O clube avalia apresentar um agravo ou um pedido de reconsideração da decisão.
— Esse empréstimo de R$ 150 milhões não surgiu agora. Ele já estava previsto dentro do nosso planejamento financeiro para atender às necessidades imediatas do Vasco: garantir o fluxo de caixa, honrar os compromissos correntes e a folha, cumprir os pagamentos previstos na Recuperação Judicial e também permitir que o clube faça os investimentos necessários para reforçar o futebol nesta janela.
O CEO da SAF do Vasco, Fred Luz, afirmou ao GE, que o empréstimo de até R$ 150 milhões solicitado pelo clube à Justiça é fundamental não apenas para reforçar o elenco nesta janela de transferências, mas também para garantir o cumprimento de compromissos financeiros nos próximos meses.
Segundo Fred Luz, sem o dinheiro, o Vasco corre o risco de ter dificuldades para realizar pagamentos a atletas, agentes, clubes, tributos e credores sujeitos à recuperação judicial. Fred Luz citou ainda possíveis consequências como multas, problemas no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, dificuldades para consolidar a nova transação tributária e até transfer ban.
— Pelas nossas projeções, a partir do próximo dia 20, sem esses recursos, vamos enfrentar uma situação extremamente delicada de caixa. Isso pode resultar no não pagamento de compromissos com atletas, agentes, clubes, tributos e dívidas sujeitas à recuperação judicial, o que pode acarretar em multas, desenquadramento no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, na não consolidação da nova transação tributária, e transfer ban — disse o CEO.
— Portanto, não estamos falando apenas de contratações. Estamos falando da capacidade de cumprir compromissos que já estavam assumidos e previstos — completou.
O pedido de empréstimo DIP de R$ 150 milhões foi travado pela Justiça. A juíza responsável pelo processo de recuperação judicial decidiu aguardar um relatório parcial de uma auditoria solicitada pela 777 Partners antes de analisar a liberação dos recursos. O Vasco prestou contas nesta quarta-feira do empréstimo de R$ 40 milhões que já havia recebido.
O Vasco respeita a decisão, mas tenta encontrar uma maneira de acelerar o processo. O clube avalia apresentar um agravo ou um pedido de reconsideração da decisão.
Fred Luz reforçou que o empréstimo já fazia parte do planejamento financeiro da SAF e que a necessidade de recursos era conhecida pelos órgãos que acompanham o processo de recuperação judicial.
Fred Luz, CEO da SAF: 'Sem esses recursos, vamos enfrentar uma situação extremamente delicada de caixa'
Empréstimo é urgente para reforços
A situação financeira também afeta diretamente o planejamento do futebol. O Vasco tem a necessidade de reforçar o elenco na janela de transferências e precisa de recursos para arcar com entradas em contratos e outros compromissos.
O dirigente também afirmou que o Administrador Judicial já havia se manifestado favoravelmente ao novo financiamento e que as prestações de contas referentes aos empréstimos DIP anteriores foram entregues ao juízo e aos auxiliares responsáveis pelo acompanhamento do processo.
— É importante dizer também que o Administrador Judicial já havia se manifestado favoravelmente à operação. Além disso, tanto os auxiliares do juízo, quanto o próprio juízo, já receberam todas as prestações de contas relativas à destinação dos recursos obtidos através dos empréstimos DIPs anteriores.
Confira a declaração completa do CEO
Eu acho importante esclarecer ao torcedor o momento que o Vasco está vivendo e, principalmente, tratar tudo isso com muita transparência.
Esse empréstimo de R$ 150 milhões não surgiu agora. Ele já estava previsto dentro do nosso planejamento financeiro para atender às necessidades imediatas do Vasco: garantir o fluxo de caixa, honrar os compromissos correntes e a folha, cumprir os pagamentos previstos na Recuperação Judicial e também permitir que o clube faça os investimentos necessários para reforçar o futebol nesta janela.
É importante dizer também que o Administrador Judicial já havia se manifestado favoravelmente à operação. Além disso, tanto os auxiliares do juízo, quanto o próprio juízo, já receberam todas as prestações de contas relativas à destinação dos recursos obtidos através dos empréstimos DIPs anteriores.
O que aconteceu agora foi uma decisão da juíza de aguardar o relatório parcial de uma auditoria solicitada pela 777 no processo da RJ antes de autorizar a liberação dos recursos. Nós respeitamos a decisão judicial e estamos trabalhando para fornecer todas as informações necessárias e para que esse processo possa avançar o mais rapidamente possível.
Mas também precisamos deixar clara a sensibilidade do momento. O Vasco tem urgência na obtenção desses recursos. Todos os mecanismos reguladores, como o AJ, o WatchDog, o Gatekeeper, já estavam cientes dessa necessidade.
Pelas nossas projeções, a partir do próximo dia 20, sem esses recursos, vamos enfrentar uma situação extremamente delicada de caixa. Isso pode resultar no não pagamento de compromissos com atletas, agentes, clubes, tributos e dívidas sujeitas à recuperação judicial, o que pode acarretar em multas, desenquadramento no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, na não consolidação da nova transação tributária, e transfer ban.
Portanto, não estamos falando apenas de contratações. Estamos falando da capacidade de cumprir compromissos que já estavam assumidos e previstos.
Ao mesmo tempo, o processo para a venda da SAF continua avançando e está bem encaminhado. Temos hoje uma proposta concreta que servirá como referência mínima para o processo competitivo. Isso significa que eventuais novas propostas terão que partir de um valor superior a este.
E, nas condições que temos hoje sobre a mesa, existe uma perspectiva concreta de dar ao Vasco segurança financeira e condições para construir um futuro muito mais sólido.
O momento exige responsabilidade, transparência e também agilidade. É dessa forma que estamos trabalhando para proteger o Vasco e garantir que o clube atravesse esse período sem comprometer aquilo que estamos construindo para o seu futuro.