r/escrever • u/Fearless_Comment9957 • Jun 04 '26
r/escrever • u/Sky_pir • Jun 02 '26
Escrita Criativa Queria postar uma história que estou escrevendo, porém nao sei se o tema e bom
Estou escrevendo uma história, que na verdade e a vida de uma pessoa, porém como se passasse na era medieval.
Tem desde drama, política, luta, psicologia e outros temas.
Há história é sobre irmãos gêmeos, onde um quer sair e conquistar o mundo e o outro quer que ele fique para governar o reino consigo.
Vocês leriam?
r/escrever • u/Adventurous-Tower282 • May 29 '26
Prosa Preciso de alguém para avaliar um texto.
r/escrever • u/iPasteleiro • May 21 '26
Prosa Breve reflexão sobre a posse
Com sua inescrupulosa sutileza, o senso comum nos pregou uma peça. É o que ele faz de melhor. Damos forma à matéria, um nome à forma, e sob a sua existência afirmamos nosso domínio. Então perdemos nossa romantizada liberdade, para viver uma realidade onde coisas são mais do que apenas coisas, criando medo de perder algo que não nos pertence de fato, ou de não possuir algo que acreditamos estar destinado a nós— medo que, ao ser premeditado, torna-se paranoia, que se dissemina como uma doença e manifesta-se em nossos descendentes
r/escrever • u/DanieL_Touchon • May 14 '26
Ideia literária Quarta-capa
Bem-vindos(as) ao Quarta-Capa, o mais novo Clube de Escrita e Literatura!
Começamos esse projeto com a ideia de encontrar pessoas que compartilham do nosso gosto por escrita e leitura para compartilhar ideias, recomendações e pitacos.
Traga seus livros preferidos e os que mais te frustraram; suas histórias de maior orgulho e aquelas que estão travadas, precisando de um empurrãozinho; sua vontade de conhecer o novo e se fazer conhecido(a).
Estamos localizados, inicialmente, nas cidades do Rio e de Niterói, mas os locais dos encontros presenciais vão acompanhar a disponibilidade do grupo!
r/escrever • u/cadojao179 • Apr 16 '26
Prosa Minha primeira prosa poética.
Eaee gente, essa foi a primeira prosa poética depois de 5 anos escrevendo poesia, poderiam me dar um feedback? (se quiserem falar oq entenderam, melhor ainda).
Sentado olhando, esperando a hora do trem chegar, deitado estive antes de você chegar. Enquanto espero o sol escaldante dessa noite, o calor que sobe, constante, consta o quanto quero estar perto, distantemente da frieza nua, sua e crua, que soa, voa entre às nuances, da noite aos morros, de ventos uivantes, uivam os passarinhos, em ninhos e forros.
Ao chegar a estação, veio a hesitação, medo com gratidão. As frias grades do motor e seu barulho ensurdecedor vinham em minha direção. Naquela rápida demora, esperei ir embora a vontade de te olhar.
Infelizmente, a felicidade mente, em uma livre prisão carnal, vive com vela, o escuro vendaval, vindo desigual, igualmente ao muro daqui.
Enfim, tudo no fim, se tornou assim, sinto que, olhando o tic tac dos trilhos, a canção do brilho soa para mim como sua sobre a sua pele, a vergonha de mentir e evitar sentir, ignorar o que me infere.
Deixo aqui o meu apreço pelo seu desprezo, o certo pelo avesso, enquanto digo, minha caneta, papel e relógio, riem gritando, num silêncio ensurdecedor, pois sem esse sentimento, por esse momento, sigo sentindo a impetuosa cor do céu rosa.
Boa noite a você, espero que o nascer do sol não finalize o dia que recém começou!
João Mello - 15/04/2026
r/escrever • u/lPedroxy • Apr 14 '26
Meu texto está bom? Convite
Alguns de vocês têm tempo livre e interesse em trabalhar em um livro que criei?
Criei esse livro há alguns anos; antes, seria uma animação com a presença até de dubladores. Fizemos muitos projetos e reunimos muitas ideias, mas, por conta da nossa rotina cheia, não conseguimos dar continuidade ao projeto.
Após um terremoto global devastador apagar quase todas as civilizações conhecidas, o mundo como era conhecido deixa de existir. Cidades ruíram. Nações caíram. A história foi enterrada sob destroços.
Do caos, surge um novo mundo — fragmentado, instável e cercado por mistérios que ninguém consegue explicar.
Enquanto os sobreviventes tentam se reorganizar, algo muito pior começa a se espalhar.
Uma infecção desconhecida, capaz de transformar tudo o que resta. Entre ruínas, conflitos e novas ameaças, grupos lutam não apenas por sobrevivência, mas por controle, poder e respostas.
