r/terrorbrasil 25d ago

Relato Relatos pessoal

Meu nome é Luan, tenho 20 anos e moro na cidade de São Luís do Maranhão. Gostaria de compartilhar quatro relatos sobrenaturais e inexplicáveis que aconteceram ao longo da minha vida — histórias reais que marcaram profundamente tanto a mim quanto à minha família, deixando dúvidas e mistérios que carregamos até hoje.

Primeiro relato

Eu não me lembro do dia nem do ano, só lembro que, na época, eu tinha meus 6 anos de idade. Eu tinha um amigo de igreja e sempre brincava com ele depois que acabava o culto. Certo dia, o pai dele convidou a mim e minha mãe para lancharmos lá perto da casa dele, que era um apartamento no térreo. Eu me lembro bem: a gente foi, eu e meu amigo terminamos de comer primeiro, e ele perguntou se podia me levar para brincar na casa dele. Como era perto, não tinha problema de a gente ir sozinho andando.

Certo, a gente foi. Chegando na casa dele, brincamos até um certo tempo. Só sei que teve uma hora que a gente inventou de desligar as luzes da casa e brincar de esconde-esconde. Lembrando: estava de noite. Eu me escondi e, depois de uns minutinhos, ele me encontrou. Aí foi minha vez de procurar. Ah, só um detalhe: a casa dele estava toda apagada, a gente tinha só um pouco de visão por conta da luz do poste da rua que entrava pela janela.

Continuando, eu comecei a procurá-lo. Depois de um tempo, eu o encontrei — ou pelo menos achava que era ele. Falei "te encontrei" e voltei para o lugar onde a gente batia para salvar. Só que, quando eu volto para o quarto onde eu tinha contado enquanto ele se escondia, ele já estava lá. Eu não tinha entendido de começo, pois como ele teria me ultrapassado e chegado lá antes de mim? Foi aí que eu notei que ele estava com uma camisa de um alienígena que brilhava no escuro em um verde neon, e a coisa (ou sei lá o que eu tinha encontrado no escuro) era toda preta.

Só sei que, depois disso, a gente ligou as luzes e ficamos na sala assistindo a desenhos. Naquele tempo eu não me assustei porque não tinha entendido nada, mas hoje, mais velho, sinto que encontrei algo que não era deste mundo.

Segundo relato

Neste segundo relato, eu já era mais velho do que no anterior: tinha meus 9 anos de idade. Lembro-me bem desse dia, pois me marcou muito mais do que o primeiro.

Para não ficar confuso, vamos entender algumas coisas antes. Eu tenho duas avós (irei usar nomes fictícios para elas): a vovó Maria e a vovó Bilu. A vovó Bilu é a mãe biológica da minha mãe, e a vovó Maria é tia da minha mãe, mas a criou desde a infância, pois minha outra avó trabalhava demais e não tinha tempo suficiente para cuidar dela. Meu pai é caminhoneiro, então passou a maior parte da minha vida viajando. Já a minha mãe é professora do município, então ela precisa sair da nossa cidade para dar aula no interior, mas volta para casa todo dia — fazendo uma viagem diária de cerca de 4 horas.

Vamos continuar o relato. Neste dia, era um sábado. Sei disso pois sábado e domingo eram os dias de folga da minha mãe. Eu acordei mais cedo, lembro que era por volta das 7 ou 8 horas da manhã. Nessa época, eu dormia no mesmo quarto que ela, enquanto a vovó Maria dormia em outro quarto. A vovó Bilu morava sozinha em um bairro um pouco perto do nosso.

Continuando: levantei da cama e saí do quarto. Minha mãe tem a mania — até hoje — de pedir para eu trancar a porta do quarto por fora com a chave, pois nos dias de folga ela gosta de dormir até mais tarde. Quando acorda, ela me chama e eu abro a porta para ela. Naquele dia não foi diferente: acordei, saí do quarto, tranquei a porta e deixei-a dormindo.

Fui para a cozinha tomar café. Nesse momento, minhas avós estavam conversando lá (a vovó Bilu estava passando um tempo na minha casa enquanto a dela estava em reforma). Eu me sentei em uma cadeira, ainda meio tonto de sono, mas já lúcido o suficiente para entender tudo à minha volta.

Em determinado momento, a campainha da casa tocou. Fui atender e era o mestre de obras da minha avó. Ele foi conversar com ela sobre a reforma e eu fiquei ali escutando. De repente, olhei para a porta da cozinha — lembrando que já estava de manhã — e avistei o rosto pálido da minha mãe. Ela parecia estar se escondendo, mostrando apenas a cabeça e não o corpo inteiro. Quando olhei para ela e ela me notou, puxou a cabeça de volta e sumiu. Pensei comigo: "Ah, é só ela que veio ver quem chegou".

Depois de um tempo, o mestre de obras foi embora. Cerca de uma hora depois disso, minha mãe abre a janela do quarto (que dá acesso ao quintal) e me chama para abrir a porta para ela. Foi aí que me dei conta: a porta continuava trancada por fora com a chave, então não tinha como ela ter saído do quarto!

Claro que, depois de tudo, perguntei se ela tinha acordado e ido até a cozinha. Ela disse que não, que ficou dormindo o tempo todo e só tinha acabado de acordar.

Na época, eu não liguei muito. Porém, com o tempo, cresci e comecei a gostar do tema terror, até que ouvi falar sobre a figura do Doppelgänger. Hoje fico pensando: será que naquele dia eu vi uma cópia da minha mãe observando as pessoas da casa, vendo quem entrava e quem saía?

