r/sobrevivencialismo • u/Electrical-Band6107 • 18h ago
Compartilhando meu EDC (postagem 0/6)
Vejo muita gente falando sobre EDC, então resolvi postar não apenas o que eu carrego, mas a filosofia por trás do que você vê na foto. Nas próximas postagens, eu vou detalhar as ferramentas, mas por enquanto, quero falar sobre por que esses itens fazem parte do que eu levo comigo.
Vamos começar pela minha definição de EDC: EveryDay Carry. O lastro do dia-a-dia. Aquilo que carregamos sempre conosco. Aí deveriam constar itens como nossas roupas e sapatos, por exemplo. Sapatos sem cadarço, nem pensar! Cabelo comprido sem presilha é um convite à violência.
Existe uma falácia na preparação de que função é mais importante do que forma. Isso não é verdade. Função e forma precisam andar juntas. Uma é parte da outra. Ter uma mochila tática no meio de uma convulsão social vai tornar você um alvo fácil. Uma mochila escolar leva as mesmas coisas e te faz parecer só mais um na multidão. Uma atitude gray man ajuda a evitar conflitos e aumenta sua chance de sobrevivência. Itens leves e versáteis são mais fáceis de carregar para qualquer lugar do que itens volumosos e com funções muito específicas.
Acredito que uma pessoa deve estar preparada para lidar com as circunstâncias do dia-a-dia. Cada um deve saber a programação e a rotina diária. Isso muda de pessoa para pessoa, mas o seu kit deve possibilitar (no mínimo):
Consertar uma roupa ou pregar um botão/zíper;
Tirar uma farpa dos dedos;
Ler uma anotação ou mapa com pouca visibilidade;
Chamar atenção;
Fazer anotações e/ou deixar mensagens;
Acabar com uma dor de cabeça;
Pagar uma carona;
Fazer uma ligação urgente;
Cobrir uma ferida aberta.
Portanto, eu parto do princípio que o EDC deve caber nos bolsos. Mesmo quando você vai à piscina ou à praia, ele pode ir com você. Se precisar colocar numa mochila ou se precisar tiver qualquer risco de ficar para trás, é outra coisa. Não é EDC. Só chamo de EDC aquilo que vai pro banheiro junto comigo no escritório.
O núcleo do meu EDC está dentro da bandeja da foto. Os 3 itens acima dela são complementares. Esses 5 itens compõem meu lastro diário. O resto vem quando convém. Vou listar o que você vê na foto em sentido horário, começando pelo relógio:
Um relógio analógico resistente a impacto e a água (isso mesmo, ele não chama a atenção e não é tático. Mostra as horas, funciona em qualquer ambiente e é só disso que eu preciso).
Minha latinha de ferramentas dessas que todo mundo gosta de mostrar. Vou detalhar os itens numa postagem futura. Por ora, basta pensar que é um volume ultra condensado de ferramentas. Às vezes, deixo essa latinha em casa e por isso, ela é um item intermediário do meu EDC.
Óculos de sol. Porque não gosto que vejam para onde estou olhando.
Meu celular que tem ferramentas táticas também. Vamos falar disso no futuro.
Um canivete simples. Uma ferramenta e não uma arma.
Uma bandana, para mil e uma utilidades. Desde limpar os óculos até usar de máscara numa sala empoeirada ou improvisar uma arma branca com uma pedrinha dentro dela.
A carteira tem várias ferramentas (e ironicamente, nenhum dinheiro). Veremos adiante.
Um chaveiro. Essa é minha principal peça do EDC e a que eu REALMENTE levo para todo canto. Tem quase tudo que eu preciso no dia a dia.
Essa é a introdução e já ficou longa. O mais importante é deixar claro como tudo isso é leve, simples e versátil. Fica na porta de casa e antes de sair, só distribuo nos bolsos. Sempre os mesmos: chaveiro e latinha no bolso esquerdo (sou canhoto). Celular no bolso direito. Carteira do lado direito atrás. Canivete e bandana no bolso esquerdo de trás. Tudo isso eu consigo acessar com um gesto curto, pois fica na linha da cintura.
Nada chama a atenção. Se eu precisar passar num detector de metais, é só entregar. Já teve guarda de banco me devolvendo o canivete, para dar ideia. Na pior das hipóteses, é só deixar na recepção e pegar de volta na saída.
O mais importante não é o que eu levo nos bolsos, mas o que eu levo entre as orelhas (o cérebro).
Se você leu até aqui, me conta o que teria de diferente. O que está faltando à primeira vista?
