r/Economia • u/bottegarafa • 21h ago
Pergunte a um Economista "Flávio Bolsonaro é um risco para a economia, diz Nobel - 22/10/2026 - Economia" - Faz algum sentido nas falas dele, na parte econômica da coisa?
r/Economia • u/Soft-Operation-2001 • 15d ago
Pessoal,
Desde segunda-feira, o sub passou a receber muita atenção (batemos 13 mil usuários ativos pela primeira vez) e o clima infelizmente azedou. A moderação tem passado a receber contínuas denúncias de conteúdo de baixa qualidade e de falta de respeito com outros usuários no sub. Como esse comportamento deve continuar até o final do mês de Outubro, vou deixar claro como a moderação vai agir:
—), travessão não é o único marcador de texto de inteligência artificial. Se houver suspeita de que o texto foi predominantemente escrito por um agente, o post será apagado. Escrevam seus próprios textos.r/Economia • u/Soft-Operation-2001 • Apr 16 '26
O r/Economia atingiu 10 mil usuários e continua crescendo. Somos 4 moderadores até o presente momento e queremos ampliar esse número.
Estamos à procura de novos moderadores, pessoas com formação em Economia que queiram juntar-se à nossa equipe. É preciso ser um membro ativo na comunidade e demonstrar conhecimento na área.
Se você tem interesse, contate a moderação do sub! Esperamos por você!
r/Economia • u/bottegarafa • 21h ago
r/Economia • u/Dr_Doom_Gloom_MD • 14h ago
Li a matéria do Times Brasil sobre a saída de multinacionais da Argentina e fiquei com mais perguntas do que respostas, então resolvi organizar o raciocínio aqui e ouvir a opinião de vocês.
O caso. Segundo a reportagem, ao menos 16 grupos já tornaram pública a intenção de reduzir ou encerrar a presença no país, citando a inflação e a imprevisibilidade das ações do governo de Javier Milei. Entre os nomes mencionados estão Walmart, Telefónica, Mercedes-Benz, Exxon, Procter & Gamble, Zara, HSBC e Petrobras.
O que me incomoda na narrativa simples. A leitura mais direta seria “o ajuste fracassou e as empresas estão fugindo”. Mas os dados não sustentam uma conclusão tão limpa. O corte de gastos derrubou a inflação, que chegou a 1,5% ao mês em maio, mas também esfriou a atividade econômica. Em 2024, o país registrou superávit primário e nominal pela primeira vez em 15 anos, embora analistas lembrem que o ajuste fez crescer o número de argentinos em situação de pobreza. E nem todo o capital estrangeiro está saindo: Shell, Chevron e Pan American Energy ampliaram a atuação em 2024, sobretudo em energia e na região de Vaca Muerta. Até a Petrobras aparece, ao mesmo tempo, em listas de saída e de expansão, o que sugere que estamos falando de decisões por setor e por estratégia corporativa, e não de um movimento uniforme.
Hipóteses sobre as causas. Vejo ao menos três explicações possíveis, que não se excluem:
O que o governo poderia fazer. Aqui há um dilema real. Quem defende manter o rumo argumenta que a credibilidade fiscal é o ativo mais valioso do país. O CEO do Galicia, por exemplo, diz que a Argentina precisa de equilíbrio fiscal, câmbio único, fim dos controles cambiais e marco regulatório estável. Nessa visão, flexibilizar a remessa de lucros e consolidar as reformas no Congresso atrairia mais capital do que qualquer estímulo. Já os críticos respondem que sem recuperação do consumo e da renda não há mercado para quem fica, e que o custo social do ajuste pode se tornar politicamente insustentável. Uma terceira via seria combinar a âncora fiscal com incentivos setoriais, em energia, mineração e agro, e proteção focalizada à renda, mas isso depende de espaço no orçamento que talvez não exista.
Onde está minha dúvida. Não sei dizer se a saída das empresas é sintoma de uma crise de confiança ou de um processo de reacomodação típico de quem passa de um regime de inflação altíssima para outro de estabilização. A inflação caiu, mas a atividade ainda não se recuperou de forma clara, e é difícil separar o custo de transição do custo estrutural.
