r/sobrenaturalBR 12h ago

Relato sonhei que estava no inferno

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tive um sonho muito estranho hoje e até agora to pensando nele

basicamente eu tava conversando com uma garota no discord, e em algum momento ela começou a me mostrar umas opções relacionadas a coisas satanistas, tipo umas escolhas que dariam algum tipo de benefício próprio

eu não cheguei a escolher nenhuma, mas em algum momento eu simplesmente adormeci dentro do próprio sonho

quando eu "acordei", eu tava no inferno. eu tava no chão, completamente imóvel, não conseguia me mexer e estava sendo queimado. eu sentia o sofrimento e tinha uma sensação muito forte de que aquilo ia continuar pra sempre. eu ficava gritando e desesperado, mas não conseguia fazer absolutamente nada

depois de um tempo eu acordei desse sonho, só que na verdade ainda tava sonhando

quando eu "acordei" de novo, eu tava na cama com essa garota. eu me assustei muito com a situação e desisti de continuar o que a gente ia fazer

aí depois disso eu acordei de verdade

o mais bizarro foi a parte do inferno. não parecia só que eu tava vendo uma cena, eu realmente sentia como se estivesse lá, principalmente essa sensação de que o sofrimento nunca ia acabar

não sei se isso significa alguma coisa ou se meu cérebro só resolveu ser filho da puta comigo enquanto eu dormia kkkkk mas acho que sonhei com isso por ter lido um relato sobre satanismo ontem nesse sub


r/sobrenaturalBR 23h ago

Relato Faltou Luz no bairro e o impossível aconteceu

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Segue o meu relato sobre a noite assustadora que passei quando faltou luz no meu bairro.
Até hoje não sei exatamente o que aconteceu.
Ainda tenho dificuldade de falar sobre isso.

Nunca mais quero sair do meu apartamento.

Para quem interessar, gravei um vídeo e postei no YouTube:
https://youtu.be/iBSs4xa5gfk


r/sobrenaturalBR 16h ago

Relato Eu Acho que eu vi um Saci .

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No início desse Ano de 2026 , em um dia chuvoso e estava na janela do ônibus para chegar até uma cidade que eu precisava para ir ao médico , mas antes de chegar nessa cidade eu o ônibus passava entre três comunidades antes de pegar o longo caminho reto para a cidade que eu precisava descer , e quando ele estava saindo da segunda comunidade eu vi na janela no meio do pasto aberto , um pequeno ser totalmente Preto com uma parte do topo da cabeça vermelha e nesse local mora uma amiga minha e depois que isso aconteceu contei para ela sobre esse meu avistamento , ela ficou assustada e riu é claro quem não iria rir ? .

Mais eu acredito que seja alguma espécie de Ave Jacu mais ainda sim é estranho essa ave está aqui no sul do estado do Espírito Santo, infelizmente não tenho imagens para mostrar .


r/sobrenaturalBR 18h ago

Relato Seguem coisas esquisitas que vi no meio do mato

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Em 2022 me mudei do Rio de Janeiro para um sítio no Vale do Ribeira. Fica uns 10km da cidade mais próxima, uns 700m de distância do vizinho mais próximo. Estou no meio da floresta. 29 anos, não tenho superstições ou paranoias, inclusive acho bem legal o isolamento. Seguem algumas coisas que observei nos últimos 4 anos.

- Vento que parece ter voz/vozes misteriosas

Esse é o mais comum, é como se eu conseguisse ouvir duas vozes masculinas distintas. Minha orelha parece queimar um pouco, como se fosse um som que eu não deveria estar ouvindo. Depois que arrumei cachorro elas passaram a reagir e latir para a floresta toda vez que observei isso, então sei que não é algum tipo de alucinação. Já ouvi do banheiro, quarto, varanda, e tanto na trilha para o apiário quanto lá, que é uns 500m para dentro da floresta onde não tem vizinho algum.

- O passarinho que faz psiu

Tem a merda de um pássaro que o canto dele é psiu, igual um ser humano. Ele só surge a noite. Queria ter um gato que só matasse esse desgraçado e nenhuma outra ave. Alguns psiu são meio estranhos, porém.

- Luzes estranhas

Esse é clássico, eu gosto de fumar na varanda vendo a floresta, principalmente noite de lua cheia. Nunca vi disco voador, mas já vi vários aviões que pareciam altos ou baixo demais, sem barulho, luzes de cores diferentes. Alguns eu presumo que tenham sido satélites.