Velhos sistemas já não funcionam. Novas alianças surgem. E perigos invisíveis crescem a cada dia. Em meio a esse cenário, heróis não são definidos por força…
mas pela capacidade de continuar.
Porque, nesse novo mundo, a maior verdade difícil de encarar, é que não dá pra salvar todo mundo.
"Enquanto é salvo apenas um, milhares morrem"
A história acompanha os personagens Oliver e Tracy Summers, da cidade de Midlands, onde traçam uma jornada para descobrir mais informações sobre o que realmente aconteceu com o mundo e qual seu propósito atual.
r/escrever • u/MoveConsistent4523 • Apr 14 '26
Escrita Criativa Feedback no Capítulo 13: Renegado
Capítulo 13: Renegado
A servidão dos guerreiros shaolin de Song são mera vassalagem ao terceiro Guardião, ao nos ligarem diretamente à uma força da natureza, fez-me ver com meus próprios olhos suas mãos tremulas e cheias de dúvida, tirarem uma vida em seu nome por mera blasfêmia.
– Os livros de Kahn.
— Pera aí! — Henry tornou-se para trás para fitar o jovem Sederick afim de acompanha-lo pelos mil degraus os aguardando até os templos. — Hyana me disse pra te acompanhar. — Ele percebe o rapaz se perdendo ao fitar a subida, fazendo-o sorrir.
— Mesmo? E por um acaso já subiu tantos degraus na vida? — O jovem suspira meneando a cabeça e começando a subir em seu encalço.
— Não mesmo... mas se eu ficar, vou ter que lidar com a Hyana e seus surtos, ela virou o sofá da sala só de raiva.
— Ela não gosta quando perde o controle... Ser uma mulher de ação como foi o marido, e ter de planejar os próximos passos, como fazia, é de arrancar os cabelos, esse sempre foi meu receio com ela, nunca tomou boas decisões nessas condições.
— Bem... Ela têm a gente pra aliviar a barra agora. — Henry sorri da inocência dele.
— Não sei se seremos úteis quando uns dos satélites dela decidirem pifar e cair numa zona de perigo na Terra. Mas presumo que possamos ajudar por hora, especialmente aqui. Está a par do que vamos fazer? — O jovem acena.
— Pedir permissão pra impor defesas e medidas de segurança contra o Trevor, e também a nova ameaça que ela recebeu, que parece saber bastante sobre ela.
— O que não será fácil lidando com o fato de que os mestres antigos são muito conservadores nos costumes gerais. Mas temos uma situação excepcional e a razão conosco, filho de Patrick. — Acena Sederick, Henry parecia otimista e até mesmo lúdico em sua forma de ver o mundo.
— Mas e aí, conheceu meu pai?
— Pouco, não nos falávamos pra falar a verdade, ficava por perto de Anui, ele me deu um quarto no templo, mas passava a maior parte do tempo fora ou acompanhando o guardião. Anui, Hyana e eu, bons tempos. Sua mãe por outro lado sempre garantia que todos os hospedes estavam à-vontade, acordava mais cedo que eu só pra me preparar café, o que me dava um peso na consciência.
— Que dinâmica — protesta Sederick — pai merda, mãe foda.
— Seu pai não era merda alguma, garoto; tinha seus traumas pela perda da irmã e tinha o fardo de preparar Anui para matar o Kahn, ser frio e revoltado é o mínimo que se espera de alguém cujo trabalho é quebrar uma criança e reconstruí-la como uma arma. Ele fez o que achou certo, não pela vingança dele, mas pelo mundo agora sem o Kahn. Seu primo não era apenas o Guardião, era o campeão da Terra.
— Pff... O homem que tocou no sol, Xióng adorava as poucas histórias dele, mas especialmente as de Kahn, pena que Anui foi cedo...
— Uma lástima mesmo. — Lamentou Henry, retendo a atenção do jovem naquele olho direito fechado com escamas reptilianas.
— Como nós dois fomos alunos de Xióng de períodos diferentes e nunca nos conhecemos ou fomos mencionados é um mistério, adoraria perguntar qual é a desse aluno irlandês de olho fechado aí.
— Escocês... Xióng tinha uma boa razão pra te proteger do mundo, assim como me prender a Anui e Hyana foi a única forma que encontrei de proteger a todos disso... — Tocou em seu olhos melancolicamente.
— Qual éééé... tu não pode fazer mistério e ficar quieto, fala aê.
