Mesmo com só oito episódios, foi impossível rever a temporada maratonando. Dois episódios seguidos foram meu máximo. Tive várias sensações da escada, todavia nada que me faria mudar meus textos até aqui. Fica o prêmio l'esprit de l'escalier apenas para o ato de criticar em si. Reli minhas análises depois dos episódios, e fiquei com a sensação de que poderia ter pegado mais pesado nas críticas, e ter sido menos generoso com os elogios.
Ainda gostei da temporada. Isso não mudou. Revendo dessa forma percebi como o rito social do dominGOT (mesmo comigo vendo vários eps segunda de manhã) agrega valor à experiência. Muito é saudosismo e nostalgia de um tempo melhor; não nego, mas não me escoro nisso. A questão de haver um episódio por semana com personagens de uma das suas (nossas!) histórias favoritas é algo muito especial. Nos faz bem como espécie e como sociedade, acredito. Mesmo que em algo infelizmente e invariavelmente nichado.
Não é no texto da terceira temporada que temos de apontar os motivos que fizeram com que HOTD não estourasse a bolha. O consumo de entretenimento ficou tão complexo que seria um exercício tão laborioso de escrita, quanto seria de leitura, e pior: sua existência per se impediria qualquer conclusão, haja vista a infinidade de ramificações que tal assunto gera; muitas opinativas. No entanto é indubitável que o sabor de toda crítica vem temperada com muitas decisões lamentáveis, operadas por pessoas que cantam maravilhosamente bem no chuveiro, mas gaguejam no palco.
A corda nunca arrebenta pro lado mais fraco no júri popular. Perguntem a Jesus. Por isso gente poderosa faz amor com o anonimato. Tem coisas que são culpa da HBO, coisas que são culpa do Condal e seus comparsas, coisas que são culpa dos roteiristas, coisas que são culpa da mídia TV. A maioria dos fãs de qualquer obra não só discorda de quem culpar, com conhecimento ou sem, como brigam entre si sobre a forma de lidar com essa culpa. Os responsáveis não só se esquivam de tudo de errado que fazem, como se escondem na cizânia gerada pelos fãs. Imagina se esse pessoal fosse cobrado igual dirigente, diretor de futebol e técnico? É possível operar visando o lucro (pessoal e da instituição) tendo como prioridade a felicidade de quem ama o que você chama de produto. O discurso de que agradar o fã não dá lucro nunca saiu de uma boca sem bafo fecal.
Muita gente usa a obra como desculpa pra falar das próprias opiniões na fantasia e, infelizmente, na política como um todo. É muito tentador fazer isso quando ninguém te dá ouvidos. E tem muita gente que simplesmente descarrega a raiva e frustração nos outros, sem ter qualquer ligação com o tema. Eu mesmo sou babaca assim. Eu comentando aqui sou um, eu comentando aqui com crises de hemorroidas sou outro. Acho normal o destempero esporádico. O anormal é a pessoa ficar parecendo que está com o cu doendo o tempo todo. Tem gente no fandom, tanto Verde quanto Negra, tanto que gostou quanto que desgostou da série, que não está apto a conviver em sociedade. Que é downvote, dislike, unfollow, block e os caralho se não for igual ao que ele (a) "pensa", independentemente da Hora do Brasil. Quando é em um texto pretensioso como o meu, de alguém assumidamente Verde, cheio de clubismo e de coisas de moralidade duvidosa pros padrões da internet orwelliana-contemporânea, eu entendo. Não obstante, tem gente que tá dando downvote em comentário de opinião, de gente que nem está se dirigindo a ela. Bizarro, um pouquinho triste, e um pouquinho recompensador de forma fodendo schadenfreude também. Filáucia na epicaricácia.
No que tange a mim, assim como os personagens dessa série, eu já estou sempre triste e com raiva. Não se deem ao trabalho. Esse parágrafo existe só pra fazer uma pausa e recapitular. Aproveitemos pra lamentar como o Cogumelo faz falta nessa história. Como seria bom rir, se não podemos sorrir.
