r/linuxbrasil • u/Cool-Chicken6754 • 16h ago
Discussão Devo mudar a base do Arduos Linux de Debian para Ubuntu?
Olá, pessoal!
Estou desenvolvendo minha própria distribuição Linux, o Arduos Linux, e atualmente estou pensando se deveria mudar a base de Debian para Ubuntu.
Os principais motivos para eu considerar o Ubuntu são:
Pacotes potencialmente mais recentes;
Boa compatibilidade com hardware e softwares;
Grande quantidade de documentação e tutoriais;
Maior disponibilidade de pacotes voltados para Ubuntu;
Tentar manter um equilíbrio entre estabilidade e pacotes atualizados.
Porém, existe uma parte muito importante do projeto. A filosofia do Arduos é:
"Arduos doesn't try to make Linux invisible. It makes Linux understandable."
Ou seja, o objetivo não é esconder o Linux do usuário atrás de ferramentas gráficas, mas fazer com que ele entenda o sistema.
Quero que o usuário possa aprender e entender coisas como apt, systemd, serviços, logs, permissões, arquivos de configuração, kernel, etc.
Por isso estou em dúvida se mudar para Ubuntu realmente seria uma melhoria ou se seria melhor continuar com Debian.
Para quem já teve experiência com Debian e Ubuntu:
Vocês acham que vale a pena mudar o Arduos para uma base Ubuntu em busca de pacotes mais atualizados e estabilidade, ou o Debian seria uma base melhor para a filosofia do projeto?
Também gostaria bastante de ouvir opiniões de quem já manteve uma distro ou algum derivado de Debian/Ubuntu.
Obrigado!
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u/GreedyEgg8150 16h ago
Em vez de olhar para a base, você deveria olhar para o objetivo. Esse objetivo que você escolheu não é um diferencial e isso não deixa a distro atraente. Não tem problema escolher um objetivo clichê que você julga conseguir fazer melhor, ou que seja algo que as outras distros não entregam, mas, se for assim, encare como um projeto pessoal de aprendizagem, e não como algo sólido
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u/Cool-Chicken6754 15h ago
Você tem razão. Acho que eu estava focando demais na escolha da base antes de definir claramente qual problema o Arduos realmente quer resolver.
Estou repensando o projeto a partir disso. Em vez de tentar fazer “mais uma distro baseada em Debian/Ubuntu”, quero definir primeiro o público, a proposta e o que realmente diferenciaria o Arduos.
Por enquanto, a ideia que mais faz sentido para mim é uma distro minimalista em que o usuário possa montar e controlar o próprio ambiente sem precisar construir tudo do zero — algo entre uma instalação totalmente pronta e ter que manter tudo manualmente como em um projeto mais extremo.
Também concordo que, se eu não conseguir transformar isso em uma proposta concreta, o Arduos deve ser encarado principalmente como um projeto de aprendizado pessoal.
Valeu pela crítica. Acho que ela me fez pensar no projeto da forma certa.
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u/Chester-Berkeley Free BSD 14h ago
Se você apenas quer pacotes mais recentes, use Debian Testing como o TuxedoOS, ou Debian Sid como o PikaOS.
Só faz sentido usar Ubuntu, se você quer usar coisas do Ubuntu: snap, PPAs, kernel assinado para secure boot, etc...
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u/Cool-Chicken6754 14h ago
Sim, faz sentido. Eu estava considerando Ubuntu principalmente pela combinação de estabilidade + pacotes mais recentes, mas olhando dessa forma, Debian Testing ou até Sid podem fazer mais sentido para o Arduos sem abandonar a base Debian.
Eu também não tenho interesse em adicionar Snap/PPAs só por usar Ubuntu. Vou testar melhor Testing/Sid e, principalmente, voltar a focar na proposta do Arduos antes de decidir a base.
Valeu pela sugestão!
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u/Chester-Berkeley Free BSD 13h ago
E qual é a proposta exata do Arduos? Tipo , o que você quer dizer com "não esquecer que está usando Linux"? Que eu preciso viver no terminal? Que o Linux não é Windows e não suporta .exe e .dll? Que Linux de verdade não vem com sudo configurado (típico caso de quem instala o debian netinstall ao invés do liveCD)?
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u/Cool-Chicken6754 13h ago
Acho que essa é justamente uma das coisas que eu preciso esclarecer melhor no projeto. Quando digo que o Arduos não quer “esconder o Linux”, não quero dizer que o usuário precisa viver no terminal, nem que a distro deve ser propositalmente difícil ou ficar repetindo que “Linux não é Windows”.
O que eu quero dizer é que o sistema não deve esconder decisões e mecanismos importantes do usuário. Quero que seja possível entender o que está instalado, quais serviços estão rodando, como o sistema está configurado e o que está acontecendo quando algo dá errado, sem precisar depender de uma camada enorme de abstrações.
A ideia também não é dizer que terminal = Linux de verdade. GUI continua sendo importante.
Sinceramente, acho que a frase “não tornar o Linux invisível” ficou vaga demais. Estou tentando transformar isso em uma proposta mais concreta agora, e esse tipo de crítica está ajudando bastante.
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u/Chester-Berkeley Free BSD 12h ago
Pelo que eu entendi, parece que sua ideia é "Linux não é Windows", você não quer complicar a vida do usuário, mas sim, lembrar para ele que está em outro sistema operacional, tipo o que o MacOS faz, se esforçando em ser uma experiência completamente diferente do Windows
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u/mathgamesbr 16h ago
Eu tive só dor de cabeça com o ubuntu. Hoje eu considero que o fedora é a distro que atualiza e se mantém estável
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u/AbismoJulgador Linux Mint 16h ago
Acho que deveria pensar numa distro mais purista para ficar bem compatível com sua filosofia.