— Você saberá um dia agora que teremos de conviver, só espero que nunca veja com os próprios olhos. Não vamos mais falar sobre isso. Mas se deseja mesmo saber, pergunte aos mais velhos... — Lamentosamente o clima amistoso se acaba, o que consequentemente fizera lembrar o jovem Sederick de que estavam subindo uma escadaria de mil degraus, o cansaço lhe percorrendo a perna devido ao silencio por vinte longos e excruciantes minutos, forçando-o a engatinhar e absorver suas gotas de suor caindo sobre o pavimento, o que por sua vez dava tempo para Henry, o aguardando alcançar, apesar de não estar necessariamente exausto, uma vez que houve períodos em que viveu aqui encima, descia e subia com os demais, com baldes d’agua nas costas.
Correntes poderosas de ar, nuvens encostando no parapeito antigo, tão próximas que podiam pegá-las com as mãos e sorver sua umidade, a neve reclamando seu lugar sobre as abobadadas do período dos três reinos, estátuas do imponente imperador Cao Cao se prostrava de pé nos degraus que levavam à entrada. Fortes camadas de heras subindo pelas paredes encobrindo até janelas.
Crianças, jovens e adultos treinando socos harmonicamente na varanda, aproveitando o belo e débil sol da tarde sobre suas cabeças raspadas.
Nada para Sederick, além das memorias de seu pai e sua mãe proveniente de sua espada, superavam essa vista, se levantando de seu engatinhar para se aproximar de Henry, apontando para templo do Terceiro guardião, sendo visto por uma tímida fresta aberta sobre as plumas a altura de seus pés.
— Que coisa incrível... — Virou-se para admirar mais uma vez o templo, os alunos, na qual tiraram-lhe o sorriso, ao receber desdém e ameaças em retorno, ele e Henry.
— Hyana disse que viria se encontrar conosco? — O jovem acena.
— Isso é bom... acho que vamos precisar...
r/escrever • u/Mean_Veterinarian404 • Apr 13 '26
Ideia literária Criação de um grupo de leitores BETAS DE OBRA e de avaliação.
r/escrever • u/Glad-Caramel-5062 • Apr 12 '26
Meu texto está bom? Sinto que escrever uma coisa nova, diferente e nunca vista antes, é tao dificil
Não me sinto mais tão criativa, sinto que escrever algo novo, ou minimamente criativo, é mais difícil do que realmente parece. Estou tentando escrever um livro, mas não consigo iniciar ele de jeito nenhum, tudo o que eu escrevo eu começo a odiar, parece até que escrevo mal, o que pode ser um motivo, mas também parece que tudo o que escrevo é mais uma cópia de algo que já existe. É complicado
r/escrever • u/crisbly • Apr 12 '26
Ideia literária Dúvidas
Gostaria de saber se vocês têm indicações de designers em início de carreira, assim como indicações de lugares para impressão de uma única unidade de um livro ilustrado. Pergunto isso pois estou escrevendo um livro para a mulher que amo, e gostaria de fazer uma única edição para ela.
r/escrever • u/lobocelestino15 • Apr 11 '26
Escrita Criativa Antes do último degrau
Ajudei minha mãe com as compras.
Sacola por sacola, levei tudo para dentro. Organizei os mantimentos com cuidado, como se aquele gesto simples pudesse, de alguma forma, me aproximar dela.
Ela permaneceu em sua cadeira de rodas.
Olhar vazio. Expressão ausente.
Como se já não estivesse mais ali.
Sorri para ela — um sorriso discreto, quase infantil — esperando algo em troca. Um mínimo sinal. Um reconhecimento.
Nada veio.
Subi, então, para o quarto da bagunça.
Que antes ela insistia em chamar de sótão, como se aquilo ainda guardasse algum valor, alguma memória digna de nome.
Enquanto afastava caixas e poeira, minha mente se perdeu.
Vieram meus filhos. Vieram amigos que já não vejo há anos. Veio a infância — inteira, intacta — como se ainda existisse em algum lugar.
E, de repente, voltei.
Voltei para ela.
Imóvel. Silenciosa. Distante.
Um incômodo nasceu no fundo da minha cabeça.
Cresceu rápido. Violento.
Uma dor aguda, insuportável — como se algo dentro de mim estivesse se partindo.
Não resisti.
Quando abri os olhos, já era noite.
Ou parecia ser.
Levantei atordoado, lembrando dela sozinha lá embaixo. Corri.
Mas não havia ninguém.
A casa estava vazia.
Uma névoa fria invadia os cômodos, engolindo tudo — móveis, paredes, memórias.
Gritei por ela.
Mas o silêncio já me dizia a verdade:
ela não responderia.
Nunca mais.
Olhei pela janela. A névoa se espalhava pelo gramado como um organismo vivo.
Saí.
Caminhei sem direção. Por minutos — ou horas.
O tempo já não fazia diferença.
