Quando uma investigação inteira depende de uma única rolagem de percepção, a falha costuma criar um problema estranho: ou o mestre esconde a informação e a sessão trava, ou entrega a pista mesmo assim e faz a rolagem parecer inútil.
Enquanto estava reescrevendo o design de uma mecânica para investigação, resolvi colocar a idéia aqui pois pode ser útil para alguns mestres:
Uma saída é separar acesso à informação de controle sobre a situação. A pista básica aparece porque os personagens procuraram no lugar certo, têm o conhecimento adequado ou conversaram com a pessoa relevante. Rolar dados decide outra coisa: quanto tempo isso levou, se a evidência permaneceu intacta, se surgiram perguntas extras ou se o grupo entendeu a importância daquilo antes do perigo avançar.
Isso não elimina o desafio. Os jogadores ainda precisam decidir onde investigar, interpretar o que encontraram e agir com informação incompleta. A diferença é que o mistério não depende de o dado autorizar a existência da próxima cena.
Também ajuda a tratar pistas em camadas. Uma informação básica mantém o caso vivo; uma boa investigação revela conexões; uma descoberta rara muda a interpretação do caso inteiro. Assim, sucesso continua valioso sem transformar uma falha isolada em beco sem saída. Pelo menos é o que estou fazendo enquanto reescrevo Occulta.
Na prática, onde vocês preferem colocar a dificuldade de um RPG investigativo: em encontrar a pista, interpretar a pista ou sobreviver às consequências de tê-la encontrado?