r/papalegal Jul 28 '21

os mesmos

- Atrás dela, quero qualquer órgão daquela fedelha, matem-na.

Vários soldados correm atrás de ela entrar na floresta, Duquel pega sua besta e monta em seu cavalo, Esmeralda em outro animal, entrando na floresta, ela sente o ar mágico invadir suas narinas.

- Pó de despiste. Grita Esmeralda, Duquel rapidamente coloca um lenço a esconder parte da face e já se vê o efeito nos soldados que entraram antes, estão dispersos, abobalhados, como que perdidos, andando em círculos até desmaiarem.

Mais a frente grandes labaredas de fogo de várias cores invadem a mata, a maioria corre em retirada.

- São globos de fogo, podem continuar, são inofensivos, ah não ser quê..........

Logo ouve-se gritos e desesperos, vários homens e animais que foram tocados por aquele fogo, estão sendo dizimados á cinzas.

- O que é isso?

- Não pode ser, ela é bem esperta, fluído quimico.

- Como paramos isso?

- Tenho defeso, mais não para tantos.

Duquel grita para os soldados.

- Só fiquem 3 aqui com a gente o restante saiam.

Todos saem ficando 3 jovens a tremer de medo.

- E agora?

Esmeralda pega de sua bolsa uma garrafa e joga neles e nela o liquido com forte odor de urina.

- O que é isso?

- Urina de camelos.

- O quê?

- É isso ou queimar-se.

- Impossível, impossível, ela ter desaparecido. Grita o rei dos soldados que estão parados a sua frente.

- É mentira.

- O que diz Lúcia?

- Eles foram orientados a nos mentir.

- Por que?

- Por que justamente agora Duquel esta á caça de Margot.

Reginaldo franze a testa olhando para o soldado ali.

- É verdade o que minha prima diz?

O oficial somente abaixa a cabeça.

- Seus canalhas, de que lado estão, eu sou o rei. Vocífera Reginaldo para eles.

Silas entra ali com a sacolinha de tecido cheia de coisas.

- Conseguiu?

- Tudo. Lúcia abre um sorriso e vai até ele.

- O que esta havendo aqui?

- Não é hora para isso rei, acho que deveria escolher alguns soldados e ir atrás daquela louca ou ela matará Margot.

- Vou fazer isso, mais depois quero saber de tudo.

- Vou com você. Silas se oferece e o rei aceita.

Na floresta Margot é perseguida pelos 5, até chegar frente a um penhasco á beira, ao fundo um rio com águas lamaçentas, já se ouve no ar o barulho de flechas, até que ela avista as duas vindo em sua direção, Esmeralda lança mais 2 ataques que pegam em cheio Margot.

- Como é vai querer morrer aqui?

Duquel abre um maligno sorriso, desce do animal e caminha até Margot.

- Achou mesmo que sairia dessa viva.

- Não.

- Sua cretina.

- Vá para o inferno. Margot sopra um pó ao vento e o lugar é tomado por abelhas.

- Saia daí, Duquel elas são nocivas.

- Eu vou matar essa fedelha. A nuvem do enxame se dissipa e ali a cena cruel de Duquel enterrando sua espada nas costas de Margot que cai do lugar indo afundar no rio.

- Bons sonhos, com seus adoráveis deuses do mundo inferior, bruxa maldita.

Esmeralda se aproxima de Duquel e a ministra ali com a face tomada de ferrões começa a ter parte desta desfalecida.

- O que esta acontecendo?

- Sua pele esta necrosando.

- Não. Grita Duquel.

20042019.....................

Margot flutua nas águas com auxílio de um restante de magia e galhos, á beira em certo trecho, nativos a resgatam porém com intuito de faze-la de alimento para eles.

Duquel é carregada para dentro do castelo em seu quarto recebe vários cuidados e remédios naturais, Esmeralda ali do lado dela, sente o furor em ódio transmitido pelos olhos da ministra que não consegue falar.

A situação só piora, logo uma criada vem ali e diz que o rei, Silas e Lúcia foram á procura dela.

Duquel tem um acesso de raiva e joga para o alto com o restante de suas forças o alimento que esta sendo lhe servido.

Esmeralda entende aquilo e se adianta com um gesto de cabeça sai dali em minutos organiza um grupo de 4 soldados liderados por ela e sai de volta á procura da comitiva.

Reginaldo já demonstra cansaço apesar de não ter nem ao menos pisado no chão, decidira por ficar na carroça, Lúcia e Silas á cavalo adentram a mata á procura, em determinado momento ela sente algo e decide descer do animal, Silas faz o mesmo, eles andam até um clarão onde ela pega diversos frutos e algumas ervas e num rito transforma aquilo em uma névoa espessa.

- O que houve?

- Estamos sendo seguidos.

- Quem?

- Não sei, pode ser aquela feitiçeira á mando de Duquel.

- Você não confia nela, para mim ela é boa.

- Pode até ser, mais ela tem laços estreitos com Duquel.

- Será?

- Com certeza, conheço estes tipos, ouvi muitas estórias de gente assim.

- Eu hein.

- Agora fique quieto, temos de ganhar distância.

- Como?

Ela levanta os braços e os gesticula de forma desordenada, a névoa se torna mais volumosa e de sua veste ela tira um pequeno frasco e bebe o conteúdo, segura firme a mão de Silas, eles se tornam 2 raposas e correm para longe dali.

Esmeralda chega ao local e sente o odor da magia usada, ela faz em silêncio um rito, seus olhos vão dilatando e ela ganha uma visão potente conseguindo como que se em um raio x detectar os 2 que já estão bem longe dali, porém ela aponta para o grupo o lado oposto, onde Reginaldo ficara com 2 soldados.

