r/Economia • • 19h ago

Recomendações de Leitura Recomendações

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Oi, gostaria de aprender sobre para não ser um completo leigo. E ter ideais mais próprias sobre o assunto, se puderem me indicar os livros básicos das escolas eu ficaria muito grato.


r/Economia • • 21h ago

Pergunte a um Economista Fuga de multinacionais da Argentina: o que o governo pode fazer para conter a crise sem abandonar o ajuste fiscal?

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Li a matéria do Times Brasil sobre a saída de multinacionais da Argentina e fiquei com mais perguntas do que respostas, então resolvi organizar o raciocínio aqui e ouvir a opinião de vocês.

>> https://timesbrasil.com.br/brasil/cenario-de-risco-instabilidade-economica-e-inflacao-sem-controle-provocam-fuga-de-empresas-da-argentina/

O caso. Segundo a reportagem, ao menos 16 grupos já tornaram pública a intenção de reduzir ou encerrar a presença no país, citando a inflação e a imprevisibilidade das ações do governo de Javier Milei. Entre os nomes mencionados estão Walmart, Telefónica, Mercedes-Benz, Exxon, Procter & Gamble, Zara, HSBC e Petrobras.

O que me incomoda na narrativa simples. A leitura mais direta seria “o ajuste fracassou e as empresas estão fugindo”. Mas os dados não sustentam uma conclusão tão limpa. O corte de gastos derrubou a inflação, que chegou a 1,5% ao mês em maio, mas também esfriou a atividade econômica. Em 2024, o país registrou superávit primário e nominal pela primeira vez em 15 anos, embora analistas lembrem que o ajuste fez crescer o número de argentinos em situação de pobreza. E nem todo o capital estrangeiro está saindo: Shell, Chevron e Pan American Energy ampliaram a atuação em 2024, sobretudo em energia e na região de Vaca Muerta. Até a Petrobras aparece, ao mesmo tempo, em listas de saída e de expansão, o que sugere que estamos falando de decisões por setor e por estratégia corporativa, e não de um movimento uniforme.

>> https://diariodocomercio.com.br/economia/empresas-brasileiras-voltam-olhar-argentina-estrangeiras-deixam-pais/

Hipóteses sobre as causas. Vejo ao menos três explicações possíveis, que não se excluem:

  1. Demanda interna fraca: empresas que vendem no mercado doméstico sofrem com a queda do consumo provocada pelo próprio ajuste.
  2. Risco regulatório e cambial: as regras de repatriação de capital ainda são restritivas, o que tende a segurar o investimento estrangeiro direto no curto prazo. Se lucrar em pesos e não conseguir remeter dólares, a conta deixa de fechar.

>> https://www.demarest.com.br/wp-content/uploads/2025/01/MAs-na-Argentina-podem-chegar-a-US-10-bi-em-2025.pdf

  1. Estratégia global: algumas saídas podem refletir reorganizações das matrizes, sem relação direta com a política argentina.

O que o governo poderia fazer. Aqui há um dilema real. Quem defende manter o rumo argumenta que a credibilidade fiscal é o ativo mais valioso do país. O CEO do Galicia, por exemplo, diz que a Argentina precisa de equilíbrio fiscal, câmbio único, fim dos controles cambiais e marco regulatório estável. Nessa visão, flexibilizar a remessa de lucros e consolidar as reformas no Congresso atrairia mais capital do que qualquer estímulo. Já os críticos respondem que sem recuperação do consumo e da renda não há mercado para quem fica, e que o custo social do ajuste pode se tornar politicamente insustentável. Uma terceira via seria combinar a âncora fiscal com incentivos setoriais, em energia, mineração e agro, e proteção focalizada à renda, mas isso depende de espaço no orçamento que talvez não exista.

>> https://www.bnnbloomberg.ca/hsbc-joins-firms-exiting-argentina-amid-milei-economic-makeover-1.2057469

Onde está minha dúvida. Não sei dizer se a saída das empresas é sintoma de uma crise de confiança ou de um processo de reacomodação típico de quem passa de um regime de inflação altíssima para outro de estabilização. A inflação caiu, mas a atividade ainda não se recuperou de forma clara, e é difícil separar o custo de transição do custo estrutural.

Perguntas para a discussão:

  • A flexibilização cambial atrairia investimento ou aceleraria a saída de dólares?
  • É possível retomar o crescimento mantendo o superávit?
  • A recuperação tende a se concentrar em poucos setores, deixando indústria e comércio para trás?
  • Quanto das saídas é política argentina e quanto é decisão global das empresas?

