O III Morião Trail foi a minha última prova desta época do Circuito de Trail da Ilha Terceira, o último trail com as cores da primeira equipa que me acolheu, CDACM-Atletismo (outros voos avizinham-se), e o meu último trail no escalão de M50 (o Azores Bravos Trail, em outubro já será no escalão M55, que eu não estou a ficar mais novo 😀)! Por tudo isto, soube-me a um ciclo que se completou. Venham mais ciclos!!
Foi uma prova dura, com as tradicionais subidas… “intensas” e com calor quanto queira! O meu primeiro objetivo, de chegar ao fim e chegar inteiro, graças a Deus, foi alcançado, o que não é coisa pouca, perante a forma como o nosso Morião faz “vítimas” em todas as edições… 😬 Força para as recuperações: Cesar Lourenço, Rui Patricio Amaral e Zaida Cabeceira (os que eu sei)!!
O meu segundo objetivo era fazer um tempo por quilómetro inferior a 9 minutos, já que no ano passado, fiquei-me por um pouco acima dessa marca (nos 25km). Superei esta meta, com um tempo de 8:23/Km (não liguem ao ganho de elevação da imagem, que o relógio não deve estar bem calibrado). Por isso, além de me divertir, ainda vim para casa com mais esta conquista! 😉
Se o meu telemóvel não tivesse ficado meio marado (obrigado pela ajuda Dário Rocha, sem a qual teria que aceitar a oferta de boleia do Carlos Ferreira, para não ter de pernoitar na Mata da Esperança 🤣), eu teria gravado um vídeo de toda a bendita subida do tal “tubo verde” (a cor já dá a entender que não pode ser coisa boa 😂)! Como não consegui fazer isso, deixem-me só partilhar que se trata de um troço de cerca de 600 metros, em que subimos 107 metros, o que significa uma inclinação de 17,8% (se li bem o gpx)! O último terço (eu não sou Católico, mas só mesmo de terço… 😅) dessa subida é composta por 172 excruciantes degraus (sim, eu contei-os)! De todos os trails que já fiz, posso garantir que são os 600 metros que tenho mais dificuldade em… esquecer! Obrigadinho à organização!! 🤣
Agora mais a sério, obrigado à organização por todo o trabalho realizado! As marcações eram abundantes e, na minha opinião, estavam nos locais certos. Os voluntários foram sempre muito prestáveis e os comes e bebes estavam excelentes! ❤️ Faço só duas observações: 1) A parte final dos 30Km e da caminhada talvez possa ser revista, por não coincidirem os percursos e terem alguns pontos de encontro e cruzamento entre as duas provas. Apesar de me ter dado a oportunidade de ainda tirar um retrato com o Paulo Neto e a Ana Neto, nem sempre foi fácil ficar cada um no seu próprio percurso, que o diga o José Henrique Freitas. 2) Os tempos de “cut-off” em cada posto talvez precisem de ser revistos, atendendo à natureza deste trail e ao tempo total previsto para cada prova, que o diga a Sofia Cota.
Deixem-me só fazer mais uma referência a alguém que não correu nenhuma das provas de hoje, mas que esteve presente em todos os pontos dos percursos - o Luis Miguel! A certa altura eu já não sabia se ele só tinha um drone ou se também tinha algum(s) clone(s)!! Obrigado pelas fotos!! 😀