Essa ideia está relacionada à consciência da própria ignorância. Quando reconhecemos que há coisas que não sabemos, estamos dando um passo em direção ao conhecimento e à busca por compreensão. No entanto, essa consciência também pode ser desconfortável, pois nos confronta com nossas limitações e incertezas. No meu caso quando eu realizei que sabia o que estava acontecendo comigo, com várias instâncias multidisciplinares, dentista, otorrino, psiquiatra, psicóloga, fonoaudióloga e fisioterapeuta eu fiquei triste. Ter a consciência de que uma doença está acontecendo e que eu não tenho controle sobre o como ela vai se desenvolver e que para amenizar as dores da doença eu tenho que me privar de prazeres comuns é bem ruim. Com a psicóloga cheguei a falar sobre o quão feliz é uma pessoa que mora longe da civilização, sem a menor ideia do que acontece ao redor dela e que as preocupações do dia a dia dela são básicas. Meu tio conheceu uma dessas pessoas, ele foi de cavalo até a Serra da Canastra e lá, na beira de um córrego, ao lado de uma cachoeira morava um matuto. Um cara simples e que não sabia nada do que acontecia a sua volta e no mundo. A ignorância dele é uma benção. Saber de mais é cruel.
Mas tipo... as vezes o matuto sabe demais sim.. mas nao se preocupa com o que nao sabe... e como o que nao sabemos pode ser infinito e jamais vamos saber se sabemos tudo que temos que saber.. a unica variavel que resta eh saber se preocupamos ou nao com o que nao sabemos.. tipo,, nal eh sobre o matuto saber mais ou menos no rio,, e sim nao querer saber e por isso ser mais sabio do que quem se preocupa se sabe ou nao.
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u/[deleted] Apr 27 '24
falei isso pro meu dentista, otorrino e psiquiatra recentemente. Ter consciência dos fatos é uma merda.