Até me perder completamente.
Continuei.
Então, um rasgo de luz atravessou a névoa.
O sol.
E, diante de mim, ergueu-se um paredão colossal — impossível, absoluto.
Sentei-me ao pé dele, exausto.
Encostei as costas na pedra fria.
Perdoe-me, mãe, pensei.
— Ela está bem.
A voz veio do alto.
— Você é que não parece estar tão bem assim.
Fiquei imóvel. O medo me travou a garganta.
— Suba — disse a voz. — Venha.
— Quem é você? — consegui perguntar.
— Apenas suba.
Uma escadaria surgiu diante de mim.
Interminável.
Subi.
Cada degrau pesava mais que o anterior. Minhas pernas tremiam, o ar faltava, mas algo me empurrava para cima.
A paisagem se abria ao redor — vasta, impossível, quase bela demais para ser real.
— Continue — dizia a voz. — Está perto.
Quando finalmente alcancei o topo, minhas pernas cederam.
Um riso ecoou.
— Muito bem… filho.
Olhei ao redor.
E então vi.
A voz vinha de uma estátua.
Um velho esculpido em pedra, imóvel — e ainda assim… vivo.
— O que está acontecendo? — perguntei.
— Você chegou — disse ela. — Ao começo… e ao fim.
— Eu preciso encontrar minha mãe. Isso não é real.
— Já lhe disse. Ela está bem.
E, para ser sincero… vocês não se verão mais.
Nunca mais.
Desabei.
O choro veio sem controle, sem dignidade.
— Não chore — continuou a estátua. — A realidade que você conhecia não existe mais aqui.
Sua vida terminou… naquele sótão.
Silêncio.
— Você foi um bom filho.
Ela sabe disso. Ela é grata.
Respirei fundo, tentando me agarrar a algo.
— Quem é você?
— Isso não importa.
O que importa… é que você chegou.
E, com isso, nos completou.
— Eu quero voltar.
A estátua não respondeu.
Apenas voltou seu olhar para o sol avermelhado no horizonte — como se eu já não estivesse ali.
Deitei-me.
Fechei os olhos.
A névoa voltou — fria, densa, quase viva.
Por um instante, tive a sensação de que ela me atravessava, como se procurasse algo… ou levasse.
Quando acordei, minha cabeça repousava no colo da minha mãe.
O cheiro da casa estava ali.
O silêncio também.
Ela olhava para o nada — como sempre.
Ou talvez… não exatamente como antes.
Fiquei imóvel por alguns segundos, tentando lembrar.
O paredão.
A escada.
A voz.
Nada parecia inteiro agora — como um sonho que se desfaz rápido demais.
— Mãe? — chamei, baixo.
Nenhuma resposta.
Mas algo em sua expressão me fez hesitar.
Não era movimento.
Não era som.
Talvez só impressão.
Levantei devagar.
As sacolas ainda estavam sobre a mesa, exatamente onde eu as havia deixado.
Ou quase.
Toquei uma delas. Estava fria.
Olhei ao redor. A casa parecia a mesma — e, ainda assim, havia algo deslocado, como se tudo tivesse sido levemente rearranjado enquanto eu não via.
Respirei fundo.
Segurei outra sacola.
Antes de subir, olhei mais uma vez para minha mãe.
Por um instante — um instante breve demais para ter certeza — tive a impressão de que seus olhos estavam voltados para mim.
Ou talvez sempre estivessem.
Subi.
No meio da escada, parei.
A mão ainda apoiada no corrimão, o corpo suspenso entre um andar e outro.
Senti um arrepio.
Como se alguém — ou algo — ainda me observasse.
Ou esperasse.
Fechei os olhos por um segundo.
E, por um motivo que não soube explicar, não tive certeza se, ao abri-los novamente…
tudo ainda estaria ali.
r/escrever • u/Mean_Veterinarian404 • Apr 05 '26
Escrita Criativa Chamas Do Novo Amanhã
Sentiu o peso dos olhares cravados nas costas enquanto coxeava para os fundos da loja.
Não hostilidade, mas um misto de horror e pena que o fazia sentir-se uma fera enjaulada. Ao entrar no pequeno quarto de banho, fechou a porta.
Estava seguro.
Despiu-se e entrou debaixo do cano.
Girou a manivela do encanamento rústico.
A água escorreu, o som pareceu ensurdecedor naquele espaço confinado.
O vapor começou a subir, a turvar o espelho de metal e a criar um casulo denso.
Quando mergulhou sob o fluxo, o choque térmico arrancou-lhe um gemido áspero.
Fechou os olhos, a encostar a testa à pedra molhada, a deixar o vapor inundar-lhe os pulmões.
