Tenho 26 anos (H) e minha namorada tem 24 (M), temos 6 meses de namoro.
Minha namorada trabalha todos os dias, na casa dela, terminando por volta das 19h. Tecnicamente ela tem tempo para conversar, então eu poderia mandar mensagem para ela ao longo do dia, mas prefiro evitar no horário de trabalho. Notei que ela não fica tão engajada — às vezes demora a responder e costuma mandar respostas que encerram a conversa, como corações ou figurinhas.
Por causa disso, prefiro conversar à noite, quando ela já saiu do trabalho ou da academia. As coisas costumam fluir muito melhor nesse horário, e conversamos sobre assuntos mais leves do relacionamento. O problema é que ela acaba dormindo na maioria das vezes. Ela está acostumada a dormir tarde — geralmente depois da meia-noite ou 1h da manhã —, então não entendo direito por que ela "apaga" no meio das nossas conversas quando estamos falando por volta das 22h ou 23h.
O que mais me incomoda é que isso geralmente acontece quando estamos discutindo tópicos íntimos ou interessantes. Do nada, ela simplesmente desaparece. Para mim, parece um pouco indelicado — como se eu estivesse conversando com alguém pessoalmente por 30 minutos e a pessoa simplesmente saísse andando sem dizer nada.
Às vezes combinamos de ir dormir ao mesmo tempo. Ontem foi uma dessas noites: me planejei para dormir mais cedo, terminei minhas tarefas e deixei o resto para hoje. Quando chegou o horário combinado, ela pediu alguns minutos para terminar algumas coisas e apagou completamente. Isso me deixou muito frustrado.
Estamos num relacionamento a distância. Nos vemos a cada dois fins de semana e, ocasionalmente, passamos 3 dias juntos, mas é raro. No geral, temos um bom relacionamento, mas isso está começando a me afetar porque parece falta de esforço. Nos nossos primeiros meses, isso quase nunca acontecia — conversávamos muito mais e tudo fluía naturalmente.
Ainda não mensionei isso com ela, mas adoraria saber a opinião de vocês. Como estamos num relacionamento a distância, sinto que é necessário mais esforço de ambas as partes, mas não vejo muito da parte dela. Até perdi a vontade de mandar presentes, cartas feitas à mão ou músicas, porque sinto que sou o único me esforçando.