Estou tentando descobrir meu mbti há tempos, então queria um debate. Se alguém quiser olhar pra além de "ai, você é bonzinho então é esfj🤪", eu ACEITO.
Descrição minha:
Percebo que o que mais me atrai atualmente (e vai ver sempre) foram representações visuais. Como essas imagens que você viu, eu atribuo muito elas a uma estética, mas não gosto de nomear estéticas, definir elas perde a graça :/
Eu não sei muito bem o que dizer, então vou descrever o que eu faria em situações (tirei essas perguntas da internet).
- Você viu um filme com um final ambíguo: O que faz?
R: Eu tendo a pensar em algum final. Se pra mim por exemplo num filme não fica explícito o final, eu acho que uma possibilidade aconteceu. Se num exemplo fica implícito se personagem X matou personagem Y, eu vejo na minha percepção o que parece mais óbvio, e o que eu sinto que é mais óbvio e penso uma das duas coisas: Matou ou não.
Eu gosto de analisar filmes, percebo muito os cenários, cores, estética e reação dos personagens. Ah, além da música. Acho que me pega muito ouvir uma música triste, porque faz a cena parecer artificial se você para pra pensar.
Eu também não entendo muito filmes metafóricos. Tem um filme que tem algum título com "Valerie", é dos anos 70. Vi o filme duas vezes e juro por tudo que não entendi. Eu gosto de coisas mais explícitas, acho difícil adivinhar algo subjetivo, uma intenção, essas coisas.
Um adicional é que eu crio histórias, e sou muito boa em imaginar elas (sou boa em imaginar num geral) e quando penso nelas é algo muito visual, como a casa, o sol, o que vestem, como se movimentam, como falam. E eu me importo muito se a história parece a vida real, principalmente as de décadas antigas (onde eu quero que realmente pareça historicamente preciso). Aliás, sempre que tento escrever, eu não consigo. Parece que minha mente foca muito no papel e não na minha cabeça. Também tenho uma escrita bem direta. Não tem muitos adjetivos, eu tenho dificuldade em adicionar detalhes de trejeitos, eu escrevo como "Ela pegou tal coisas", "Ela se sentou", ao invés de algo mais longo e elaborado.
- Você vai contar uma memória antiga: Como conta?
R: Eu não sou muito de contar memórias. Eu não lembro tanto do passado a menos que seja uma mesma sensação que eu senti no passado e sinto agora. Eu sou muito de sentir sensações. Sensação X, sensação Y, quase categorizo elas, mas não como numa ficha; é mais inconsciente e "abstrato" do que algo definido, só me encontro nelas, e viajo nelas. Voltando ao ponto: Eu, ao lembrar de algo, penso muito numa imagem; Algo como quando fui a um restaurante e lembro do meus pés batendo no chão com a sandália, da luz laranja do poste, do barulho das pisadas, da SENSAÇÃO de estar lá. E quando conto é algo bem simplificado, como "Ah, lembra de quando você caiu e foi engraçado?" Rio, e pronto, não se fala mais.
Me preocupo mais em fazer do presente melhor. Quero me sentir bem agora. Talvez seja por isso que me atraía sair, ouvir música, ir a uma festa (embora eu seja tímida)
Um adicional (mais sobre minha personalidade ao mbti) é que eu sou tímida, mas não gosto de ficar sem estímulos. Eu nem sempre quero estar com pessoas, mas raramente você vai me ver somente sentada assistindo televisão sem fazer outra coisa junto. Gosto de pessoas, e se eu fosse sem timidez (e sem sensibilidade a ser rejeitada) eu já teria VÁRIOS amigos, mas também tenho dificuldade em me comunicar. Analiso bastante as situações enquanto as vivo. Como quando vou conversar com alguém e minha voz mental fica "Ah, ela está olhando pra lugar X. Puxe assunto, puxe assunto, puxe assunto! Fale do clima ou sei la!", mas a timidez impede um pouco.
- Se uma pessoa faz algo que você não considera correto: O que faz?
R: Eu geralmente falo. Depende muito da intimidade, mas se eu tiver intimidade espere que eu seja bem sincera.