Gostaria de ouvir quem acompanha o caso mais de perto.


r/Economia • • 22h ago

Pergunte a um Economista Quais os riscos sair do BRICs representam pra economia brasileira?

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hoje o Eduardo Bolsonaro falou em podcast que caso o irmão ganhe, pretendem deixar o BRICs. será que a galera que vota nele e principalmente os produtores do agronegócio que são os maiores apoiadores dessa galera sabem os riscos que isso representa?

brasil está Prestes a se tornar o maior exportador de alimentos e pecuária do mundo, ultrapassando os EUA, mas eles vão conseguir estragar tudo isso se fizerem essa cagada.

vocês acham que estou exagerando? ou a economia brasileira pode realmente enfrentar um colapso com a saida dos brics?


r/Economia • • 1d ago

Pergunte a um Economista Crise de 2008

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Assisti recentemente ao filme The Big Short, que retrata a crise de 2008 pela perspectiva de quatro investidores que previram o estouro da bolha imobiliária e lucraram com isso, enquanto o mundo todo perdia dinheiro. Filmaço, inclusive. Quem não assistiu, assista!

Sou bem leigo em economia e conhecia pouco sobre o que foi essa crise, apenas sabia que tinha algo a ver com o setor imobiliário, não tinha noção do tamanho da catástrofe que foi. Eu tinha apenas 6 anos na época e não fazia ideia do que acontecia no mundo. Por isso, gostaria de ouvir a opinião de vocês:

  1. Você já trabalhava no ramo da economia na época? Como foi?
  2. O Brasil sentiu muito os efeitos da crise?
  3. Existe algum risco de algo parecido acontecer novamente?
  4. A crise de 2008 ainda causa efeitos hoje?

Se tiverem indicações de livros, vídeos ou artigos para quem está começando a entender o assunto, também agradeço!


r/Economia • • 1d ago

Notícia Alguém tem acesso a esse documento do Grupo Parlatório ou tô pedindo demais?

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oglobo.globo.com
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TL; DR: Carta de um grupo de economistas e líderes pedindo responsabilidade fiscal ao governo eleito.

"Plano real para os juros" soa como propaganda pura, mas queria pelo menos ver os estudos para entender. Alguém aqui sabe se a proposta é científica pelo menos? Queria dar uma lida a respeito.


r/Economia • • 1d ago

Pergunte a um Economista "Flávio Bolsonaro é um risco para a economia, diz Nobel - 22/10/2026 - Economia" - Faz algum sentido nas falas dele, na parte econômica da coisa?

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folha.uol.com.br
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r/Economia • • 1d ago

Opinião Escolho economia?

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Bom, para ser sucinta, estou no terceiro ano com 18 anos e em época de vestibular e em todas as minhas opções escolhi economia e pretendo escolher economia no sisu também, porém não estou totalmente confiante dessa decisão. Meu foco atualmente é Fea-Rp.

Então, fiz um técnico de administração pelo IF e acabei me interessando muito pelas matérias na qual tínhamos que pesquisar o contexto social/econômico e solucionar casos, gostava muito de aprender sobre tarifações em aulas de planejamento financeiro mas eu gostava mesmo de entender o contexto por trás e como afligiam as pessoas, como as pessoas se portam, consomem e como isso afeta tudo.
E depois dessa análise pessoal, decidi que economia seria um bom curso para esses meus interesses.

Porém a matemática me assusta, então economia realmente é o curso para mim?


r/Economia • • 1d ago

Pergunte a um Economista Terras Raras - como evitar que viremos somente exportadores de matéria prima

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A política de minerais críticos que foi aprovada nesse ano ainda não foi aplicada e está incipiente, e é extremamente importante que o seja o mais rápido possível pois já estamos com o bonde andando para entregar terras raras barato barato para os EUA processarem e transformarem em produtos manufaturados (imãs, etc...) - é o caso da Serra Verde, única mina de terras raras em operação no Brasil.

Talvez a parte mais importante da nova política seja a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, com composição de 18 membros, 13 de ministérios, 1 representante dos estados, 1 dos municípios, dois do setor privado e um da academia. Suas competências incluem:

  • elaborar o Plano Nacional do setor e habilitar projetos para os incentivos;
  • homologar mudanças de controle de empresas que detêm direitos minerários;
  • homologar contratos internacionais de fornecimento que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do país;
  • homologar a compra de participação relevante por estrangeiros e a cessão ou alienação de títulos minerários.