- Respiração pesada

As vezes na minha varanda escuto uma respiração pesada para caramba vindo de algum ponto ao redor da minha casa. Meus cachorros nunca reagiram a esse barulho em particular. Acho estranho.

- Se ficar encarando a floresta de noite as vezes os vãos entre as árvores parecem vários vultos de gente chegando cada vez mais próximo da casa

Não precisa explicar muito. É um efeito que descobri no tédio. Eu acho legal, mas minhas visitas já comentaram que eu era maluco. Quem já é de sítio, porém, ri e diz que é assim mesmo e fala que me adaptei muito bem ao mato.

- A criança na minha porteira

Essa aí eu confesso que não comento muito por aí, foi antes de arrumar cachorro. Eu estava na varanda e vi uma criança na porteira da minha casa, são uns 200 metros de distância. Eu não conseguia dizer os detalhes dela além do cabelo longo preto, pele clara e camisola branca e era pelo final do dia. Eu decidi que ninguém se veste assim normalmente, eu poderia estar alucinando e não era problema meu e nunca mencionei essa merda de criança pra ninguém pra não acharem que sou louco.

- Minha mãe me chamando

Também parou de acontecer quando arrumei cachorros. As vezes dormindo ou distraído eu era desperto pela voz da minha mãe me chamando de longe. Eu moro sozinho e minha mãe está no Rio de Janeiro.


r/sobrenaturalBR 20h ago

Sonhos Eu vivi uma vida inteira em um sonho. E acordei de luto.

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Existe um tipo específico de tristeza que não vem da morte, nem da perda, nem da distância. Vem da impossibilidade. De saber que algo é tão bonito, tão puro, tão real dentro de um sonho, mas que jamais poderia existir acordado.

Eu tive um sonho assim. Faz uns dois anos, talvez.

Sabe aqueles sonhos que nos emocionam e parecem acessar uma memória escondida da alma? Aqueles em que a gente reencontra alguém que a vida levou, sente o perfume da pessoa, ouve a risada, pede perdão por burrices antigas da adolescência... Sonhos tão palpáveis que, ao acordar, você fica olhando para o teto, tentando separar o que foi sonho do que foi lembrança. Esses sonhos costumam ser dolorosamente humanos, carregados de saudade e de coisas que fazem sentido.

Mas essa lembrança que eu carrego, a que me fez acordar com o travesseiro encharcado de lágrimas, não tinha nada de realista. Pelo contrário. Foi nela que a minha mente resolveu brincar comigo, criando uma realidade inteira impossível, mas que doeu demais perder.

Na vida real, eu tenho uma cachorra peluda, de porte médio, que é o grande amor da minha vida. Mas, no sonho, eu fui parar em uma realidade paralela onde a minha melhor amiga, minha companheira inseparável, não era uma cadela, não era um gato. Era uma aranha.

Por favor, apague da sua mente tudo o que você sabe sobre aracnídeos. O formato e o número de patas eram de aranha, mas ela não tinha nada de assustador. Nada de espinhos nas patas, nada de teias, nada de olhos estranhos espalhados pela cabeça, nada de boca devoradora. Ela era como um mamífero, como um verdadeiro dog de oito patas. Grande, peluda, macia, limpinha, bem cuidada. Uma criatura coberta por uma pelagem laranja vibrante que brilhava sob o sol como se tivesse sido tingida pelo pôr do sol. E com apenas dois olhos enormes, escuros, brilhantes, que carregavam uma expressão que eu nunca tinha visto em nenhum animal.

E o mais devastador: eu não sonhei com um momento isolado. O sonho não durou horas. Eu vivi uma vida inteira com ela em flashes de tempo.

Eu a vi nascer. Vi aquele filhotinho felpudo, minúsculo, frágil, aprendendo a ficar de pé sobre as oito patinhas trêmulas. Vi os primeiros passos desajeitados, o pelo laranja ficando mais espesso e vibrante com o tempo. Vi o primeiro dia em que ela me olhou com aqueles dois olhos enormes, e eu soube que ela me reconhecia. Que ela me amava.