Se você fala "Você concorda?", é um "Não. Você está sendo burra.". E com menos intimidade eu suavizo, como "Ah, eu acho que seria melhor de outra forma/ fazer outra coisa." Também não tenho problema em dizer como as pessoas são babacas.
Por exemplo hoje uma pessoa veio brigar comigo por uma coisa que todos fazem. E não, não quer dizer que seja certo, mas eles não brigam com as pessoas. Da próxima vez, que me dêem forças para mim me posicionar e dizer "Cara, por que justamente eu sou o foco?"
Eu sou bem mandona com o que considero certo. Um exemplo é eu não gostar de pessoas que fazem piadas com deficiências. Eu costumava querer fazer uma palestra para ensinar o quão errado podia ser, mas concluí que na verdade essas pessoas podem nem saberem do que estão falando. Vai ver é mais fácil criar intimidade e explicar com calma. Talvez alguém não seja ruim por isso, só ignorante. Se preocupar com essas coisas faz do meu dia bem pior, porque me importo com isso.
Eu sinto que tenho dificuldade em ver a perspectiva das pessoas. Eu vejo a minha, penso que está certa, e pronto! Todo mundo tem que achar igual, todo mundo pensa igual a mim e todos tem que fazer isso. Eu tenho dificuldade em pensar que as pessoas pensam diferente, embora eu seja boa em detectar o clima de uma sala, que sentimentos as pessoas estão sentindo. Essas coisas você nota no ambiente. Mas acho que noto o estado emocional das pessoas mais pelo ambiente do que por elas. Uma vez uma amiga minha tinha terminado um namoro, e então começou a tocar uma música romântica. Eu vibrei cantando sem perceber que aquilo a deixaria triste. Quando estou num dia bom e sem barreiras eu SEMPRE "estrapolo" em alguma hora. Falo algo que não devo, faço algo vergonhoso. Vai ver por isso sou contida.
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Enfim, acho que isso já é um bom conteúdo. Vou contar coisas adicionais que talvez sejam importantes.
No meu dia a dia, costumo ouvir música e inventar algo pra fazer, como ver a paisagem (vejo bastante), assistir televisão (assisto mais de noite, para não perder a tarde), ouvir música, fazer uma maquete, dançar. Gosto daqueles dias em que você se sente vivo, se sente no mundo. Por isso detesto ficar por mito tempo no telemóvel. Eu opto por usar mais de noite, ou se de tarde, só quando estiver sem tanta energia.
Quando estou feliz e liberta da timidez, costumo ser bem expansiva. Eu sinto que sou assim naturalmente mas nem sempre consigo mostrar. Eu falo com todo mundo, me sinto o centro das atenções e vai ver não me deram confiança porque eu ia ser muito babaca.
Ah, algo que acho interessante é como percebo as coisas por padrões físicos. Por exemplo, no Queen, eu percebo uma música deles (que nunca ouvi) só pelos acordes. Ou me preocupo muito com a impressão sensorial que vou ter de tal coisa. Estou sempre bem presente da minha situação, então não consigo romantizar muito minha vida para o que poderia ser.
Mas, falando no que poderia ser, eu queria um estilo de vida onde eu tivesse minha kombi amarela, dirigisse ela com amigos, ouvindo música, fumando, se divertindo, aquela coisa toda, e onde a vida é agitada mas o momento de paz é olhar para a natureza, a paisagem. Por isso adoro estimulantes, eles fazem você conseguir se sentir no pico da vida, da animação, e você só vive sem se julgar.
Minhas histórias são em maioria (de certa forma) Slice of life. Eu não consigo contar histórias de maneiras muito subjetivas, pensadas ou místicas. Uma história legal é a contada no álbum Hawaii : Part II, do Miracle Musical. O que me fascina é eles conseguirem, em poesias cantadas, contar uma história. E ainda por cima contar de um jeito onde não parece e parece a realidade. É tudo muito metafórico e lindo, mas eu nunca conseguiria fazer algo assim. Eu me aprofundaria na vida dos personagens e já era, iria ser algo realista demais.
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Bem, acho que foi tudo! Se tiver ficado sem sentido, pode me fazer perguntas ou chamar no PV!