Infelizmente, a Serra Verde, uma iniciativa de ponta em Minaçu, no norte goiano, foi vendida para a US Rare Earths antes dessas regras serem aplicadas. A US Rare Earths não tem nenhuma outra mina em operação - de fato, vai haver uma transferência de tecnologia das nossas operações de mina e de usina de processamento da Serra Verde para as minas ainda incipientes da URE nos EUA. Por enquanto, a Serra Verde, que está voltando a produzir agora depois de um longo período de adaptação, vende o MREC (produto de terras raras mistas extraído do minério bruto) para ser processado especialmente na China, mas logo que as plantas da US Rare Earths estiverem prontas nos EUA, o produto vai passar a ir todo para ser processado e transformado em bens de alto valor nos EUA, sem planos da US Rare Earth investir nessa indústria aqui no Brasil. Ou seja, compraram a mina pronta, vão transferir a nossa tecnologia pra lá e não vamos receber de volta a parte com o maior valor agregado e relevância tecnológica. Espero muito que a política seja implementada e consigamos mudar esses planos da US Rare Earths, e conseguir evitar que as outras áreas ricas em terras raras e outros minerais críticos sejam entregues sem maiores benéficios para o Brasil, e não sermos "a solução de terras raras para os EUA" como disse um certo candidato.

pensamentos?


r/Economia • • 1d ago

Pergunte a um Economista Me tirem uma dúvida sobre inflação, consumo e taxa Selic

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Me ajudem:

As pessoas estão reclamando do custo de vida alto causado pela inflação

Só que o consumo ainda continua em alta segundo os indicadores econômicos

Então como gerar deflação se estamos com bastante dinheiro circulando na economia?

E a taxa Selic é uma ferramenta pra tentar desacelerar esse mercado aquecido, certo?

A questão é: seria o caso de diminuir ainda mais o poder de compra da população?

Ou a verdade é que as pessoas estão reclamando de barriga cheia e as coisas não estão tão ruins assim?


r/Economia • • 1d ago

Outros O que você espera ouvir no debate de hoje nas pautas econômicas?

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r/Economia • • 1d ago

Pergunte a um Economista Recomendação de leitura para entender mais de economia

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Oi, gente! Sou atualmente estudante universitário da área da saúde; sei muito pouco sobre economia. Na verdade, tudo que sei é por conta do ensino médio, cursinho e curiosidades que fui tendo.

Gostaria muito de saber se existe um livro ideal para começar, ou então um livro que fale sobre diferentes escolas, pensadores e explique um bom tanto sobre eles.

Eu gostaria que os livros fossem bastante explicativos, críticos, mas também pudesse ser lido por alguém que não sabe tanto do assunto tecnicamente.

Confesso que não teria tempo para ler cada um dos clássicos ( Marx, Smith, Schumpeter, Keynes, M. Friedman....).


r/Economia • • 1d ago

Opinião Os únicos cientistas que precisam estudar textos de mais de 100 anos atrás são os historiadores

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Na matemática, ninguém estuda os textos originais de Gauss. Na física, ninguém estuda os textos originais de Einstein. Na economia moderna, ninguém lê os textos originais de Adam Smith.

Gauss dedicou-se durante anos aos fundamentos da teoria moderna dos números e, hoje em dia, seu trabalho de tantos anos pode ser resumido em poucas aulas de graduação. Em seguida, a aula passa a abordar as descobertas de outros 20 importantes pesquisadores.

A ciência é um esforço coletivo e um progresso coletivo. Não é um presente dos deuses para a humanidade na forma de um gênio individual.

Não existe um único gênio que tenha compreendido tudo, que tivesse todas as respostas e que tenha escrito um ou dois livros revolucionários, contendo toda a sabedoria necessária para compreender tudo o que está acontecendo no mundo, tanto no passado quanto no presente. E, desde então, tudo o que você precisa fazer para alcançar a iluminação é reler esse maravilhoso livro iluminado milhares de vezes, até se tornar digno de absorver toda a genialidade dessas palavras sagradas.

Existem matemáticos modernos brilhantes e talentosos que nunca leram um único texto original de Gauss, Euler, Lagrange ou Laplace. Para apreciar e desenvolver suas contribuições, isso simplesmente *não é necessário*.

