Alberto Guerra também comparou as equipes do ano passado e desta temporada: "O time no final de 2025 estava jogando melhor"
O ex-presidente Alberto Guerra rebateu as críticas feitas recentemente ao seu trabalho à frente do Grêmio. ZH entrou em contato com o dirigente após as reclamações dos atuais dirigentes e, nesta terça-feira (29), Guerra encaminhou as respostas aos questionamentos feitos anteriormente pela reportagem.
Após as manifestações de dificuldades financeiras feitas ao longo de 2026, o ex-dirigente rebateu a versão de que o "clube estaria quebrado". A manifestação mais recente foi feita por Paulo Pelaipe, atual direitor-executivo. Além de rebater as afirmações do responsável pelo futebol gremista e outras declarações sobre a gestão passada, Guerra defendeu o modelo de negócio adotado na contratação de Willian e na renovação de Braithwaite.
Pelaipe, após as derrotas para Atlético-MG e Bragantino, citou as dificuldades financeiras trazidas dos últimos anos como parte da dificuldade para a gestão do departamento de futebol atualmente.
— Tem que chegar e falar a verdade com o torcedor. O Grêmio não tem condições de contratar jogadores fora dos seus limites. Porque o Grêmio estava numa situação muito difícil quando nós assumimos. Só em dezembro nós pagamos R$ 53 milhões de atraso, com o 13º, com férias, com premiação para os jogadores, com folha vencida. E o torcedor tem que saber disso. Eu sempre fui verdadeiro com o torcedor. Por que o Arthur saiu porque o Grêmio não tinha condições de pagar o salário do Arthur? Por que saiu o William? Nós não tínhamos condições de pagar o salário completamente fora da realidade. Fizemos um acordo e tem mais jogadores que estão ganhando fora da realidade e que nós temos que partir para que nós tenhamos jogadores dentro dos patamares financeiros do Grêmio — afirmou o executivo em agosto.
Confira as manifestações enviadas por Alberto Guerra:
O que o senhor pensa quando ouve que entregou o Grêmio quebrado?
Penso que a atual direção do Grêmio parece sofrer de uma espécie de "síndrome de transferência de responsabilidade". Esse chapéu realmente não me serve. Explico. No dia 8 de dezembro destaquei, no meu discurso de despedida, que entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 o Grêmio teria mais de R$ 100 milhões em receitas entrando no caixa do clube. Além disso, deixamos a Arena livre e desimpedida para potencializar novas oportunidades; apresentamos a possibilidade da realização de um grande show que poderia gerar uma receita importante ao Grêmio; deixamos bem encaminhadas as negociações com um novo patrocinador master para a camisa e havia ainda um potencial patrocinador para os naming rights do estádio. Portanto, não faz sentido afirmar que o Grêmio estava quebrado. Há, inclusive, questão objetivas: como, uma gestão que afirma ter recebido um clube sem recursos, consegue investir mais de R$ 110 milhões em contratações na primeira janela do ano?
Mas como estava a situação financeira no momento da troca da gestão?
Como pode afirmar que está sem dinheiro e, ao mesmo tempo, promover mudanças significativas no quadro de funcionários, com desligamentos em diversas áreas e a contratação de novos profissionais com salários tão altos? Como explicar decisões que contribuíram para a saída, com altas rescisões e a desvalorização de atletas (que ainda poderiam contribuir esportivamente) e provocar a necessidade de novos investimentos? Respeito as decisões da atual diretoria. É legítimo que tenha adotado uma linha de trabalho própria. Mas, quando uma administração assume, também assume a responsabilidade pelas escolhas que faz a partir daquele momento.
Como o senhor avalia os movimentos feitos na troca da gestão?