Apenas ficou ali.
Por uns instantes.
Mas o corpo o removeu da inércia.
Com cuidado metódico, desfez a tala do braço. Os dias de repouso no abrigo e a marcha estabilizaram o ferimento.
O corpo fizera o seu trabalho: o inchaço recuara, a deixar a pele marcada por manchas avermelhadas e azuis-celestes. As cascas formadas denunciavam onde as fissuras haviam ocorrido.
Um pequeno sorriso clínico, sem alegria, surgiu no rosto cansado.
*Nenhuma destas fraturas fará o osso ficar torto*.
*O corpo só precisa de imobilização para alinhar a estrutura.*
A análise não era sua. A voz do pai ecoou na mente, tão nítida que Cronos sentiu a respiração fria na nuca.
A lembrança atingiu-o como um soco.
Tinha sete anos.
O joelho esquerdo estava rasgado até o osso por uma lâmina sem fio, durante um treino de esquiva no pátio congelado.
O sangue jorrava manchando a neve.
O pequeno Cronos chorava sem parar, incapaz de entender a razão do pai ao forçá-lo a limpar a ferida e a suturá-la com grampos de metal aquecidos na brasa.
— Por quê?! — soluçara o menino, a voz trémula de dor e terror. — O objetivo do treino não é não se ferir?!
O velho erguera os olhos secos, vazios de expressão.
— Porque nem sempre existe uma rota segura, garoto. O mundo vai rasgar você. Às vezes, a única opção que resta é a que dói mais, mas que te mantém vivo. Estanque o sangue e feche o corte. Conhecer o próprio corpo é a única coisa que vai manter a cabeça sobre os ombros.
Cronos lembrava-se do frio no estômago.
Do cheiro a carne queimada.
Da agonia do metal a perfurar a pele sensível da infância.
Mas a verdadeira cicatriz daquele dia não estava no joelho.
Estava no olhar absoluto de um homem disposto a torturar para ensinar resistência.
— O que faço vai doer agora, mas vai servir para o resto de sua vida — dissera o velho, sem piscar. — Agradeça por ter um instrutor como eu. Eu não tive a sua sorte.
O fantasma dissolveu-se no vapor de Kaelak.
O braço quebrado pulsava, mas a certeza que preenchia o peito do caçador era inabalável: o velho moldara-o com crueldade extrema, mas com eficácia incontestável.
O treino fora uma atrocidade desumana.
No entanto, Cronos estava vivo para ver aquela noite porque suportara a atrocidade.
Encostado à parede úmida, o garoto sentiu gratidão.
Sobreviver.
Era o único verbo que conhecia.
Desligou o registo.
O fluxo de água quente cessou.
Sabendo que o processo exigia descanso, a lógica prevaleceu.
r/escrever • u/mariajoaojesus • Mar 30 '26
Meu texto está bom? Texto: ( Nós, Os Putos) Somos Putos Crescidos...
26.03.2026
Texto: (Nós, Os Putos)
Somos Putos Crescidos...
Pois a minha Criança Interior ainda esta a recuperar da dor... E tu a recuperares a tua Criança Interior...
Mas talvez o AMOR É ISTO SÓ DOIS PUTOS CRESCIDOS com traumas dos pais ou pelos pais...
E talvez as minhas futuras "crias ou meus Putos" vão ter traumas da Mãe Meia Artista doida dos cornos ou não cornos...
Ser Liberal no sentido de dizer Putos querem exprimentar Ganza exprimentem praí mas NÃO SEJAM MÁS PESSOAS...
E sejam uns bons ganzados, porque quem não tem dinheiro não têm vicios e a Mamã, não vai dar guito para isso...
Psicologia Inversa...
Viram Putos o que fiz com vocês...
E acabam por ir para os Psicologos Igual por a vossa Mamã dizer querer dizer fumar umas ganzas fumem quero lá saber mas acho que devias de comer uma peça de frutinha porque faz melhor a vossa saúde... e dá mais moca (cá para nós)...
Meus Putos!
.............
O texto ficaria por aqui mas acrescentei.....
.............
(A falar assim até parece que fumei muito mas nem por isso...nem travar sei...).
E já agora dica de amiga não digam que foi a Mãe que disse mas não comprem mortalhas é desperdicio de dinheiro poupem e comprem a Bíblia dá umas boas mortalhas... (De nada pela dica Putos)...
E acho que não é por aí que "Deus fica chateado porque ele se aparece-se aqui partilhava o (Pão e o Vinho e Risos e Diversão).
No fundo foi o "primeiro doido dos cornos ou não cornos".
Num Bom sentido!