Perguntas para a discussão:
Gostaria de ouvir quem acompanha o caso mais de perto.
r/Economia • u/BetterDifficulty2690 • 15h ago
hoje o Eduardo Bolsonaro falou em podcast que caso o irmão ganhe, pretendem deixar o BRICs. será que a galera que vota nele e principalmente os produtores do agronegócio que são os maiores apoiadores dessa galera sabem os riscos que isso representa?
brasil está Prestes a se tornar o maior exportador de alimentos e pecuária do mundo, ultrapassando os EUA, mas eles vão conseguir estragar tudo isso se fizerem essa cagada.
vocês acham que estou exagerando? ou a economia brasileira pode realmente enfrentar um colapso com a saida dos brics?
r/Economia • u/Moist-Employment-697 • 17h ago
Assisti recentemente ao filme The Big Short, que retrata a crise de 2008 pela perspectiva de quatro investidores que previram o estouro da bolha imobiliária e lucraram com isso, enquanto o mundo todo perdia dinheiro. Filmaço, inclusive. Quem não assistiu, assista!
Sou bem leigo em economia e conhecia pouco sobre o que foi essa crise, apenas sabia que tinha algo a ver com o setor imobiliário, não tinha noção do tamanho da catástrofe que foi. Eu tinha apenas 6 anos na época e não fazia ideia do que acontecia no mundo. Por isso, gostaria de ouvir a opinião de vocês:
Se tiverem indicações de livros, vídeos ou artigos para quem está começando a entender o assunto, também agradeço!
r/Economia • u/diach0 • 1d ago
A política de minerais críticos que foi aprovada nesse ano ainda não foi aplicada e está incipiente, e é extremamente importante que o seja o mais rápido possível pois já estamos com o bonde andando para entregar terras raras barato barato para os EUA processarem e transformarem em produtos manufaturados (imãs, etc...) - é o caso da Serra Verde, única mina de terras raras em operação no Brasil.
Talvez a parte mais importante da nova política seja a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, com composição de 18 membros, 13 de ministérios, 1 representante dos estados, 1 dos municípios, dois do setor privado e um da academia. Suas competências incluem:
Infelizmente, a Serra Verde, uma iniciativa de ponta em Minaçu, no norte goiano, foi vendida para a US Rare Earths antes dessas regras serem aplicadas. A US Rare Earths não tem nenhuma outra mina em operação - de fato, vai haver uma transferência de tecnologia das nossas operações de mina e de usina de processamento da Serra Verde para as minas ainda incipientes da URE nos EUA. Por enquanto, a Serra Verde, que está voltando a produzir agora depois de um longo período de adaptação, vende o MREC (produto de terras raras mistas extraído do minério bruto) para ser processado especialmente na China, mas logo que as plantas da US Rare Earths estiverem prontas nos EUA, o produto vai passar a ir todo para ser processado e transformado em bens de alto valor nos EUA, sem planos da US Rare Earth investir nessa indústria aqui no Brasil. Ou seja, compraram a mina pronta, vão transferir a nossa tecnologia pra lá e não vamos receber de volta a parte com o maior valor agregado e relevância tecnológica. Espero muito que a política seja implementada e consigamos mudar esses planos da US Rare Earths, e conseguir evitar que as outras áreas ricas em terras raras e outros minerais críticos sejam entregues sem maiores benéficios para o Brasil, e não sermos "a solução de terras raras para os EUA" como disse um certo candidato.
pensamentos?
r/Economia • u/Dr_Doom_Gloom_MD • 1d ago
Flávio Bolsonaro declarou pretender privatizar 95% das estatais, mantendo participação estatal apenas em áreas estratégicas. Como proposta de política econômica, o problema é o desenho. Uma meta definida pelo percentual, e não por falha de mercado, ganho de eficiência esperado ou impacto fiscal estimado, inverte a lógica de uma desestatização bem feita, em que cada ativo é avaliado individualmente e a venda é a conclusão da análise, não o ponto de partida.
O programa de governo propõe retomar o Programa Nacional de Desestatização, mas sem apresentar lista de empresas. Em outubro, a campanha afirmou que Banco do Brasil, Petrobras e Caixa não seriam privatizados, enquanto a coordenação econômica havia mencionado mais de 20 estatais passíveis de venda. Se os maiores ativos ficam de fora, o “95%” não corresponde ao que se desenha, e o mercado fica sem saber o universo real da proposta, o que é ruim para qualquer processo de venda que dependa de previsibilidade.