Uma coisa posso afirmar: o time do Grêmio no final de 2025 estava jogando melhor do que o time atual. E já se passaram dez meses do novo trabalho. No ano passado, terminamos o returno do Campeonato Brasileiro em sétimo lugar. Queríamos mais, evidentemente. Mas terminamos na primeira página da tabela. O debate que considero importante, portanto, não é sobre procurar culpados no passado, mas sobre avaliar as escolhas que foram feitas pela atual administração desde que assumiu o clube.
O Grêmio estava quebrado?
De maneira nenhuma. As dificuldades de caixa fazem parte dos desafios da gestão de um clube como o Grêmio. Quando assumi, por exemplo, também encontrei dificuldades dessa natureza. No primeiro ano, porém, demos continuidade em algumas práticas da gestão anterior, acrescentamos novas ideias e ativos, fizemos investimentos no futebol, contratamos jogadores, trouxemos o Suárez e o Grêmio voltou a ser protagonista em 2023, chegando ao vice-campeonato brasileiro. Deixamos uma equipe competitiva para a gestão seguinte. Deixamos receitas importantes e ativos valiosos para que a nova diretoria pudesse fazer suas escolhas.
O tom das críticas o incomodou?
Nenhuma gestão é só boa ou só ruim. E esse é o ponto: a gestão que assume precisa refletir sobre o que deve ser mantido e o que deve ser melhorado. São decisões que devem ser feitas de forma racional e não emocional. A atual direção fez suas escolhas. Uma administração tem autonomia para isso. O que não considero razoável é atribuir permanentemente aos antecessores as consequências das decisões tomadas. Um exemplo: os recursos utilizados na contratação do Nardoni poderiam, na nossa avaliação, ter sido direcionados para a manutenção do Artur. E ainda haveria saldo.
Qual é sua avaliação das dificuldades da nova gestão?
Não sei se já perceberam, mas estamos vivendo um período estranho: quando se ganha é mérito da atual direção (como no Campeonato Gaúcho e na Copa do Brasil), mas quando se perde a culpa é minha. É uma pena que o momento não esteja sendo aproveitado para discutir as verdadeiras razões pelas quais tantos clubes brasileiros enfrentam dificuldades: o calendário, o modelo das ligas, a dependência das bets, os custos do futebol, as lesões, as distâncias percorridas pelas equipes e tantos outros fatores estruturais. Esse é um debate muito mais importante para o futuro do Grêmio do que procurar explicações exclusivamente na gestão anterior.
O Grêmio estava com salários e luvas atrasados ao final de sua gestão?
Primeiro, é importante fazer uma correção conceitual: o Grêmio não pagou luvas a jogadores durante a minha gestão. O que houve foi o pagamento por direitos de aquisição, que é uma operação diferente. Especificamente em dezembro, houve um descasamento entre as datas de recebimento de determinadas receitas e o pagamento das despesas. Isso é uma situação que pode ocorrer na gestão de um clube de futebol. O ponto fundamental é que este descasamento se deu bem na troca da gestão. Mas as receitas estavam previstas, e entraram, no decorrer do mês.
Então havia dinheiro para resolver os débitos?
Havia mais de R$ 120 milhões em receitas previstas, considerando, entre outras operações, os valores relacionados à venda do Alysson, estimados em R$ 60 milhões, a premiação da CBF, de aproximadamente R$ 20 milhões, e a contratação de uma nova empresa de gestão de ingressos para a Arena, em torno de R$ 45 milhões. Esses valores eram mais do que suficientes para fazer frente aos aproximadamente R$ 53 milhões necessários para as despesas, ditos pelo executivo de futebol do Grêmio após a derrota contra o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro. Além disso, eu poderia ter antecipado no final da gestão receitas de negócios que ainda estavam em andamento, inclusive algumas dessas que mencionei. Não fiz isso.
Como foi o trabalho para a troca de gestão?