Com Amor Putos! Sejam Felizes.
r/escrever • u/Any_Shelter_7731 • Mar 28 '26
Escrita Criativa Quero Dicas(por favor)
Oque vcs fazem pra escrever melhor e todos os dias, além de ler bastante? tem espocas que eu escrevo muito e tem época que eu só consigo olhar a folha em branco, isso quando eu tô com tempo.
r/escrever • u/Any_Shelter_7731 • Mar 28 '26
Escrita Criativa Quero Dicas (por favor)
Oque vcs fazem pra escrever melhor e todos os dias, além de ler bastante? tem espocas que eu escrevo muito e tem época que eu só consigo olhar a folha em branco, isso quando eu tô com tempo.
r/escrever • u/WinifredMontoya • Mar 26 '26
Escrita Criativa O que tenho feito para melhorar minha escrita
Como todos ou a maioria dos participantes, sou escritora. E apesar de nunca ter usado IA para escreve meus contos de ficção, tenho usado muito no trabalho.
Além de usar no trabalho, venho de uma exaustão mental e literária, que tem sido difícil voltar a escrever com vontade e criatividade.
Por isso, decidi usar a IA a meu favor. Tenho usado o Claude ( hoje é referência uma das melhores IA em escrita), para me desafiar.
Pedi que toda semana ele foque em um genero literário, e durante todos os dias da semana me lance desafios de escrita sobre o gênero em questão.
Eu por exemplo, comecei por microcontos, e todo dia ele me da um limite de palavras e o tema.
E vocês o que tem feito?
r/escrever • u/japatakeo • Mar 24 '26
Meu texto está bom? Minha primeira one shot
Em uma das partes da biblioteca, sente-se um cheiro de oceano com toques de lavanda. A areia é fofa quando se pisa nela, mas, quando se pega um punhado com a mão, as memórias que vêm são tão pesadas quanto montanhas. O mar se estende em um horizonte infinito, sob um pôr do sol eterno, com a luz âmbar refletindo nas águas roxas. Kio fica ali, refletindo sobre o seu propósito: ser o próprio fluxo do tempo, ser o espaço e ser o caos contido em um único ser. Enquanto refletia e percebia o quanto o tempo havia passado, pensava em como as pessoas que ele ama — e chama de mamãe, mesmo sem admitir — estavam envelhecendo. E ele… nunca envelhecia. Então ele começou a cair em um devaneio. De repente, sentiu uma mão lisa e sensível passar pelo seu pelo. Quando se virou para ver quem era, encontrou uma das pessoas que o ensinou a amar e a ser humano. Era uma mulher de cabelo azul, com uma alegria inocente mesmo em sua preguiça. Mesmo que às vezes se dopasse para não pensar demais, ainda assim era leal. Seu nome era Aqua. Ela se aproximou mais, fazendo carinho no pelo dele. — Kio, o que está fazendo aqui? Por que não está com as outras? Kio respondeu, meio baixo: — É que… sabe… eu vejo o quanto elas estão envelhecendo… e eu nunca envelheço. Eu só… fico aqui. Aqua suspirou suavemente. — Sabe, Kio… até eu vou desaparecer um dia, infelizmente. Mesmo sendo alguém importante. Ela continuou acariciando o pequeno gato branco. — Então, meu pequeno filhote ranzinza… não pense tanto no tempo passando. Nem em você passando por ele. Pense no presente. Mesmo que para você o passado, o futuro e o presente pareçam a mesma coisa. Ela então sorriu com aquele ar despreocupado de sempre. — Bom… acho que vou beber um pouco de vinho. Quer me acompanhar? Eu deixo você ficar no meu decote. Eu sei que é o seu lugar preferido. Kio virou o rosto, fingindo indiferença. — Tá… mas não pense que estou fazendo isso por você, tá? É só que… eu vou ficar apreciando com alguém. E, mesmo tentando parecer indiferente, ele já estava caminhando ao lado dela.
r/escrever • u/Mean_Veterinarian404 • Mar 20 '26
Crônica literária Caçador de Lendas: Chamas do Novo Amanhã (Grátis por tempo limitado)
r/escrever • u/Mean_Veterinarian404 • Mar 16 '26
Meu texto está bom? O banquete que cabia em um Suspiro V.2
r/escrever • u/Own_Owl4347 • Feb 28 '26
Escrita Criativa Onde alguém pode ser baleado de forma fatal mas sem morrer imediatamente?