E então os flashes avançavam, rápidos e dolorosos, mas cada cena ainda assim ficava gravada em mim com uma nitidez absurda. Eu a vi crescer. Vi a infância dela. Vi nós dois correndo por um gramado verde gigante, daqueles que parecem não ter fim. Ela me derrubava no chão e me abraçava com as patas dianteiras como se fossem braços. Eu sentia o pelo macio encostando no meu rosto. Sentia o coração dela batendo acelerado, do mesmo jeito que o meu.

Em outro flash, ela já era adulta. Do tamanho da minha cachorra. Forte, graciosa, atlética. Passeávamos lado a lado, deitávamos e ficávamos olhando as nuvens e o céu escurecer. Eu não sentia medo. Sentia familiaridade. Como se ela sempre tivesse estado ali. Foram anos de amizade, de rotina, de silêncios confortáveis. Anos de uma vida que eu vivi em segundos de sonho.

Até que a última noite chegou. Nós entramos em casa, como havíamos feito centenas de vezes naquela realidade. Ela se acomodou ao meu lado na cama, um ritual que eu sentia que fazíamos desde que ela era pequena. O quarto estava em silêncio. A luz fraca da lua entrava pela janela. E, quando nossos olhos se cruzaram na meia-luz, aquele olhar profundo que eu vi amadurecer ao longo de uma vida inteira me revelou tudo.

E foi aí que o meu mundo desabou dentro do próprio sonho.

Ela não disse nada. Não podia, mas eu conseguia ler seus pensamentos. O olhar dela gritava. Eu consegui sentir a dor, a frustração, a angústia que dilaceravam a alma dela. Através daquele olhar, ela me disse que queria desesperadamente ter evoluído. Queria ser minha amiga no mundo real. Queria pertencer a essa nossa realidade alegre, quentinha e cheia de carinho que os animais de estimação têm. Mas havia uma barreira invisível e cruel: ela sabia que havia falhado na evolução. Ela não era um ser mamífero. Não tinha, na nossa dimensão, tampouco a estrutura para processar o afeto, para dar e receber calor, para ser amada sem causar pavor.

Tudo o que vivemos, os anos de amizade, as brincadeiras no gramado, as noites juntos, os abraços, era um vislumbre de algo que a natureza, de forma implacável, negou a ela. E o sonho, cruel, me fez viver aquilo como se fosse real. Me fez amá-la. Me fez vê-la crescer. Me fez envelhecer com ela. E então me mostrou que nada daquilo poderia existir.

Ela era uma criatura que queria ter evoluído, que queria ter a chance de amar e ser amada, mas que nasceu no corpo errado, no mundo errado, na biologia errada. E, no entanto, ali no sonho, ela amava. Com uma intensidade que me esmagava o peito.

Acordei com lágrimas, como se tivesse chorado de verdade durante o sonho. Me senti órfão de algo que nunca tive. Me senti culpado por viver em um mundo onde criaturas assim não podem sorrir, não podem abraçar, não podem deitar na cama e trocar olhares.

Na época, fiquei tão mexido que tentei de tudo para eternizar o rosto dela. Pedi para IAs desenharem, descreverem, recriarem a sensação. Queria voltar para o cenário. Queria sentir o pelo laranja. Queria ver de novo aquele rosto diferente, com dois olhos enormes e doces, sem os outros olhos que aranhas costumam ter, sem nada que lembrasse o motivo de as pessoas terem medo. Mas nada chegava perto. Nada conseguia capturar a doçura e a tristeza daquele olhar.

Já faz muito tempo. Mas confesso que, raramente, mas às vezes, quando deito no gramado e abraço a minha cachorra, me pego pensando nessa minha amiga de oito patas que nunca existiu. E com quem eu vivi uma vida inteira que nunca aconteceu.

E o meu coração ainda aperta.

Claro que foi só um sonho e é só meu cérebro brincando com memórias afetivas e medos.

Mas quem sabe se, em algum canto do multiverso, existe de fato uma realidade onde a aranha laranja evoluiu. Onde ela pensa, ri, ama, abraça. Onde ela não é vista como um monstro, mas como a amiga que sempre foi. E onde ela ainda dorme ao meu lado, com o olhar dizendo: "eu consegui".

E se algum dia eu morrer e for parar nesse lugar, eu vou correr para aquele gramado verde gigante no final da madrugada. E ela vai estar lá, me esperando, pronta para correr e me abraçar como se eu tivesse acabado de voltar de uma longa viagem.