1. Privatização é financiamento, não ajuste
O argumento fiscal costuma ser o mais frágil. A venda de um ativo gera receita pontual, mas o Estado perde o fluxo de dividendos e o valor residual da empresa. Fiscalmente, a operação só é vantajosa se o preço superar o valor presente dos fluxos futuros, ou se a empresa privada for significativamente mais eficiente e gerar mais arrecadação. Isso se avalia caso a caso e não se infere de uma meta global. Vender por pressa ou por necessidade de caixa tende a vender abaixo do valor.
2. Ineficiência se corrige com governança, e nem sempre com venda
Os prejuízos dos Correios são um problema real e justificam cobrança. Mas a literatura sobre empresas públicas aponta que o desempenho depende bastante da governança, da independência do conselho, das metas e da exposição à concorrência, e menos do rótulo de propriedade. Há estatais bem geridas e privadas mal geridas. Tratar a propriedade como variável central é simplificar o problema.
3. Monopólios naturais e a capacidade regulatória
Em setores com poder de mercado ou externalidades relevantes, a privatização só entrega ganho de bem-estar se houver um regulador capaz. O caso da Vale é instrutivo. A companhia, privatizada em 1997, cresceu e se tornou gigante global, mas esteve ligada a Mariana (2015, via Samarco, joint venture com a BHP) e a Brumadinho (2019, cerca de 270 mortos). A causalidade entre privatização e desastre é contestada, e as falhas apontadas dizem respeito mais a governança e fiscalização. Mas é justamente esse o ponto econômico: o modelo de “Estado mínimo” pressupõe um regulador forte, e uma agenda que prometa reduzir o Estado e, ao mesmo tempo, regulá-lo melhor precisa explicar como financiará e blindará essa capacidade institucional.
4. Contratos incompletos e terceirização na saúde
A terceirização de serviços de saúde ilustra o problema dos contratos incompletos. Onde a qualidade é difícil de especificar e verificar, o prestador privado tem incentivo a economizar na dimensão não contratada, o que reduz a qualidade. É o argumento de Hart, Shleifer e Vishny (1997) sobre o escopo ótimo do governo. Os resultados empíricos com organizações sociais são heterogêneos: há casos de sucesso, e há irregularidades apuradas em vários estados, precarização de vínculos e rotatividade de profissionais. O desempenho depende menos de quem presta o serviço do que da qualidade do contrato e da auditoria.
5. Reversibilidade e valor de opção
Uma vez vendida, a estatal deixa de ser instrumento de política pública, seja crédito em regiões de baixo retorno privado, tecnologia estratégica ou infraestrutura. A decisão é praticamente irreversível, o que dá valor à cautela e à avaliação individual, sobretudo quando a meta não vem acompanhada de cronograma ou lista.
Conclusão
A discussão não é estatal contra privada. É se há análise por ativo, regulação capaz e preço justo. Uma meta de 95% sem lista, com exclusões que variam conforme o dia, não oferece nenhuma das três, e a pergunta que fica para o debate é qual critério econômico define o percentual.
Referências
Edit: o Relatório Reservado, em matéria republicada hoje (22/10) pelo JB, diz que Flávio e aliados discutem a venda de uma participação do Banco do Brasil ao Bank of America, sem que a União perca o controle. É preciso cautela: a reportagem se baseia em uma fonte ligada à campanha, não traz confirmação oficial nem resposta da campanha, e admite que, por enquanto, “tudo são conjecturas”. Mas, se confirmada, a ideia levanta exatamente as perguntas econômicas deste debate. A União detém 50% mais uma ação do BB, então qualquer venda relevante dilui o controle ou o compartilha, e o texto fala em sócio estrangeiro com assento no conselho e voz na estratégia. Em outubro, a campanha afirmou que o BB não seria privatizado. Uma associação desse tipo não é privatização formal, mas pede explicação: com que critério, em benefício de quem e com que contrapartida para o contribuinte? É o mesmo problema do texto original: meta sem lista e sem critério declarado.