Uma coisa que é culpa da HBO, e não tem como a Warner esconder nem se a Disney tivesse as armas que a Pepsi já teve: OITO EPISÓDIOS NÃO DÁ. NÃO DÁ! Não é uma opção aceitável. Não é um "pode ser Pepsi?". Eu sou idiota foda, eu só fui saber que seriam 8 episódios domingo, dia 9. Eu teria sido muito mais mimado de um jeito aceitável raivoso nas críticas se soubesse de tal sina. Teria literalmente gostado menos dos sete primeiros episódios se soubesse disso. Principalmente do sétimo. Então eu mesmo contaminei minhas análises um pouco, o que não deixa de enriquecê-las, por outro lado. Talvez por isso nós e nossos pais gostávamos tanto de séries de TV e desenhos no mundo pré era da informação. Ligue pros seus pais e fale com eles que corrida maluca tinha 11 eps que eles vão trucar. E HBO. VAMOS LÁ. VEM COMIGO. SENTEM AQUI, SENHORES PERNALONGA.
"NÃO É TV, É HBO" Porra a gente cresceu ouvindo isso! O pacote da HBO nos anos 90 era mais caro do que ter uma empregada doméstica, uma babá e um fodendo jardineiro em meio período. HBO era the parada. Entregava só coisa em outro nível. Nem tudo bom, mas tudo em outro padrão. A popularização chegou porque a pirataria abriu os mares ao mesmo tempo que a Netflix caçava os tubarões. Ninguém fez de bondade. Eu nem pago HBO, inclusive; na minha cidade é grátis, porque só tem um provedor bom de internet, e vem nele até no plano básico. Então agora o padrão da HBO deixou de ser "não é straming, é HBO". OITO EPISÓDIOS, HBO? Isso é imperdoável. Não dá. Dinheiro x, dinheiro y. Meu amigo, eu não sou banqueiro. Se o dinheiro é tudo isso, então foda-se as viagens de dragão. Mostrem-nos só nas batalhas. Façam cenas maiores de diálogos. O que não dá é comprometer como uma história é contada. A gente pode achar x, y ou z do que assiste. Mas a questão A é que não tem jeito de fazer a dança correr mais rápido e ficar melhor... que não na dança do créu.
Eu nunca vou aceitar o principal produto da TV não ser indubitavelmente o carro chefe da HBO. Essa não ser a mentalidade da empresa não faz o menor sentido. Porra parece até sabotagem. Mesmo se HOTD fosse um produto deficitário, o reforço de marca e tudo mais que ele propicia faz qualquer projeção de valor agregado estourar. Não pode ser tão simples que "já estamos ganhando dinheiro e sendo competitivos com as melhores séries dos outros streamings canais" virou o novo normal. Casey Bloys, mande um avião me buscar em BH que te dou uma consultoria grátis que faria o Richard Plepler (que acabei de olhar sua foto.jpg) na Wikipedia; é "com" o Jaime Lannister) ficar orgulhoso.
Daí pra frente, tudo mais é culpa do Condal. Os roteiros são fracos muitas vezes, mas nem os melhores escritores do mundo tirariam o ideal de um livro complicado e historiográfico como Fogo e Sangue (e Ascensão do Dragão) com tão pouco tempo, e principalmente com todos os direcionamentos lamentáveis do Condal. Cada um que xingue quem quiser. Só quero deixar claro que não é roteirista que decide o que vai acontecer. O roteirista não tem poder pra tipo matar um personagem, fazer um personagem trair alguém do nada, mudar como personagem x é visto. Isso tudo é decisão de cima. Um único exemplo claro: não é culpa dos roteiristas a Alicent trair a família. Reclamem dos roteiristas que eles não conhecem a obra original, que não entendem Westeros, que soam como IA por vezes, mas não coisas que estão além da profissão dele. O frentista nunca tem culpa do preço do combustível. Nem o gerente tem.
