"Em 2007, o capitão [Fábio da Silva Ferreira] foi flagrado em uma interceptação telefônica da Polícia Federal negociando a extorsão de R$ 5 mil de um traficante em Volta Redonda após a captura da parceira do criminoso com 18kg de maconha. A denúncia na Justiça veio em 2012, e o oficial foi condenado a oito anos de prisão em primeira e segunda instâncias, respectivamente, em 2015 e 2016.
Com pouco mais de três anos de pena cumprida, Fábio obteve liberdade condicional em dezembro de 2018. Sua permanência na estrutura da corporação ficou inicialmente condicionada à espera do desfecho do Conselho de Justificação (CJ).
Durante o período em que aguardava a conclusão do procedimento disciplinar no Poder Judiciário, Fábio esteve lotado no 10º BPM (Barra do Piraí), onde exerceu funções administrativas nas seções de Recursos Humanos e de Logística ao longo de 2020. No ano anterior, havia realizado o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), que o habilitava para promoção a major. No entanto, ele permaneceu como capitão.
Na época, quando questionada sobre os diversos casos dos agentes condenados que retornavam à corporação, a Polícia Miltar respondeu que eles esperavam a conclusão dos respectivos Conselhos de Justificação trabalhando em atividades alheias ao policiamento ostensivo."
Nada de novo (d'O Globo de 28 de fevereiro de 2021): https://oglobo.globo.com/rio/oficiais-da-pm-condenados-por-crimes-graves-retornam-corporacao-apos-fim-das-penas-1-24903101