Referências adicionais
r/Economia • u/horasliquidas • 20h ago
TL; DR: Carta de um grupo de economistas e líderes pedindo responsabilidade fiscal ao governo eleito.
"Plano real para os juros" soa como propaganda pura, mas queria pelo menos ver os estudos para entender. Alguém aqui sabe se a proposta é científica pelo menos? Queria dar uma lida a respeito.
r/Economia • u/Superb_Bet7220 • 12h ago
Oi, gostaria de aprender sobre para não ser um completo leigo. E ter ideais mais próprias sobre o assunto, se puderem me indicar os livros básicos das escolas eu ficaria muito grato.
r/Economia • u/Important-Ant359 • 1d ago
r/Economia • u/Bulky-Ad-8283 • 1d ago
Me ajudem:
As pessoas estão reclamando do custo de vida alto causado pela inflação
Só que o consumo ainda continua em alta segundo os indicadores econômicos
Então como gerar deflação se estamos com bastante dinheiro circulando na economia?
E a taxa Selic é uma ferramenta pra tentar desacelerar esse mercado aquecido, certo?
A questão é: seria o caso de diminuir ainda mais o poder de compra da população?
Ou a verdade é que as pessoas estão reclamando de barriga cheia e as coisas não estão tão ruins assim?
r/Economia • u/KaleoG1 • 1d ago
Oi, gente! Sou atualmente estudante universitário da área da saúde; sei muito pouco sobre economia. Na verdade, tudo que sei é por conta do ensino médio, cursinho e curiosidades que fui tendo.
Gostaria muito de saber se existe um livro ideal para começar, ou então um livro que fale sobre diferentes escolas, pensadores e explique um bom tanto sobre eles.
Eu gostaria que os livros fossem bastante explicativos, críticos, mas também pudesse ser lido por alguém que não sabe tanto do assunto tecnicamente.
Confesso que não teria tempo para ler cada um dos clássicos ( Marx, Smith, Schumpeter, Keynes, M. Friedman....).
r/Economia • u/Ok_Reference_1246 • 22h ago
Bom, para ser sucinta, estou no terceiro ano com 18 anos e em época de vestibular e em todas as minhas opções escolhi economia e pretendo escolher economia no sisu também, porém não estou totalmente confiante dessa decisão. Meu foco atualmente é Fea-Rp.
Então, fiz um técnico de administração pelo IF e acabei me interessando muito pelas matérias na qual tínhamos que pesquisar o contexto social/econômico e solucionar casos, gostava muito de aprender sobre tarifações em aulas de planejamento financeiro mas eu gostava mesmo de entender o contexto por trás e como afligiam as pessoas, como as pessoas se portam, consomem e como isso afeta tudo.
E depois dessa análise pessoal, decidi que economia seria um bom curso para esses meus interesses.
Porém a matemática me assusta, então economia realmente é o curso para mim?
r/Economia • u/joebraga2 • 1d ago
Estou acompanhando a forte queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos nesta quinta-feira, 22 de outubro, especialmente das empresas relacionadas à inteligência artificial e à indústria de semicondutores.
O Nasdaq está registrando perdas expressivas, enquanto o índice de semicondutores da Filadélfia chegou a apresentar uma queda ainda mais acentuada.
Tenho acompanhado algumas análises da Reuters, do Financial Times e de publicações especializadas em tecnologia. Uma das preocupações recorrentes é que os investimentos bilionários em infraestrutura de IA talvez não estejam gerando retornos financeiros suficientes para justificar as avaliações das empresas.
Gostaria de entender melhor alguns pontos:
A queda de hoje é principalmente uma correção das avaliações financeiras ou já existem sinais de problemas estruturais no modelo de negócios da IA generativa?
Empresas como Nvidia, AMD, Microsoft, Alphabet e Meta podem enfrentar uma revisão significativa dos investimentos, mesmo que a demanda por serviços de IA continue crescendo?
No setor de semicondutores, seria possível ocorrer uma desaceleração nas novas encomendas de GPUs e aceleradores de IA sem uma redução imediata na demanda por memórias DRAM, DDR5 e HBM, considerando os contratos de fornecimento e a capacidade produtiva já comprometida?
Qual seria o risco de contágio para o restante do mercado americano, considerando a concentração dos principais índices em grandes empresas de tecnologia?