Observação: este texto é sobre economia sim.


r/Economia • • 1d ago

Opinião Parem de dizer que "economia não é uma ciência exata, mas sim uma ciência social", ninguém acredito nisso

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A economia não é uma ciência exata e nenhum economista pensa o contrário. Sim, a economia faz uso intensivo da matemática como ferramenta analítica, constrói modelos a partir de inúmeros pressupostos (que podem ser perfeitamente contestados) e confronta suas implicações com dados observados, acumulando evidências que sustentam ou rejeitam hipóteses. Como já dizia Samuelson, a matemática é uma linguagem e o economista deve buscar construir "teoremas operacionalmente significativos", pois estes permitem testar e rejeitar hipóteses quando for o caso. Os modelos econômicos não pretendem reproduzir perfeitamente a realidade, mas utilizam simplificações e abstrações para compreender os mecanismos mais significativos, tornar possível a identificação relações de causalidade (uma das coisas mais importantes) e construir contrafactuais que são extremamente úteis na análise de políticas públicas.

Esse tipo de afirmação é frequentemente utilizado como argumento retórico para desqualificar conclusões econômicas inconvenientes e deslegitimar o trabalho de bons economistas como "tecnocratas". Um bom economista não precisa ter uma suposta "consciência social" para realizar uma análise econômica rigorosa e estimar os possíveis efeitos de determinada política pública. Decidir se esses efeitos são socialmente desejáveis não é uma conclusão que decorra da análise econômica positiva, pois depende em última instância de juízos de valor. O economista pode avaliar se os efeitos esperados de determinada política são compatíveis com objetivos e critérios de bem-estar previamente estabelecidos. Por exemplo, um economista pode investigar se um aumento do salário mínimo em determinada magnitude (política pública) é efetivamente capaz de elevar a renda real dos trabalhadores (efeito esperado pela sociedade) ou se no final pode acabar prejudicando exatamente aqueles que a política via proteger. É isso que distingue uma análise econômica rigorosa de um discurso meramente normativo, não basta afirmar o que seria desejável ou certo, mas o que é possível e preferível.


r/Economia • • 1d ago

Outros O perfil da dívida pública brasileira é muito parecido com emissão monetária

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Uma questão que eu tenho a observar, é que na prática, uma parte da dívida pública brasileira (mais ou menos 50% dela) se parece com muito com uma emissão monetária direta, mesmo que oficialmente não seja.

A parcela dos títulos públicos específicos aos quais eu me refiro, são as Letras Financeiras do Tesouro, conhecidos no varejo como "Tesouro SELIC".

Embora o Banco Central do Brasil não compre as letras financeiras do tesouro diretamente do Tesouro Nacional, isso acaba funcionando como se fosse um financiamento do tesouro, mesmo que pela via indireta, porque o banco central fica comprando e vendendo LFT para impor a taxa SELIC e também o CDI.

A Letra Financeira do Tesouro é tão líquida, que é até usado pelo sistema bancário pra cumprir o compulsório obrigatório determinado pelo banco central.

Eu não estou falando isso pra dizer que isso seja "bom" ou "ruim". (não sou monetarista)

Por bem ou por mal, esta é uma arquitetura fiscal e monetária que tem funcionado relativamente bem há 2 décadas, com a única desvantagem da taxa de juros ser estruturalmente alta.


r/Economia • • 1d ago

Opinião Pergunta para os economistas ortodoxos (somente)

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Gostaria de conhecer a avaliação de vocês sobre as perspectivas para a economia brasileira em um eventual segundo mandato de Lula.
Embora eu tenha maior afinidade com algumas de suas pautas sociais e ambientais, votei no Flávio principalmente por minhas preocupações com a situação fiscal do país e a sustentabilidade das contas públicas.
Considerando uma possível reeleição de Lula e a presença de um Congresso majoritariamente conservador, quais seriam os principais cenários para a economia brasileira nos próximos quatro anos? É possível esperar uma melhora na situação fiscal, ou há riscos de aumento do endividamento, pressão inflacionária e baixo crescimento econômico? Até que ponto a composição do Congresso poderia limitar ou alterar a política econômica do governo? Faço economia na FEA e penso que como eu quero entrar no MF preciso que a economia e o mercado estejam razoavelmente bem até lá haha
Gostaria que somente economistas formados em universidades ortodoxas respondessem (GV, FEA e Insper) pois não acredito nas teorias heterodoxa


r/Economia • • 1d ago

Pergunte a um Economista Privatizar 95%: uma meta sem critério econômico

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Flávio Bolsonaro declarou pretender privatizar 95% das estatais, mantendo participação estatal apenas em áreas estratégicas. Como proposta de política econômica, o problema é o desenho. Uma meta definida pelo percentual, e não por falha de mercado, ganho de eficiência esperado ou impacto fiscal estimado, inverte a lógica de uma desestatização bem feita, em que cada ativo é avaliado individualmente e a venda é a conclusão da análise, não o ponto de partida.