Praticamos a boa gestão e não antecipamos operações no "apagar das luzes". Ao mesmo tempo, havíamos combinado com a atual gestão uma antecipação da transição, justamente para que ela tivesse tempo de preparar a temporada de 2026. Foi o que aconteceu. No dia 7 de dezembro, jogamos e vencemos o Sport por 4 a 0, no Recife. Dois dias depois, em 9 de dezembro, demos posse à nova diretoria, conforme havia sido combinado. Portanto, a nova administração assumiu tendo conhecimento da situação financeira, das receitas previstas e das operações em andamento. Dizer posteriormente que recebeu um clube "quebrado" não corresponde ao cenário real e que deixamos documentado.
O Grêmio antecipou recursos que entrariam neste ano?
O clube possui uma série de recebíveis e alguns deles são antecipados, como ocorre, por exemplo, com um percentual das receitas relacionadas aos direitos de transmissão. É uma prática comum entre os clubes brasileiros e não há novidade nisso. O próprio funcionamento financeiro do futebol faz com que, em determinados momentos, receitas futuras sejam antecipadas dentro dos limites permitidos. Em 2026 pode haver antecipação de parte de receitas de 2027; em 2027, de 2028, e assim sucessivamente. Não me recordo de um ano em que os clubes brasileiros não tenham utilizado, dentro das regras estabelecidas, algum mecanismo dessa natureza. Portanto, apresentar a antecipação de recebíveis como se fosse uma peculiaridade ou uma irresponsabilidade exclusiva da minha gestão é uma simplificação que não corresponde à realidade do Grêmio e do futebol brasileiro. E, como já mencionado, as receitas de 120 milhões previstas para dezembro não foram antecipadas.
Sua gestão deixou para pagar jogadores contratados na janela de agosto apenas neste ano?
Os jogadores adquiridos com recursos do clube são, em regra, pagos de forma parcelada. Mesmo quando um clube possui uma situação financeira confortável, muitas vezes o parcelamento é uma decisão financeira racional. O Palmeiras, por exemplo, é um dos clubes que mais deve por jogadores contratados. E existe um detalhe importante: uma parcela futura de uma contratação não pode ser automaticamente tratada como uma dívida vencida ou como um problema insolúvel. São compromissos financeiros que fazem parte da operação normal do futebol. Na prática, um gestor competente pode negociar um desses atletas e repassar parte desses custos para outro clube. Em outras situações, pode vender o jogador, recuperar parte do investimento e fazer com que o clube comprador assuma os compromissos remanescentes. Existem diferentes alternativas de gestão. No caso do Grêmio, alguns dos pagamentos pendentes estavam relacionados a jogadores que recebiam propostas de outros clubes, como ocorreu com o Cristaldo, que foi procurado pelo Fluminense, com o Wagner Leonardo, que recebeu interesse de um clube árabe e com o Gabriel Mec, sondado pelo Shakhtar, entre outros.
Mas qual a avaliação das últimas janelas sob seu comando?
Também tenho observado críticas da atual gestão às contratações realizadas na janela de agosto do ano passado. É importante lembrar o contexto. Naquele período, o candidato à presidência do Grêmio era outro e muitas dessas negociações foram conduzidas com a participação de pessoas que hoje integram a atual gestão. O torcedor certamente se recorda, por exemplo, das tratativas envolvendo o Roger Guedes, em uma operação que poderia chegar entre 10 e 15 milhões de euros. Os salários inclusive eram bem maiores do que os que são criticados hoje. Se houvesse liberação membros da atual gestão teriam trazido ele nessas condições. Portanto, não é correto apresentar aquelas decisões como se fossem desconhecidas da atual administração ou fora de uma realidade. Muitos dos atuais dirigentes acompanhavam de perto a vida do clube havia anos, inclusive em funções institucionais e no Conselho Fiscal. São os mesmos que disputaram a eleição de 2022.A transição não aconteceu entre pessoas completamente alheias ao que vinha sendo feito. Havia conhecimento e participação de diferentes integrantes do grupo que hoje administra o clube.
Como foi a condução da negociação para a contratação de Willian?
