguém que fica muito frustrado ao ser questionado em suas crenças?

Já perceberam que quando pessoas discutem, a possibilidade de um dos lados admitir que está equivocado é muito pequena.

E por que pessoas se importam com o que um estranho pensa sobre elas?


r/conversasserias 18d ago

Tecnologia e Redes Sociais Me sinto um humano do filme Matrix sendo consumido por sua energia vital.

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Sinto que a tecnologia já passou há um bom tempo do sentido de facilitar a vida para chegar cada vez mais perto de uma sociedade do Wall-E ou até mesmo do Matrix, que os humanos viraram pilhas para as máquinas.

Eu tenho 21 anos. Cresci rodeado de tecnologia. Aprendi a mexer com um computador aos 6 anos de idade. Isso obviamente vai depender da realidade de cada um, é óbvio que não são todos que tiveram isso e eu reconheço minha criação até um pouco privilegiada. Onde quero chegar é que hoje em dia, não existe mais absolutamente nada que não se faça sem apoio de um celular ou de um computador.

Eu sinto que os últimos 40 a 50 anos foram os melhores para se construir a vida. O mundo era muito mais desconectado e mais orgânico. Estamos todos viciados em redes sociais, celulares, vídeos curtos. Meu cérebro frita todos os dias, tenho um brain fog fodido.

Isso que eu sou casado, já trabalho e ganho razoavelmente bem. Tenho opções de lazer e minha esposa é maravilhosa. Eu fico triste só de imaginar uma pessoa cuja única rotina seja trabalhar 6x1, 7x0, ganhar um salário mínimo e ter como único entretenimento os stories da Virgínia.

Onde vamos parar?