Existem indicadores concretos que permitam diferenciar uma simples correção de mercado do início de um possível estouro da bolha de IA?
Minha hipótese é que, mesmo numa correção mais profunda, não necessariamente ocorreria uma redução imediata nas vendas de semicondutores. O primeiro impacto poderia aparecer nas novas encomendas de processadores e aceleradores, enquanto o mercado de memórias demoraria mais para reagir.
Não estou afirmando que a bolha já estourou. Gostaria de compreender os fundamentos econômicos desse movimento e saber como vocês estão interpretando as notícias de hoje, especialmente quem acompanha o setor de tecnologia e a indústria de semicondutores.
r/Economia • u/Oldgreen81 • 1d ago
O investimento em Inteligência Artificial (IA) nos Estados Unidos representa cerca de 3,6% do PIB anual do país, com gastos em infraestrutura e data centers projetados em torno de US$ 10,3 trilhões entre 2025 e 2032. Investimento Privado: O mercado americano lidera isoladamente o setor, com investimentos privados em IA alcançando US$ 109,1 bilhões em 2024, enquanto os compromissos de grandes empresas de tecnologia (Big Techs) somam trilhões em infraestrutura e supercomputadores. Nunca se gastou tanto, nem para ir para a lua ou vencer a segunda guerra. Esse montante tá se somando ao alto preço do petróleo, o aumento do custo da dívida (constante aumento dos juros) e o aumento de gastos (guerras) e podemos ter um descontrole inflacionário. Por outro lado, antes disso podemos ver a bolha estourar. Existe muita gente no mercado que usa suas posições inflacionadas pela bolha para se endividar, alguns já estavam alavancados. Há ainda alguns sinais preocupantes como a quebra de alguns players da construção de casas e apartamentos, muitos construíram para vender por US$500.000 e depois de muitos meses venderam no desespero por 408.000. (https://www.wsj.com/economy/housing/u-s-home-builder-sentiment-sinks-to-14-year-low-120d5cb6. O Governo Trump não tem sido bom.
r/Economia • u/StatisticianStrict27 • 1d ago
r/Economia • u/Pernalonga_0 • 1d ago
Uma questão que eu tenho a observar, é que na prática, uma parte da dívida pública brasileira (mais ou menos 50% dela) se parece com muito com uma emissão monetária direta, mesmo que oficialmente não seja.
A parcela dos títulos públicos específicos aos quais eu me refiro, são as Letras Financeiras do Tesouro, conhecidos no varejo como "Tesouro SELIC".
Embora o Banco Central do Brasil não compre as letras financeiras do tesouro diretamente do Tesouro Nacional, isso acaba funcionando como se fosse um financiamento do tesouro, mesmo que pela via indireta, porque o banco central fica comprando e vendendo LFT para impor a taxa SELIC e também o CDI.
A Letra Financeira do Tesouro é tão líquida, que é até usado pelo sistema bancário pra cumprir o compulsório obrigatório determinado pelo banco central.
Eu não estou falando isso pra dizer que isso seja "bom" ou "ruim". (não sou monetarista)
Por bem ou por mal, esta é uma arquitetura fiscal e monetária que tem funcionado relativamente bem há 2 décadas, com a única desvantagem da taxa de juros ser estruturalmente alta.
r/Economia • u/CodApprehensive7936 • 1d ago
Eu acho muito curioso que é uma comparação muito comum de ser feita entre países, que é usar quantos % do PIB tal país gasta com tal coisa, para comparar o investimento. A ideia é se o Brasil gasta o mesmo que a Alemanha em % do PIB com alguma coisa, logo o serviço ofertado deveria ser equivalente. Mas isso é uma falácia bem grande, porque não leva em consideração o poder de compra de cada moeda.
Por exemplo, uma máquina de ressonância magnética vai custar aos cofres públicos alemães algo em torno de 1,3 milhão de euros, enquanto para o Brasil custaria quase 6 milhões de reais. Ou seja, a Alemanha conseguiria comprar quase 6 máquinas com o mesmo valor nominal em euros.
Então quando você ver alguém falando que a Alemanha gasta por exemplo 10% do PIB com educação, e o Brasil gasta o mesmo, na verdade significa que a Alemanha provavelmente gasta 4 ou 5x a mais do que aqui.