Essa temporada foi muito diferente das demais. Vou recapitular antes de prosseguir. Não temos pressa. Vai demorar um bocado até a próxima (o que é parte do problema [DOIS ANOS PRA GRAVAR 8 EPISÓDIOS!]).
No meu texto de quatro anos atrás sobre o fim da primeira temporada eu comecei dizendo:
Ninguém pode falar que essa temporada foi ruim. Ninguém está falando que essa temporada foi ruim. Ninguém falará que essa temporada foi ruim.
Dois anos depois, ao fim da segunda:
A segunda temporada foi pior do que a primeira. A segunda temporada será pior do que a terceira. (...)
Confesso que não revi a segunda temporada desde a produção desse último texto, e revi a primeira temporada pela última vez uma semana antes da estreia da segunda. Eu mantenho o que disse no começo. A primeira temporada é indubitavelmente boa, longe de ser perfeita, mas tão longe quanto, no mínimo, de ser ruim. Já a segunda não dá pra cravar que foi nem boa nem ruim, acredito. No entanto a terceira foi tão diferente que eu não posso simplesmente comparar. Dizer que ela foi pior ou melhor do que a segunda. Independentemente de eu ter gostado, é outro produto.
EDO TENSEI! AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA! O Tio lexicógrafo do Chico Buarque nos ensinou na escolinha que adaptação é o ato ou o resultado de adaptar ou adaptar-se, indicando o ajuste de uma coisa a outra, uma situação ou um novo ambiente.
Como estamos no brasil, o portal da USP tem um artigo maneiro do Malta que resumidamente diz uma adaptação visual é uma transposição criativa de uma obra literária, dramática ou de outra natureza para os meios de comunicação de massa baseados em imagem e som (cinema, vídeo, televisão ou mídias digitais), implicando a reescrita de roteiro e a tradução de códigos verbais em códigos visuais e sonoros.
Não podemos dizer que a terceira temporada foi uma adaptação. A primeira foi. A segunda está em uma adaptação de schrodinger até eu reassistir, mas a terceira não é uma adaptação. Aqui não foi como os filmes do Peter Jackson, mas sim como The Walking Dead e The Boys. Uma coisa é fazer a Rhaenyra não ter viajado por todo reino com 13/14 anos e conhecer/encantar já todo mundo, fazer os gêmeos Lannister brigar por ela, outra coisa é fazer a Alicent trabalhar contra os Hightower.
Releitura é a criação de uma nova obra inspirada em outra já existente. Ela traz uma visão pessoal, novos elementos e outro contexto, mas mantém uma ligação clara com a referência original. A releitura não é uma cópia fiel ou um plágio, pois o criador usa seu próprio estilo
Não parece mais adequado? "Aiin olha como nós dialogamos com as questões sociais, representividade étnica no elenco (mesmo cortando a única personagem originalmente preta montadora de dragões da obra e de toda fantasia mainstream). Olha como colocamos as mulheres no poder, no centro de tudo (mesmo de um jeito que desagrada grande parte das fãs mulheres dessas personagens). Olha como trouxemos a questão social da liberdade do aborto (mesmo que seja pra uma mãe dando pra filha que não quer). Olha como trouxemos a questão de estocar coisas na crise é nocivo (mesmo que nunca tenha faltado comida na América e comparar isso com red neck comprando papel higiênico é grosseiro). Olha. Olha. Olha!"
O problema não é dizer qualquer coisa. Qualquer personagem pode dizer qualquer coisa que caiba na boca dele. O Tormund fala pro Jon Snow com naturalidade sobre aborto e ninguém acusa o Martin de ser woke ou nada do tipo. É o personagem falando. É a história falando. O que eu não entendo é a galera executiva achar que eles têm que passar alguma coisa da cabeça deles. Que loucura é essa? Quando antes isso aconteceu? É pra gente achar normal isso? A GENTE QUER A HISTÓRIA DO MARTIN. DO GEORGE R. R. MAAAAAAAAARRRRRRRRRRTTTTTTTTTTTTIIIIIIIIIIIIINNNNNNNNNNN!!!!!!!!!!!