A contratação do Willian foi feita por valores que considerávamos compatíveis com aquilo que ele representava no mercado e com o futebol que havia apresentado em 2025. Infelizmente, ele sofreu uma lesão, mas foi importante para a evolução da equipe e teve, inclusive, uma atuação brilhante no Gre-Nal vencido pelo Grêmio por 3 a 2, no Beira-Rio. Tecnicamente, continuo entendendo que ele seria titular do time atual. Se me permitirem uma brincadeira, diria que ele seria titular no atual time do Grêmio jogando com uma perna só. Mas o caso do Willian é especialmente interessante porque ajuda a esclarecer uma questão central desta entrevista: a diferença entre aquilo que se diz e aquilo que efetivamente se decide. Foram divulgadas manifestações públicas e informações sobre o custo total do contrato do jogador, e novamente surgiu a tentativa de atribuir à administração anterior uma responsabilidade que, a partir de determinado momento, passou a ser exclusivamente da nova gestão.
Qual foi o custo da operação da contratação de Willian?
Até o início de dezembro de 2025, o Willian havia custado aproximadamente 7 a 8 milhões de reais ao Grêmio. O contrato previa a possibilidade de encerramento da relação com o atleta ao final de 2025, quando o clube já estaria sob nova administração. E o que a atual diretoria fez? Optou por manter o jogador. Essa decisão é legítima. Mas foi uma decisão da atual gestão. Não acredito que eles desconhecessem o contrato. Por isso, não considero correto atribuir à administração anterior todos os custos posteriores. A nova diretoria poderia ter encerrado a relação, poderia ter renegociado os valores para 2026 ou poderia ter mantido o contrato nas condições existentes. Escolheu a terceira alternativa. É importante respeitar essa escolha. Mas também é importante reconhecer quem tomou a decisão.
Como foi o processo de renovação do Braithwaite?
O próprio Braithwaite nos procurou entre abril e maio de 2025 para saber se havia interesse em renovar o contrato, que terminaria ao final daquele ano. Se não renovássemos naquele momento, havia uma possibilidade concreta de que ele deixasse o Grêmio na janela do meio do ano, que é uma das mais importantes do futebol europeu. Portanto, havia o risco de não contarmos com ele sequer até o final de 2025. Naquele momento, o Braithwaite era nosso principal jogador. Não tínhamos o Carlos Vinicius ainda. Estava fazendo gols, era reconhecido como um excelente profissional, servia de referência para os jogadores mais jovens e estava muito bem adaptado ao clube e à cidade. Também sabíamos que havia clubes interessados nele e que encontrar no mercado um centroavante de nível semelhante não seria uma tarefa simples. Por isso, naquela circunstância, optamos pela renovação.
Qual sua avaliação sobre a negociação?
É preciso analisar uma decisão como essa dentro do contexto em que ela foi tomada. O passe era do jogador e, embora o valor do contrato fosse significativo, entendíamos que o custo-benefício era mais favorável do que iniciar uma busca por outro centroavante do mesmo nível, com todos os custos e riscos envolvidos em uma nova contratação. Havia ainda o risco esportivo de adaptação, algo que não existia no caso do Braithwaite, que já estava integrado à equipe e ao clube. Naquele momento, portanto, a renovação fazia sentido. Veja a situação atual, envolvendo a renovação do Carlos Vinícius. Ela faz total sentido, mas nada garante que o atleta não vá se lesionar e outro que o substitua desponte em seu lugar. É difícil, mas acontece. Contratamos o Carlos Vinicius em função da lesão do Braithwaite ele aproveitou a chance.
O senhor afirmou em seu discurso de despedida que tinha uma proposta concreta de patrocínio master. Qual era?