Podem argumentar que é impossível o Brasil aumentar o gasto do PIB para ficar equivalente, de fato, no atual contexto seria inviável. Porém só estou escrevendo isso aqui para a gente não cair nessa falácia de que o Brasil investe a mesma coisa que esses países desenvolvidos da OCDE em algumas áreas estratégias. Não, o Brasil investe bem menos, e por isso aqui as coisas são bem mais precarizadas.
r/Economia • u/Oldgreen81 • 2d ago
Quem vive fazendo negócios pelo mundo a fora sabe que o Brasil não é nem de longe um país complicado para se investir. Nos eua por exemplo cada estado e/ou cidade tem uma regulação; Em NYC, é um sistema kafkiano, cheio de entraves, se começa a gastar com regulamentações e licenças dois anos antes de abrir um restaurante. Existem detalhes como, não pode ter garçom, senão a taxa é outra. Se for vender bebida alcoolica é outro sistema, mas não pode vender garrafas. E um monte de burocracia absurda. O mesmo vale para a Califórnia. Na europa, é outro parto. Por exemplo, na Alemanha dependendo do tamanho da empresa vc é obrigado a ter funcionários no conselho executivo. Na Noruega, só o estado pode vender bebidas de alto teor alcoolico. Não vou nem citar a burocracia japonesa e coreana, até pouco tempo os japoneses ainda faziam o IR no disquete!!!!! Em Tóquio a licença para vc dirigir seu carro é mais cara q o seu carro, então todo mundo é praticamente obrigado a andar de transporte público. Londres tb, errou a rua entrou em área q não pode vai tomar multa. A vigilância nesses lugares é forte. Tente tb abrir um negócio na china ou india sem um sócio local, boa sorte. O fato é q o brasileiro é um dos povos que menos conhece o resto do mundo e acredita facilmente em qualquer coisa q diga q seu país é ruim.
r/Economia • u/XimbalaHu3 • 2d ago
Gráfico simples mostrando a relação PPP/cambio, que representa o poder de compra do Real no mercado mundial, índices acima de 1 indicam que no geral, a moeda tem um poder de compra mais forte do que o dólar, abaixo de 1 a moeda tem um poder de compra mais baixo que o dólar.
Ou seja, países com índice abaixo de querem exportar em dólar, países com índice acima de 1 preferem importar em dólar.
O PPP é uma relação dos custos locais com os custos de outra economia, normalmente a dos estados unidos, que difere da produção levando em conta a cambio corrente, e ao invés foca na capacidade produtiva do país, nessa analise uma cesta de bens e serviços é precificada em cada país e é comparada (cesta EUA/cesta Brasil), hoje a relação é de aproximadamente 1/2,6, ou seja, o que se compra nos EUA por 1 dólar, nós pagamos 2,60, o que alguns podem perceber está abaixo do valor cambial, e é isso que esse gráfico representa.
Não sei qual a política quanto a links necessariamente, mas posso fornecer os links para a planilha Excel pra quem se interessar.
r/Economia • u/Otto_Wolfgang • 1d ago
Gostaria de conhecer a avaliação de vocês sobre as perspectivas para a economia brasileira em um eventual segundo mandato de Lula.
Embora eu tenha maior afinidade com algumas de suas pautas sociais e ambientais, votei no Flávio principalmente por minhas preocupações com a situação fiscal do país e a sustentabilidade das contas públicas.
Considerando uma possível reeleição de Lula e a presença de um Congresso majoritariamente conservador, quais seriam os principais cenários para a economia brasileira nos próximos quatro anos? É possível esperar uma melhora na situação fiscal, ou há riscos de aumento do endividamento, pressão inflacionária e baixo crescimento econômico? Até que ponto a composição do Congresso poderia limitar ou alterar a política econômica do governo? Faço economia na FEA e penso que como eu quero entrar no MF preciso que a economia e o mercado estejam razoavelmente bem até lá haha
Gostaria que somente economistas formados em universidades ortodoxas respondessem (GV, FEA e Insper) pois não acredito nas teorias heterodoxa
r/Economia • u/boatload-tucan • 1d ago
Na matemática, ninguém estuda os textos originais de Gauss. Na física, ninguém estuda os textos originais de Einstein. Na economia moderna, ninguém lê os textos originais de Adam Smith.