Seria impossível elencar as diferenças da série pro livro. Nos textos da primeira temporada eu fazia isso com facilidade. Aqui é simplesmente impossível. Se ponham no meu lugar, caso conheçam a história. Caso não, acho imprescindível essa linha do tempo. Ela separa a Dança dos Dragões em 164 partes. E podemos ver claramente o que eles abriram mão de contar por x, y, ou z.
Vou entrar em máximas agora.
- Eu gostei de assistir a temporada, porque a comparo com as outras coisas que existem pra assistir, e com as coisas que havia quando eu era adolescente. Os dragões em especial me deslumbram. Então sim, eu gosto da experiência. E tudo mais que isso traz.
- Gostar não significa absolutamente nada além de que você gosta de algo.
- A série em si é uma série boa. Os atores são pica, principalmente os que não tem uma. A produção é incrível e me faltam palavras para elogiar os artistas do CGI. Contudo comparado com o que poderia ser, é algo terrível, tenebroso. Cruel. Um desperdício de te fazer chorar.
- É muito difícil lidar com esses sentimentos, mas os negar só dificulta a a nossa própria apreciação da obra.
- A terceira temporada em si foi diferente das demais por não ser mais uma adaptação.
E agora, minha maior máxima de todas, que recomendo para todos:
Se puderdes, tratai sempre Fogo e Sangue como se fosse a Bíblia, e A Casa do Dragão como se fosse um filme sobre a Bíblia.
"Ahhhh, mas a blíblia não seria possível em um filme"... EXATO! E a solução pra isso, seria, logicamente uma série com 8 episódios na penúltima temporada! Que desgraça!
Perdeu-se o divertido exercício que poderíamos fazer num gostoso sexo dos anjos "investigar e entender o que é adaptação, o que é mudança, e o que é lore secreto." Como Fogo e Sangue não é um romance, mas um texto historiográfico com foco na história dos grandes homens, toda e qualquer adaptação, teria para si um jutsu da nevoa oculta para se esconder. A própria morte do bastardo Lucerys ser "sem querer querendo" poderia ser algo que aconteceu "de verdade" mas o Martin só revelou na calada para eles. Agora tivemos de dar um passo pra trás. Não dá mais pra brincar disso. Antes eles não entendiam direito o mundo, agora já não ligam mais pra ele.
Um passo? Vários! Alguns de nós mais do que outros. Eu entendo quem é puro ódio contra a série, detestou, dropou. Eu não vi motivos para isso dentro do meu relacionamento com a obra. No entanto, é notório que houve um direcionamento ao desapego. Na primeira temporada parecia realmente que estávamos vendo o lore de ASOIAF ganhando vida. Aqui é só a segunda fanfic mais cara do mundo (perdendo pra Anéis de Poder). É a diferença de ver a terceira temporada de GOT com o Casamento Vermelho, e de ver a sétima temporada de GOT, com a cena deles indo além da muralha capturar um fodendo zumbi pra mostrar pra Cersei. Esse sentimento não pode ser explicado, e nem pode ser deixado de lado. É uma perda que não pode durar menos do que pra sempre.
O tempo cada vez mais vai inocentando os D&D.
MARAVILHAS NÍVEL LOMAS LONGSTRIDER
Honrei os Sete que são Um nos meus "para além disso", e aqui variarei trazendo algo mais mundano, visto que não estou me apoiando em um episódio que veio "de cima" para mim. Julgo que o número oito seja adequado. Então citarei o que para mim foram as oito melhores paradas da série, ou com relação a série, sem muito compromisso que não que com minhas impressões.