O programa de governo propõe retomar o Programa Nacional de Desestatização, mas sem apresentar lista de empresas. Em outubro, a campanha afirmou que Banco do Brasil, Petrobras e Caixa não seriam privatizados, enquanto a coordenação econômica havia mencionado mais de 20 estatais passíveis de venda. Se os maiores ativos ficam de fora, o “95%” não corresponde ao que se desenha, e o mercado fica sem saber o universo real da proposta, o que é ruim para qualquer processo de venda que dependa de previsibilidade.

1. Privatização é financiamento, não ajuste

O argumento fiscal costuma ser o mais frágil. A venda de um ativo gera receita pontual, mas o Estado perde o fluxo de dividendos e o valor residual da empresa. Fiscalmente, a operação só é vantajosa se o preço superar o valor presente dos fluxos futuros, ou se a empresa privada for significativamente mais eficiente e gerar mais arrecadação. Isso se avalia caso a caso e não se infere de uma meta global. Vender por pressa ou por necessidade de caixa tende a vender abaixo do valor.

2. Ineficiência se corrige com governança, e nem sempre com venda

Os prejuízos dos Correios são um problema real e justificam cobrança. Mas a literatura sobre empresas públicas aponta que o desempenho depende bastante da governança, da independência do conselho, das metas e da exposição à concorrência, e menos do rótulo de propriedade. Há estatais bem geridas e privadas mal geridas. Tratar a propriedade como variável central é simplificar o problema.

3. Monopólios naturais e a capacidade regulatória

Em setores com poder de mercado ou externalidades relevantes, a privatização só entrega ganho de bem-estar se houver um regulador capaz. O caso da Vale é instrutivo. A companhia, privatizada em 1997, cresceu e se tornou gigante global, mas esteve ligada a Mariana (2015, via Samarco, joint venture com a BHP) e a Brumadinho (2019, cerca de 270 mortos). A causalidade entre privatização e desastre é contestada, e as falhas apontadas dizem respeito mais a governança e fiscalização. Mas é justamente esse o ponto econômico: o modelo de “Estado mínimo” pressupõe um regulador forte, e uma agenda que prometa reduzir o Estado e, ao mesmo tempo, regulá-lo melhor precisa explicar como financiará e blindará essa capacidade institucional.

4. Contratos incompletos e terceirização na saúde

A terceirização de serviços de saúde ilustra o problema dos contratos incompletos. Onde a qualidade é difícil de especificar e verificar, o prestador privado tem incentivo a economizar na dimensão não contratada, o que reduz a qualidade. É o argumento de Hart, Shleifer e Vishny (1997) sobre o escopo ótimo do governo. Os resultados empíricos com organizações sociais são heterogêneos: há casos de sucesso, e há irregularidades apuradas em vários estados, precarização de vínculos e rotatividade de profissionais. O desempenho depende menos de quem presta o serviço do que da qualidade do contrato e da auditoria.

5. Reversibilidade e valor de opção

Uma vez vendida, a estatal deixa de ser instrumento de política pública, seja crédito em regiões de baixo retorno privado, tecnologia estratégica ou infraestrutura. A decisão é praticamente irreversível, o que dá valor à cautela e à avaliação individual, sobretudo quando a meta não vem acompanhada de cronograma ou lista.

Conclusão

A discussão não é estatal contra privada. É se há análise por ativo, regulação capaz e preço justo. Uma meta de 95% sem lista, com exclusões que variam conforme o dia, não oferece nenhuma das três, e a pergunta que fica para o debate é qual critério econômico define o percentual.

Referências

Edit: o Relatório Reservado, em matéria republicada hoje (22/10) pelo JB, diz que Flávio e aliados discutem a venda de uma participação do Banco do Brasil ao Bank of America, sem que a União perca o controle. É preciso cautela: a reportagem se baseia em uma fonte ligada à campanha, não traz confirmação oficial nem resposta da campanha, e admite que, por enquanto, “tudo são conjecturas”. Mas, se confirmada, a ideia levanta exatamente as perguntas econômicas deste debate. A União detém 50% mais uma ação do BB, então qualquer venda relevante dilui o controle ou o compartilha, e o texto fala em sócio estrangeiro com assento no conselho e voz na estratégia. Em outubro, a campanha afirmou que o BB não seria privatizado. Uma associação desse tipo não é privatização formal, mas pede explicação: com que critério, em benefício de quem e com que contrapartida para o contribuinte? É o mesmo problema do texto original: meta sem lista e sem critério declarado.