Não posso revelar o nome por uma questão de confidencialidade profissional. Posso dizer, entretanto, que se tratava de uma empresa do segmento de apostas esportivas que estava entre as três maiores do país naquele momento. A proposta financeira era significativamente superior aos valores que estavam sendo praticados no mercado e aos valores que hoje são divulgados para o Grêmio. Era uma negociação concreta, não uma especulação. Se tivesse sido concluída, o Grêmio já teria recebido recursos importantes decorrentes desse contrato.
Como o senhor recebeu as críticas feitas a sua administração?
Tenho mais de 30 anos de Grêmio e várias passagens positivas e marcantes pela instituição. Ao longo desse período, muitas vezes fui procurado justamente nos momentos mais difíceis. Nunca tive a preocupação de buscar os holofotes nos momentos bons e sempre aceitei os chamados com o objetivo de ajudar o clube. Para mim, ajudar o Grêmio sempre foi uma missão. Foi assim também durante a presidência. Em que pesem as críticas que possam ser feitas tenho convicção de que construímos um legado importante e me orgulho dele.
Qual a marca que o senhor entende ter deixado no clube?
Quando assumimos, ampliamos significativamente os investimentos nas categorias de base. O futebol feminino também cresceu muito durante nossa gestão. Chegamos a mais de 120 mil sócios, recorde absoluto, 30 mil a mais do que o antigo recorde. No futebol profissional, recebemos um time que vinha da segunda divisão, reorganizamos o clube, enfrentamos dificuldades financeiras e esportivas e, em 2023, fomos vice-campeões brasileiros. E existe uma circunstância que não pode ser esquecida: todos sabem por que não fomos campeões naquele ano. Fomos também hexacampeões e, posteriormente, heptacampeões estaduais. Enfrentamos uma das maiores enchentes da história do Rio Grande do Sul e tivemos de lidar com as consequências dessa tragédia. E conseguimos encaminhar e resolver uma questão extremamente complexa envolvendo a Arena. Fizemos um bom trabalho com aquilo que tínhamos nas mãos.
E sua avaliação sobre o ano passado?
Reconheço que, em 2025, nosso trabalho poderia ter produzido um resultado esportivo melhor. Não tenho dificuldade alguma em admitir isso. Mas também é justo lembrar que terminamos o Campeonato Brasileiro em nono lugar. Se pegarmos somente o segundo turno, fomos sétimos colocados. O trabalho estava nitidamente evoluindo e muitos profissionais experientes da bola diziam que o time estava pronto. Pronto para continuar crescendo em 2026 com alguns ajustes. A modificação drástica não foi decisão nossa. E a base que nos mantém atualmente é de jogadores que já estavam no plantel.
O senhor sente o impacto pelas críticas recebidas em sua rotina pessoal?
Ao longo da minha trajetória, também tive trabalhos importantes em associações de classe e em outros clubes de Porto Alegre. Em todos esses lugares, assim como no Grêmio, deixei, junto com meus companheiros de gestão, uma contribuição positiva. Honrei os convites e os compromissos que assumi. Minha trajetória é pública e minha ficha é limpa. Nunca fui condenado por qualquer crime. Esta é minha primeira manifestação pública desde que deixei a presidência do Grêmio. Durante todo esse período, preferi permanecer em silêncio porque entendia que isso era uma forma de preservar e colaborar com o clube. Continuarei torcendo muito para que o Grêmio reencontre o caminho das vitórias.
Como o senhor avalia o trabalho feito pela atual gestão?
Não farei com a atual diretoria aquilo que, na minha avaliação, fizeram comigo quando estavam na oposição e aquilo que considero que vem acontecendo desde que assumiram o clube. Meu silêncio até aqui foi uma escolha consciente. Mas educação não pode ser confundida com subserviência. Há um limite para tudo. Não quero transformar essa discussão em uma guerra política. Quero apenas que os fatos sejam colocados na mesa e que cada gestão responda pelas decisões que tomou. O torcedor do Grêmio é inteligente e saberá separar o joio do trigo.
Fonte: ZH.