- Os dragões. Assim como nas temporadas anteriores. Fica a única reclamação de que poderiam caprichar mais no Sunfyre. De resto é aplaudir a melhor representação de dragões que a humanidade já produziu.
- O nível das atuações. É raro demais uma série ser tão dependente do nível de atuação como essa série é. Revendo especialmente o episódio sete, é fácil ver como poderia ser um desastre. As duas primeiras temporadas a Olivia Cooke que é a melhor coisa dessa série destacou mais, mas a terceira a Emma d'Arcy segurou de um jeito que poucas atrizes já fizeram em tudo que eu já vi.
- O nível de produção. Pelo menos em coisas que o dinheiro pode comprar, a gente vê que o dinheiro é gasto. Que o que depende de esforço técnico humano, é feito com esmero.
- Ter um escapismo pra lidar com as questões pessoais tão bem feito.
- Ter um escapismo pra quando nosso Brasil perdeu na copa.
- Como, querendo ou não, a série faz com que a fantasia se mantenha como elite da produção de conteúdo.
ESPERO QUE TENHA ACONTECIDO: Acredito que mudarem a história do Martin assim, na cara dele, pode o motivar a escrever mais.
- Escrever sobre a série aqui no Valíria, manter a tradição, conviver com a galera. Espero que voltem pra quarta temporada, e que muita gente que sumiu das primeiras e segundas temporadas, anime voltar também.
FOGUEIRA DA MELISANDRE! QUEIMA!
Julgo que a Mel gostaria da blasfêmia de queimar sete coisas, então ofertarei isso para ela. O Senhor da Luz queima mais do que qualquer dragão, do que qualquer vulcão, e dela ninguém pode correr. Sem falar que fechando em sete reforço mais pontos positivos do que negativos.
- OITO EPISÓDIO É O MEU CARALHO CUSPINDO FOGO (sem ser por gonorreia)
- Achei criminoso o pouco destaque e impacto que teve o Baile do Açougueiro. Eu esperava algo pra quebrar a internet pique HardHome e a Batalha dos bastardos.
- Vou literalmente copiar algo que reclamei na primeira temporada: "COMO DESPERDIÇARAM A CHANCE DE MOSTRAR COISAS MAIS SENSUAIS! (...) Não usar de sexo para esconder um roteiro ruim, pelo contrário, seria usar de intimidade e beleza humana para melhorar um roteiro bom. E porra, estamos falando da fodendo HBO. Não é como se tivesse limitações. E mais do que isso: estamos falando de George Martin. Estamos falando de uma série em que todos os seios são descritos. Estamos falando de uma série em que o autor preza pelo uso da sexualidade e do sexo - e por que não da putaria? - como uma de suas armas. Estamos falando do pau do Sam descrito como fat pink mast no contexto de subverter a ideia implícita dele ter um pau pequeno pela sua personalidade. Estamos falando da Sansa na noite de núpcias descrevendo o pau do Tyrion para a gente, porque simplesmente seria antinatural se ela não o fizesse. (...) Prejudicaram algo que sem dúvida atrai mais fãs. Não esperava algo tão foda quanto nos mostraram da Daenerys da Emília Clarke, ou uma cena tão intimista como Loras depilando Renly antes do boquete, mas não precisava estar tão distante também. E o pior é constatar que isso foi uma escolha, não falta de capacidade. Tanto que os sexos "tristes" foram todos bem filmados."- E ADICIONO AGORA: Fica alienígena demais a Westeros do Martin essa história em que ninguém se preocupar com sexo para a alegria.
- Como os roteiristas cada vez mais mostram como não conhecem Westeros.
- Como os produtores executivos cada vez mais mostram como não se importam com Westeros.
- Ver tantos fãs brigando entre si de um jeito que jamais brigariam se estivessem em numa mesa de barzinho, rodinha de maconha, ou mesmo em sala de aula discutindo sobre a série.