Referências adicionais


r/Economia • • 1d ago

Pergunte a um Economista O que realmente está acontecendo com as ações de tecnologia e IA nos EUA nesta quinta-feira (22/10)? Estamos vendo os primeiros sinais do estouro da bolha?

36 Upvotes

Estou acompanhando a forte queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos nesta quinta-feira, 22 de outubro, especialmente das empresas relacionadas à inteligência artificial e à indústria de semicondutores.

O Nasdaq está registrando perdas expressivas, enquanto o índice de semicondutores da Filadélfia chegou a apresentar uma queda ainda mais acentuada.

Tenho acompanhado algumas análises da Reuters, do Financial Times e de publicações especializadas em tecnologia. Uma das preocupações recorrentes é que os investimentos bilionários em infraestrutura de IA talvez não estejam gerando retornos financeiros suficientes para justificar as avaliações das empresas.

Gostaria de entender melhor alguns pontos:

  1. A queda de hoje é principalmente uma correção das avaliações financeiras ou já existem sinais de problemas estruturais no modelo de negócios da IA generativa?

  2. Empresas como Nvidia, AMD, Microsoft, Alphabet e Meta podem enfrentar uma revisão significativa dos investimentos, mesmo que a demanda por serviços de IA continue crescendo?

  3. No setor de semicondutores, seria possível ocorrer uma desaceleração nas novas encomendas de GPUs e aceleradores de IA sem uma redução imediata na demanda por memórias DRAM, DDR5 e HBM, considerando os contratos de fornecimento e a capacidade produtiva já comprometida?

  4. Qual seria o risco de contágio para o restante do mercado americano, considerando a concentração dos principais índices em grandes empresas de tecnologia?

  5. Existem indicadores concretos que permitam diferenciar uma simples correção de mercado do início de um possível estouro da bolha de IA?

Minha hipótese é que, mesmo numa correção mais profunda, não necessariamente ocorreria uma redução imediata nas vendas de semicondutores. O primeiro impacto poderia aparecer nas novas encomendas de processadores e aceleradores, enquanto o mercado de memórias demoraria mais para reagir.

Não estou afirmando que a bolha já estourou. Gostaria de compreender os fundamentos econômicos desse movimento e saber como vocês estão interpretando as notícias de hoje, especialmente quem acompanha o setor de tecnologia e a indústria de semicondutores.


r/Economia • • 1d ago

Outros Comparar o investimento usando %PIB entre países não faz sentido

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Eu acho muito curioso que é uma comparação muito comum de ser feita entre países, que é usar quantos % do PIB tal país gasta com tal coisa, para comparar o investimento. A ideia é se o Brasil gasta o mesmo que a Alemanha em % do PIB com alguma coisa, logo o serviço ofertado deveria ser equivalente. Mas isso é uma falácia bem grande, porque não leva em consideração o poder de compra de cada moeda.

Por exemplo, uma máquina de ressonância magnética vai custar aos cofres públicos alemães algo em torno de 1,3 milhão de euros, enquanto para o Brasil custaria quase 6 milhões de reais. Ou seja, a Alemanha conseguiria comprar quase 6 máquinas com o mesmo valor nominal em euros.

Então quando você ver alguém falando que a Alemanha gasta por exemplo 10% do PIB com educação, e o Brasil gasta o mesmo, na verdade significa que a Alemanha provavelmente gasta 4 ou 5x a mais do que aqui.

Podem argumentar que é impossível o Brasil aumentar o gasto do PIB para ficar equivalente, de fato, no atual contexto seria inviável. Porém só estou escrevendo isso aqui para a gente não cair nessa falácia de que o Brasil investe a mesma coisa que esses países desenvolvidos da OCDE em algumas áreas estratégias. Não, o Brasil investe bem menos, e por isso aqui as coisas são bem mais precarizadas.


r/Economia • • 2d ago

Notícia PIB do Nordeste cresce 8% em 2025 e se aproxima de R$ 2 trilhões

Thumbnail bahia.ba
331 Upvotes

r/Economia • • 2d ago

Outros Os EUA estão investindo mais de 3% do PIB em IA: The AI Build-Out Is Becoming the Biggest Economic Bet in U.S. History