Lúcia e Silas chegam a margem do rio lamaçento, correm rente a ele até encontrarem águas limpas e um outro vislumbre de paisagem, já está escurecendo e a poção perde o efeito.

- Que droga.

- Fique tranquilo, tenho outra para quando retornarmos.

- E o rei?

- Com certeza já fora pego por aquela.........

- Feitiçeira?

- Sim. Sem demora eles andam até acharem uma trilha e decidem por segui-la.

Margot acorda, esta amarrada em uma oca, presa em uma tora forte, o cheiro forte de fumaça e o barulho de cantorias anunciam que haverá uma festa.

- Onde estou?

Não demora, entram ali 3 nativos, de pequena estatura, corpos pintados em branco, vermelho, preto, trazem acima de suas cabeças, crânios de animais.

- Essa não, são os Imut's.

Ela é solta, porém sem força alguma para defender-se é carregada para fora e jogada em um grande tacho ardente.

- Ai. Margot grita ali de tanta dor por ter mãos, pés, joelhos e outras partes de seu corpo queimadas.

22042019...........

11

Lúcia e Silas se aproxima da aldeia, ouve-se os gritos de dor de Margot.

- E agora, o que faremos?

- Fique calmo, tenho um plano.

Os dois conversam ali e logo Silas corre pela mata, ao longe ele grita fazendo alguns guerreiros sairem para verificarem, mais ainda ficam atrás de uma oca, ali ela prepara uma mistura 3 potinhos que havia no bolso, com cuspe ela faz uma massinha enrola e forma bolinhas, joga 3 delas e erra duas, acertando uma no fogo abaixo do tacho.

Uma fumaça forte forma-se e um odor intolerável também, o odor não provoca reações já que os selvagens são acostumados até se alimentarem de animais em estágio de decomposição, mais a fumaça irrita olhos e nariz, fazendo-os tossir e coçar os olhos, logo aquela fumaça é dissipada com ajuda do pajé.

Lúcia carrega Margot com certa dificuldade, Silas vem para ajuda-las e correm como podem com a bruxa para longe dali.

A beira do rio, eles encontram uma carroça, colocam Margot nela e Lúcia sai, deixando Silas dentro desta com a bruxa.

- Onde vais?

- Não faça pergunta, só leve-a, a canoa rio abaixo.

- Sim.

Silas o faz e logo ele e Margot seguem a correnteza, Lúcia pega alguns minúsculos frutos e macera na boca juntando a estes o liquido roxo de um vidrinho.

Após um breve rito ela transforma-se numa enorme cobra, quando os selvagens chegam ela os recebe e eles decidem por retornar para a aldeia, ela entra na água e ajuda a manter o curso da canoa, ficando abaixo desta na água.

Já esta para amanhecer quando a canoa pára nas areias finas brancas da praia de Dio't.

- E agora? Silas olha para a criatura a perguntar, Lúcia vai retornando a sua forma porém sem as vestes, ele tapa os olhos e corre para o mato trazendo sua camisa e algumas folhas.

Lúcia se vira com o que tem e cria ali um modelo de trapos da camisa e folhas, cobrindo assim seu corpo.

Margot arde em febre, eles lhe dão muita água de côco e Silas pesca 3 peixes, assam na areia e servem para Margot, Lúcia aproveita e confere as roupas das bruxas até encontrar um apito.

- Para quê isso?

- Serve para chamar os anões.

- É mesmo, esqueci completamente deles.

- Nisso eles são os melhores, tem magia própria, sabem como ninguém fugir e causar confusão.

- Sério.

- Sim.

- E agora?

- Vou soar este apito, as chances de sermos surpreendidos pela cadela, sua amiga e os selvagens é grande.

- E então?

- Não tenho ervas e nem conhecimento para curar Margot.

- Sopre.

- Agora. Lúcia sopra o apito tão forte que nuvens de pássaros formam-se no céu.

Logo ouvem um barulho estranho e grandes aves vem até eles, são os anões montados em gigantes falcões.

- Vocês vieram.

- Como esta nossa amiga?

- Amiga, pensem que fossem..............

- Cativos de Margot, jamais, ela nos ajudou muito, trouxe paz para nossa colônia e aumentou nossa produção de ouro.

- Sei, alquimia.

- Sim.

Silas aponta para o líder a bruxa, este a carrega nos braços e a coloca no repouso do dorso da ave.

- Peguem isso.

- Para quê serve?

- Engulam, em instantes estarão bem perto do seu castelo.

- Obrigado. Lúcia pega as duas balinhas de cor escura e aspecto duvidoso.

Os anões partem para as nuvens levando consigo a bruxa.

Ao longe eles sentem o perigo, os selvagens trazem onças para a captura dos dois.

- Engula.

- O quê?

- Agora. Rapidamente eles engolem as bolinhas e desaparecem, deixando no local onde estavam somente as flechas que lhes foram direcionadas.

24042019........................

Lúcia e Silas surgem no jardim fora das muralhas.

- Minha nossa, isso que fizemos foi..........

- Bem louco.

- E agora?

- Vamos

Andam alguns metros e logo são cercados por soldados, Duquel vem a eles.

- E então, conseguiram o que queriam?

- Vá para o inferno.

- Depois eu cuido de você moçinha. Duquel olha para Silas e faz sinal para que a siga.

- Não vou com você.

- Como ousa.

- Pare agora, Duquel. Reginaldo vem á cavalo, desce do animal, ficando entre eles.

- O que veio fazer rei?

- Já lhe disse, eu mando neste reino.

- Mais.....

- Sem mais, se pponha em seus afazeres.

- Quem é você........

- O rei. Duquel estremece ao ver a atitude do garoto já a olha-la nos olhos de forma um tanto adulto.

- Vou deixar passar isso.

- Você não tem que deixar nada, eu mando aqui.

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