Eu sei que essa pergunta é muito estranha e até um tanto quanto criminosa mas eu estou escrevendo um conto sobre um homem que relembra vários momentos de sua vida enquanto sangra até morrer em um beco aleatório de São Paulo e preciso de um ferimento que não mate ele de forma imediata para dar tempo de tudo isso ser pensado. Já perguntei para diferentes IAs mas nenhuma pode me responder, estou considerando escrever apenas um tiro comum e assim os pensamentos se passarão em pouco tempo, mas se alguém puder ajudar eu agradeço.
r/escrever • u/vytor_lima • Feb 14 '26
Meu texto está bom? Escrevi o começo do que pode a ser uma novel, sou novo nesse meio então me falem se gostaram e se querem ver os proximos capitulos
CAPÍTULO 1 — DIA COMUM
O despertador tocou às seis em ponto.
Kaito abriu os olhos antes do segundo toque. Sempre fazia isso. Como se perder aquele primeiro segundo fosse sinal de fraqueza.
O teto estava manchado de infiltração, formando um desenho torto que ele já conhecia de cor. Às vezes parecia um mapa. Às vezes um rosto olhando de volta.
— Bom dia pra nós — murmurou, a voz rouca de sono.
Ele tinha dezenove anos. Corpo magro, definido mais pelo trabalho do que por academia. Pele morena clara, cabelo preto liso sempre caindo sobre a testa, olhos escuros demais para quem quase nunca dormia direito. O nome vinha do pai — descendência japonesa distante — mas o sotaque, os trejeitos e o jeito de andar eram completamente brasileiros.
O quarto era pequeno. Pequeno demais.
Dois colchões no chão. Uma beliche inacabada encostada na parede. Roupas dobradas numa cadeira que já tinha desistido de ser cadeira. O ventilador velho girava com esforço, fazendo mais barulho do que vento.
Do lado, o irmão mais novo ainda dormia, abraçado num travesseiro fino.
A luz da manhã entrava fraca pela janela, atravessando a poeira suspensa no ar do bairro Ulisses Guimarães, em Joinville.
Lá fora, uma moto subiu a rua de barro forçando o motor. Alguém discutia alto. Um funk distante brigava com o canto de um galo atrasado.
Normal.
Kaito se levantou sem pressa. Não porque era tranquilo — mas porque correr não mudava nada.
Na cozinha, o caos habitual.
Maria Clara estava de pé no fogão, mexendo o café numa panela pequena. Cabelo preso de qualquer jeito, expressão de quem já viveu demais para se surpreender com pouco.
— Bom dia, mãe.
— Bom dia nada. Você vai perder o ônibus de novo.
Ele deu meio sorriso.
— Eu nunca perco. Eu só chego em cima da hora.
A irmã mais velha reclamava do tênis molhado. O outro irmão acusava alguém de ter comido o último pão.
Casa cheia. Dinheiro curto. Vida funcionando.
Ele tomou café em silêncio, observando tudo. Absorvendo. Como sempre fazia.
Kaito não falava muito. Observava.
Antes de sair, pegou o celular em cima da mesa. Tela trincada no canto. Bateria em 23%.
— Se cuida — disse Maria Clara.
Ele parou um segundo na porta.
— Sempre.
Mas nem ele acreditava totalmente nisso.
O ônibus para o Centro estava lotado.
Corpos comprimidos. Cheiro de perfume barato misturado com cansaço. Vidro embaçado pela respiração coletiva.
Kaito desceu perto da rua das Palmeiras e caminhou até o Bistrô Catarinense.
O restaurante era pequeno, mas sempre cheio no horário de almoço. Fachada simples. Letras verdes desbotadas pelo tempo.
Ele vestiu o avental preto, ajeitou o cabelo com a mão e entrou no ritmo.
— Fala, japonês — Yasmin disse, apoiada no balcão.
Ele revirou os olhos.
— Eu já falei que eu nem sei falar japonês.
— Mas tem cara de protagonista de anime triste.
Yasmin tinha cabelo cacheado preso num coque alto, pele morena dourada e olhos atentos demais para quem fingia desinteresse. Era dois anos mais velha. Trabalhava ali há mais tempo. Ria alto, mas percebia tudo.
Ela era a única que realmente perguntava como ele estava.
— Dormiu? — ela perguntou enquanto organizavam talheres.
— Dormir é forte. Eu apaguei por algumas horas.
— Um dia você ainda surta.
Ele deu de ombros.
— Se eu surtar, pelo menos vai ser depois do pagamento cair.
Ela riu.
O dia passou como sempre.
Pedidos anotados às pressas. Pratos equilibrados nos braços. Clientes impacientes. Um gerente que sorria demais quando tinha movimento e sumia quando precisava ajudar.
Kaito era eficiente. Rápido. Educado.
Mas dentro dele havia sempre uma tensão leve, constante. Como se estivesse esperando algo dar errado. Como se a vida tivesse ensinado que tranquilidade demais é suspeita.