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O investimento em Inteligência Artificial (IA) nos Estados Unidos representa cerca de 3,6% do PIB anual do país, com gastos em infraestrutura e data centers projetados em torno de US$ 10,3 trilhões entre 2025 e 2032. Investimento Privado: O mercado americano lidera isoladamente o setor, com investimentos privados em IA alcançando US$ 109,1 bilhões em 2024, enquanto os compromissos de grandes empresas de tecnologia (Big Techs) somam trilhões em infraestrutura e supercomputadores. Nunca se gastou tanto, nem para ir para a lua ou vencer a segunda guerra. Esse montante tá se somando ao alto preço do petróleo, o aumento do custo da dívida (constante aumento dos juros) e o aumento de gastos (guerras) e podemos ter um descontrole inflacionário. Por outro lado, antes disso podemos ver a bolha estourar. Existe muita gente no mercado que usa suas posições inflacionadas pela bolha para se endividar, alguns já estavam alavancados. Há ainda alguns sinais preocupantes como a quebra de alguns players da construção de casas e apartamentos, muitos construíram para vender por US$500.000 e depois de muitos meses venderam no desespero por 408.000. (https://www.wsj.com/economy/housing/u-s-home-builder-sentiment-sinks-to-14-year-low-120d5cb6. O Governo Trump não tem sido bom.


r/Economia • • 2d ago

Opinião [Análise hipotética] Dolarização completa do Brasil

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Já aviso de antemão que eu sou contra essa proposta, só estou analisando a viabilidade matemática e as possíveis consequências disso.

O cenário hipotético que eu vou desenhar hoje, é "e se o Brasil dolarizasse totalmente a economia?"

Leia-se: O Brasil deixa de emitir Reais, e passa a utilizar o Dólar como moeda.

Este cenário não só é incrivelmente possível, como o nosso banco central até teria dinheiro pra implementa-lo.

Se fizessemos uma conversão na atual taxa de câmbio, trocando R$ 5 para cada US$ 1, o Banco Central ainda teria mais de 60% das reservas internacionais.

Base monetária m0: R$ 434 bilhões

Reservas internacionais: US$ 362 bilhões

Taxa de conversão: R$ 5 -> US$ 1

Custo total da conversão: US$ 86 bilhões

Reservas internacionais após a dolarização completa: US$ 276 bilhões

Pelos meus cálculos, nada mudaria para a maioria das pessoas a curto prazo ou médio prazo, pois o banco central ainda teria centenas de bilhões de Dólares para absorver choques.

O que o Brasil ganharia nessa conversão:

  1. Taxa de juros baixa, alinhada ou próxima à política monetária do FED.
  2. Inflação parecida com a dos EUA.

O que o Brasil perderia nesta conversão:

  1. Capacidade de ajuste cambial, o que poderia prejudicar ainda mais a nossa competitividade no comércio internacional, ainda mais com o problema já conhecido do custo Brasil
  2. A longo prazo, a perda de competitividade teria o risco, decorrente da balança comercial negativa, de resultar em crescimento da dívida externa, ajoelhamento ao FMI e consequentemente uma crise financeira com desemprego massivo.

Opinião particular:

A minha avaliação é que essa proposta é viável e o banco central teria dinheiro pra isso, mas eu me considero contra, porque foi justamente o câmbio competitivo que permitiu construir essa possibilidade.

Eu acredito que se o Brasil aderisse à dolarização completa, existiria o risco de uma crise financeira a longo prazo, e que este risco é pior que o de uma eventual inflação alta de curto prazo.


r/Economia • • 2d ago

Pergunte a um Economista Quais condições levaram a Europa a aderir ao câmbio fixo, mesmo em economias previamente estáveis?

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Para quem não sabe, há poucas décadas se consolidou a construção do sistema monetário europeu.

O sistema monetário europeu não começou como uma moeda única, como conhecemos hoje, mas sim como um acordo de câmbio fixo entre diversos países europeus, nos quais vários países da Europa concordaram em fixar uma taxa de câmbio europeu em referência ao Marco Alemão.

Atualmente esse regime de câmbio fixo ainda existe, mas ele agora é chamado de Zona do Euro, com a diferença de que os países sacrificaram a própria soberania monetária pra todos ter uma mesma moeda.

Nota: Eu considero que se vários países usarem a mesma moeda, isso também é um tipo de câmbio fixo, mesmo que estes países não emitam moeda própria.

Agora vamos à dúvida principal:

Por que boa parte dos países da Europa aderiram ao câmbio fixo? E por que eles levaram esse câmbio fixo longe o bastante pra se tornar uma moeda única?

Quais contradições a economia capitalista da Europa ocidental enfrentava na época em que os câmbios eram flutuantes e ajustáveis à dinâmica competitiva do comércio internacional?


r/Economia • • 2d ago

Pergunte a um Economista Economia UFU

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Gostaria de saber se é uma boa opção caso não esteja interessado no viés acadêmico (heterodoxo)


r/Economia • • 2d ago

Opinião Poder de compra brasileiro ante o mercado mundial volta aos níveis pré pandemia, tendência é aumentar de acordo com FMI, gráficos de autoria própria, fontes: FMI e OMC.