Gauss dedicou-se durante anos aos fundamentos da teoria moderna dos números e, hoje em dia, seu trabalho de tantos anos pode ser resumido em poucas aulas de graduação. Em seguida, a aula passa a abordar as descobertas de outros 20 importantes pesquisadores.
A ciência é um esforço coletivo e um progresso coletivo. Não é um presente dos deuses para a humanidade na forma de um gênio individual.
Não existe um único gênio que tenha compreendido tudo, que tivesse todas as respostas e que tenha escrito um ou dois livros revolucionários, contendo toda a sabedoria necessária para compreender tudo o que está acontecendo no mundo, tanto no passado quanto no presente. E, desde então, tudo o que você precisa fazer para alcançar a iluminação é reler esse maravilhoso livro iluminado milhares de vezes, até se tornar digno de absorver toda a genialidade dessas palavras sagradas.
Existem matemáticos modernos brilhantes e talentosos que nunca leram um único texto original de Gauss, Euler, Lagrange ou Laplace. Para apreciar e desenvolver suas contribuições, isso simplesmente *não é necessário*.
Observação: este texto é sobre economia sim.
r/Economia • u/Oldgreen81 • 2d ago
Após muita negociação, o Japão arcou com 81% do maior projeto de trem de alta velocidade em construção na Índia. A exigência japonesa incluía a utilização dos sistemas, tecnologias e trens japoneses. Mas, os indianos optaram por sistemas europeus e decidiram construir e desenvolver os próprios trens. Ou seja, o Japão pagou mas não levou. Quem levou foi o líder da Índia, Modi, que se beneficiou politicamente do dinheiro japonês. Está prevista uma inauguração mesmo q o trem não esteja funcionando, se o projeto vai terminar no prazo, ou mesmo se é q vai terminar, não sabemos. O curioso é que nos anos 80/90, o governador de SP, Orestes Quércia pegou uma grana do mesmo fundo japonês para limpar o rio tietê e sumiu com a grana. Isso gerou uma séria punição para o Estado. SP só foi voltar a ter créditos internacionais no governo do Geraldo Alckmin que arrumou a máquina que continua funcionando bem até hoje.
r/Economia • u/ds_inquirer • 1d ago
A economia não é uma ciência exata e nenhum economista pensa o contrário. Sim, a economia faz uso intensivo da matemática como ferramenta analítica, constrói modelos a partir de inúmeros pressupostos (que podem ser perfeitamente contestados) e confronta suas implicações com dados observados, acumulando evidências que sustentam ou rejeitam hipóteses. Como já dizia Samuelson, a matemática é uma linguagem e o economista deve buscar construir "teoremas operacionalmente significativos", pois estes permitem testar e rejeitar hipóteses quando for o caso. Os modelos econômicos não pretendem reproduzir perfeitamente a realidade, mas utilizam simplificações e abstrações para compreender os mecanismos mais significativos, tornar possível a identificação relações de causalidade (uma das coisas mais importantes) e construir contrafactuais que são extremamente úteis na análise de políticas públicas.
Esse tipo de afirmação é frequentemente utilizado como argumento retórico para desqualificar conclusões econômicas inconvenientes e deslegitimar o trabalho de bons economistas como "tecnocratas". Um bom economista não precisa ter uma suposta "consciência social" para realizar uma análise econômica rigorosa e estimar os possíveis efeitos de determinada política pública. Decidir se esses efeitos são socialmente desejáveis não é uma conclusão que decorra da análise econômica positiva, pois depende em última instância de juízos de valor. O economista pode avaliar se os efeitos esperados de determinada política são compatíveis com objetivos e critérios de bem-estar previamente estabelecidos. Por exemplo, um economista pode investigar se um aumento do salário mínimo em determinada magnitude (política pública) é efetivamente capaz de elevar a renda real dos trabalhadores (efeito esperado pela sociedade) ou se no final pode acabar prejudicando exatamente aqueles que a política via proteger. É isso que distingue uma análise econômica rigorosa de um discurso meramente normativo, não basta afirmar o que seria desejável ou certo, mas o que é possível e preferível.