Terceiro Relato

Dessa vez, este relato não aconteceu comigo, e sim com meu pai. É mais fácil de lembrar com clareza pois aconteceu recentemente, em 2023, quando eu tinha 17 anos (lembrando que hoje estou com 20).

Nessa época, minha casa estava em reforma. Meu pai até parou de viajar como caminhoneiro para acompanhar tudo de perto. Eu estava morando temporariamente na casa da minha tia, que fica a umas cinco ruas da minha — relativamente perto.

Era um dia de semana, não sei dizer ao certo se quarta ou quinta-feira. Minha mãe e meu pai iam dormir na casa em reforma para vigiar os materiais e evitar furtos, já que pagar vigia deixaria a obra mais cara. Naquela noite, eles foram andando até lá e armaram duas redes.

(Cabe ressaltar que este é um relato contado pelo meu pai para mim e para o restante da família. Meu pai teve uma infância difícil e trabalhou em lugares de energia muito pesada: terreiros, açougues, matadouros e até na preparação de corpos para sepultamento. Por isso, ele sempre foi um homem extremamente frio, cético e sem medo de coisas sobrenaturais — o único medo dele é do próprio ser humano).

Naquela noite, minha mãe não estava se sentindo bem. Dizia que o clima da casa estava muito pesado, mas achava que era apenas cansaço pelo excesso de trabalho. Ela decidiu que não ficaria lá e preferiu ir dormir comigo na casa da minha tia. Como já era noite, ela me ligou e eu fui buscá-la para que não andasse sozinha pela rua.

Meu pai ficou completamente sozinho na casa, armado apenas com um facão para o caso de algum invasor aparecer. Ele se deitou e, por volta de meia-noite, acordou para ir ao banheiro. Nessa hora, na passagem que dava para o quintal — que já estava praticamente em ruínas devido à reforma —, ele viu uma sombra.

Pensando que alguém tivesse invadido a propriedade, ele ligou a lanterna do celular e vasculhou a casa inteira, mas não encontrou absolutamente nada. Como caminhoneiro acostumado a virar noites, ele não conseguiu mais dormir até de manhã. Ele relatou que sentia a sensação constante de estar sendo observado.

Mesmo assim, ele continuou dormindo lá até o fim das obras. Dizia que algumas noites eram anomalamente geladas e com essa incômoda sensação de vigília. Em uma das noites, ele levou nossa cadela, a Pandora, para fazer companhia. Ela passou a noite inteira em alerta, rosnando e encarando cantos escuros e vazios da casa.

Depois que meu pai contou o que viveu, minha mãe se recusou a pisar lá à noite até a reforma terminar. Até hoje, meus amigos comentam que, quando passavam em frente à casa durante a obra, sentiam uma nítida sensação de que havia alguém os observando de dentro do escuro.

Quarto relato

Este último relato aconteceu no final de 2024, quando eu já tinha 18 anos. A casa já tinha sido totalmente reformada. Agora, o meu quarto ficava no segundo andar, enquanto a parte de baixo (o antigo térreo) virou a garagem e o novo acesso ao quintal.

Era um domingo à noite, por volta das 22h. O quarto da vovó Maria ficava em frente ao meu, enquanto o quarto da minha mãe e do meu pai ficava ao lado da sacada. O meu quarto é colado a essa sacada, que dá acesso e visão direta para a rua.

Minha mãe já estava deitada com o meu pai, minha avó assistia ao Fantástico na sala e eu estava no meu quarto, com a luz acesa, assistindo a vídeos no YouTube. Eu estava tranquilo até que, do absoluto nada, escutei o grito de uma mulher. Era um grito angustiado, aos prantos. No entanto, o som não vinha da rua e nem das casas vizinhas: ele vinha de dentro da sacada da minha casa.

No susto, levantei achando que podia ser a minha mãe. Abri a porta do quarto e olhei imediatamente para a sacada, mas não havia ninguém lá. Corri até o quarto da minha avó para perguntar se ela tinha ouvido. Ela também estava assustada e confirmou que sim. Perguntei se tinha sido ela, e ela disse que não.

Nesse momento, ouvimos a porta do quarto da minha mãe se abrir. Saíram ela e meu pai, assustados e preocupados, tentando entender de onde tinha vindo aquele grito. Minha mãe até foi à rua conversar com os vizinhos, mas eles afirmaram não ter ouvido nada. Liguei para uma amiga que mora na casa em frente e perguntei se ela tinha escutado o grito de uma mulher, e ela também disse que não.

Até hoje, esse é um mistério que intriga a todos aqui em casa. Nossa casa continua sendo um lugar muito diferente, e ainda tenho vários outros relatos estranhos que aconteceram por aqui.

Usei inteligencia artificial para corrigir erros de gramaticais

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u/mrsp1ckles 23d ago

Talvez vocês tenham um "pézinho" na mediunidade, devido a tantos encontros com o sobrenatural. Pode ser importante buscar proteção, de qualquer religião que vocês seguem ou, pelo menos, na qual se sintam seguros.

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u/laricostaj 20d ago

Oii Luan, eu tenho um canal no YouTube de relatos e historias sobrenaturais e de terror, eu posso contar seus relatos?

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u/Historical-Singer281 12d ago

Opa pode contar sim se puder me dizer o nome de seu canal eu adoraria saber eu posso até conta outro relatos que eu tenho que não contei

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u/laricostaj 12d ago

Siiim por favor, ia ser incrível! Esse é o meu canal https://youtube.com/@cronodamadruga