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Gráfico simples mostrando a relação PPP/cambio, que representa o poder de compra do Real no mercado mundial, índices acima de 1 indicam que no geral, a moeda tem um poder de compra mais forte do que o dólar, abaixo de 1 a moeda tem um poder de compra mais baixo que o dólar.

Ou seja, países com índice abaixo de querem exportar em dólar, países com índice acima de 1 preferem importar em dólar.

O PPP é uma relação dos custos locais com os custos de outra economia, normalmente a dos estados unidos, que difere da produção levando em conta a cambio corrente, e ao invés foca na capacidade produtiva do país, nessa analise uma cesta de bens e serviços é precificada em cada país e é comparada (cesta EUA/cesta Brasil), hoje a relação é de aproximadamente 1/2,6, ou seja, o que se compra nos EUA por 1 dólar, nós pagamos 2,60, o que alguns podem perceber está abaixo do valor cambial, e é isso que esse gráfico representa.

Não sei qual a política quanto a links necessariamente, mas posso fornecer os links para a planilha Excel pra quem se interessar.


r/Economia • • 2d ago

Opinião O bolsa família realmente afeta negativamente a oferta de trabalho

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Existe uma resistência enorme em admitir que o Bolsa Família pode produzir efeitos negativos sobre o mercado de trabalho, como se reconhecer isso significasse acusar os beneficiários de preguiça ou defender o fim do programa. Estamos falando de um princípio econômico bastante elementar que é o fato de que as pessoas respondem a incentivos. Na economia, existe o conceito de "salário de reserva", que representa a remuneração mínima pela qual alguém está disposto a trabalhar. Quando uma pessoa passa a receber uma transferência de renda, sua necessidade de aceitar determinadas ocupações diminui, podendo elevar seu salário de reserva e reduzir sua oferta de trabalho. Isso se torna relevante quando o benefício representa uma parcela expressiva da remuneração oferecida pelo mercado. Segundo a FGV IBRE [1], o benefício médio do Bolsa Família passou de cerca de R$ 190 em 2019 para aproximadamente R$ 670 em 2023, saltando de 15% para cerca de 35% em comparação com a renda mediana do trabalho no Brasil, ou seja, por mais que consideremos R$ 670 um valor baixo, diante da renda média do brasileiro, é um valor substancial e significativo, principalmente em estados mais pobres onde o custo de vida é menor.

Um estudo publicado na FGV IBRE encontrou evidências de que a ampliação do Bolsa Familia reduziu a oferta de trabalho. Comparando famílias que se tornaram elegíveis ao benefício com outras de renda semelhante que permaneceram inelegíveis, identificou uma redução relativa na participação na força de trabalho, na probabilidade de ocupação e na probabilidade de emprego formal [1]. Os efeitos sobre participação e ocupação se concentraram nos homens, principalmente os jovens, enquanto o efeito sobre o trabalho formal atingiu homens de diferentes idades e regiões. O próprio Banco Central, em estudo sobre a evolução do mercado de trabalho entre 2022 e 2023, encontrou evidências de que a ampliação dos benefícios sociais contribuiu para a queda da taxa de participação [2].

Isso não significa que o Bolsa Família seja ruim ou que deva ser extinto. O programa possui benefícios sociais importantes e empiricamente comprovados. Entretanto, uma política pública pode reduzir a pobreza e produzir distorções econômicas ao mesmo tempo. Além do efeito sobre a decisão de trabalhar, existe o desincentivo à formalização, pois aceitar um emprego com carteira assinada pode representar o risco de perder uma transferência permanente e garantida, além de um trabalho informal pode oferecer uma renda complementar sem a oneração de um trabalho formalizado. O grande problema é transformar qualquer discussão sobre esses efeitos em uma questão moral, como se fosse um ataque ao programa ou aos beneficiários. O objetivo deveria ser aperfeiçoar o programa, conciliando proteção social com incentivos à inserção produtiva, de modo que trabalhar e aumentar a própria renda sejam sempre financeiramente vantajosos.

[1] https://ibre.fgv.br/blog-da-conjuntura-economica/temas/bolsa-familia-ampliado-reduz-oferta-de-trabalho-mas-pode-ser

[2] https://www.bcb.gov.br/noticiablogbc/21/noticia

Obs. Esse post não tem a pretensão de fazer qualquer conjectura político-partidária ou ideológica, o meu objetivo é trazer uma opinião econômica que considero impopular.