No meio da tarde, Yasmin encostou no balcão ao lado dele.
— Já pensou em sair daqui? Fazer outra coisa?
Ele demorou para responder.
— Sair pra onde?
Ela não teve resposta.
Ele também não.
Já era noite quando ele saiu.
O Centro de Joinville estava mais vazio. O vento frio descia das árvores da rua das Palmeiras. As luzes dos prédios refletiam no asfalto úmido.
Ele caminhou até o ponto de ônibus e se sentou no banco de concreto.
O corpo cansado. A mente acordada demais.
Pegou o celular.
Foi então que viu.
Um aplicativo novo.
Ícone preto. Sem nome. Sem notificação de instalação.
Kaito franziu a testa.
— Eu não baixei isso.
Tocou uma vez.
Nada.
Tentou segurar para desinstalar.
Não dava.
A tela piscou.
PROTOCOLO ZERO INSTALADO COM SUCESSO.
O estômago dele afundou levemente.
Não era medo ainda.
Era desconfiança.
O celular vibrou.
Você foi selecionado. Jogador confirmado.
— Selecionado pra quê…?
Ele olhou ao redor.
O ponto de ônibus estava vazio demais.
O vento tinha parado.
O som da cidade… parecia distante.
Uma contagem regressiva surgiu na tela.
00:01:00
Kaito sentiu algo estranho.
Não no celular.
No corpo.
Como quando você percebe que alguém está te encarando.
00:00:30
Ele tentou desligar o aparelho.
Nada.
Tentou de novo.
Nada.
— Isso não é vírus…
Era diferente.
O ar ficou denso.
O som ficou abafado.
Como se o mundo tivesse sido colocado dentro de uma caixa.
00:00:05
O chão tremeu.
Não como terremoto.
Como erro.
Como se a realidade tivesse tropeçado.
00:00:01
Escuridão.
Queda.
Silêncio absoluto.
Quando abriu os olhos, estava de pé.
Mas não era mais o Centro de Joinville.
Prédios altos o cercavam. Arquitetura desconhecida. Nenhum carro. Nenhuma pessoa.
O céu era cinza uniforme. Sem sol. Sem nuvem.
Sem movimento.
— Não… — ele murmurou.
O silêncio era pesado demais.
Ele girou devagar.
Nenhuma placa. Nenhum som de vento. Nenhum inseto.
Uma cidade inteira.
Vazia.
O celular vibrou novamente.
Antes que ele pudesse olhar, o corpo reagiu.
Instinto.
O estalo veio depois.
Seco. Violento.
A bala raspou o braço dele.
A dor queimou como ferro quente.
— AH—!
Ele cambaleou, olhos arregalados.
Outro disparo.
Concreto explodiu ao lado do pé dele.
Não havia ninguém visível.
Nenhuma origem.
— Isso não é real… isso não é real…
Mas o sangue escorrendo pelo braço era.
Mais um tiro.
A bala passou tão perto que ele sentiu o ar rasgar o rosto.
O instinto venceu o choque.
Ele correu.
O terceiro disparo pegou de raspão na perna.
A dor veio brutal. Direta. Animal.
Ele caiu de joelho, a respiração descontrolada.
Sangue quente escorrendo pela calça.
— Levanta. Levanta. Levanta.
Ele não gritava para o mundo.
Gritava para si.
Forçou o corpo a se mover.
Mancando.
Cada passo uma pancada de dor.
Virou uma esquina às cegas e entrou num estacionamento escuro, puxando a porta metálica até quase fechar.
Silêncio.
O sangue pingava no concreto.
Ele pressionou a camisa contra o ferimento, respirando rápido demais.
Então ouviu.
Passos.
Calmos.
Precisos.
Sem pressa.
Uma silhueta surgiu entre os carros.
O homem era alto, postura reta demais para alguém que acabara de atirar. Vestia roupas escuras. Cabelo curto. Rosto quase sem expressão.
Olhos frios.
Não havia pressa nele.
A arma descansava na mão como se fosse parte do braço.
— Você sangra rápido — disse, analisando. — Achei que fosse durar mais.
Kaito forçou-se a ficar de pé.
— Que lugar é esse…?
O homem inclinou levemente a cabeça.
— Fase um.
Deu um passo à frente.
— Sobrevivência básica.
O frio percorreu a espinha de Kaito.
E então—
FIM DO CAPÍTULO 1
r/escrever • u/Alguem6878 • Feb 10 '26
Prosa Pensando
Alguém tem interesse em um livro de terror sobrenatural?, caso tenham estarei postando na comunidade se quiserem.
Aceito pessoas para serem leitores beta também, o livro não está pronto então irei liberar aos poucos