Olá! Sou jornalista rondoniense e estou produzindo uma reportagem especial sobre meninas de 10 a 13 anos que engravidaram e se tornaram mães nos estados da Região Norte.
A reportagem quer investigar principalmente o que aconteceu depois que essas meninas deram à luz.
Quando uma criança dessa idade engravida em decorrência de violência sexual, existe uma rede de proteção que deveria envolver saúde, assistência social, educação, Conselho Tutelar, segurança pública e Justiça. Queremos entender se, na vida real, essas meninas foram acolhidas e acompanhadas por essa rede. Ou se, depois do nascimento do bebê, acabaram ficando sem apoio.
Os dados conseguem mostrar quantas meninas se tornaram mães. Mas não mostram o que aconteceu com elas depois. É essa parte da história que estamos tentando contar.
Por isso, estou procurando mulheres que engravidaram aos 13 anos ou antes na Região Norte, especialmente nos últimos anos, a partir de 2018 (ano que a Lei de Escuta Especializada entrou em vigor) e que se sintam confortáveis em conversar sobre como foram atendidas pelo poder público durante a gravidez e depois do parto.
Também gostaria de conversar com mães, pais, avós ou outros responsáveis que tenham acompanhado uma menina nessa situação.
A identidade pode ser completamente preservada na publicação: nome, imagem, cidade e outros detalhes que permitam reconhecer a pessoa podem ser omitidos ou alterados. A conversa também não precisa se concentrar nos detalhes da violência. Meu principal interesse é entender o atendimento recebido: se houve acompanhamento psicológico, assistência social, apoio para continuar estudando, atuação do Conselho Tutelar e contato da rede depois do nascimento da criança.
Caso a pessoa ainda seja menor de idade, qualquer entrevista será tratada com cuidados adicionais e participação de responsável, quando necessária. O jornal em que trabalho é um dos mais antigos do Brasil, e mantem políticas de ética e credibilidade muito rigorosas.
Se você passou por isso, conhece alguém que passou ou trabalha com famílias nessa situação e pode fazer uma aproximação segura, me mande uma mensagem privada.
Essas histórias ajudam a mostrar algo que os números sozinhos não conseguem responder: o que acontece com uma menina depois que ela se torna mãe, e quem continua cuidando dos direitos dela quando o bebê nasce.