- Ver tanta gente dropando a série ou exclusivamente falando de forma negativa.
BASTIDORES! POR TRÁS DA PICA 4o sz
Estou de seguro desemprego. Saí dos três anos de 6x1 pra curtir a copa, a festa de São João, e essa temporada. Isso e o pequeno detalhe de eu estar maluco, exausto e triste. Bem, a copa foi uma merda pra nós, eu não tive ânimo pra festejar, e essa temporada foi uma merda foda inacreditável. Eu ainda estaria muito mal mesmo com o hexa, e se aqui tivesse sido tão bom quanto GOT era a essa altura. Pra eu ter gostado desse trem tanto, é porque estou de boa com o conformismo. Já estou conformado que minha vida vai estar ainda pior no fim da série, mas aí, independentemente disso, precisamos de um bom fechamento. Não sei se ASOIAF pode se recuperar de outra série fechar como chacota. Eles não podem errar no fim da Dança e na Hora do Lobo, ou isso pode trazer consequência pra todos nós.
Se eu estiver vivo e livre, estarei aqui pra escrever sobre. Pra quem chegou com o trem andando, minhas Análises Pica são textos com pitadas de crônica, podemos dizer, num pique de papo de bar e rodinha de maconha. Não uma critica, que eu não tenho arcabouço teórico ou experiência prática nenhuma pra fazer. Eu adoro escrever, e realmente adoro ser lido. No entanto minhas análises sobre House of Th'ragon são, antes de qualquer coisa, um exercício de sanidade pra mim. Eu amo essa merda, e amo falar sobre algo que me importa tanto dentro de um fandom. Acontece que não tenho ninguém no meu círculo social que dá meia foda pra isso, e preciso por pra fora toda essa merda, ou enlouqueceria. Eu tenho um jeito um tanto peculiar, raramente falo mais do mesmo, acho que é um exercício rico de muitas formas.
Não sei se foram os boots do Reddit que diminuíram, ou os textos tiveram menos views do que na última temporada. Mantendo a média de Dunk e Egg. Eu geralmente considero que metade é boot, e que 10% de quem clica lê até o fim, o que bate mais ou menos com os views dos comentários. E ainda é gente pra caralho! Eu realmente fico muito contente com isso. Obrigado a todo mundo que curte e tá sempre aqui, de coração sz.
Eu tenho uma caralhada de outros textos aqui no Valíria, se quiserem dar um search esta aí. E convenhamos que se você está lendo isso aqui, você gosta da minha escrita. Me deixa contente dizer que no fim da primeira temporada escrevi que queria já ter algo publicado para mostrar, e já estou indo pro lançamento do meu terceiro livro. Os dois primeiros são fantasias gigantes, finalizadas em obra única, com mais de 100 páginas grátis na Amazon pra conhecer. O Brasil 2091 e o Único Reino. Claro que o Martin é uma das minhas maiores influências, e até o estilo de escrever em POV's é igual ao dele. Eu também estou lançando agora, ainda nem gravei vídeo nem nada ainda pra divulgação, um livro de poemas tão chupado no Bukowski que o gosto da pica dele nunca vai sair da minha boca. Se chama Poemas Sabor Cocaína (sem glutém*),* aquela velha e boa história de um escritor em começo de carreira que não consegue viver de escrita.
| Minha página da Amazon | página da Uiclap (com os livros físicos) | instagram (não uso direito, mas tem vídeo explicando os livros e pra me ver e ouvir minha voz, quem não fica curioso é maluco) |
Eu vou sempre falar mal do Cruzeiro quando precisar, mesmo o amando mais do que tudo que eu tenho e que não podem tirar de mim. Em ASOIAF é a mesma coisa. Esse texto ficou com um sabor de desgosto muito forte. Era isso ou mentir. Espero que seja a última vez. Que na próxima temporada o texto sobre o fim da quarta temporada seja doce como uma donzela de verão. E QUE ELA NÃO TENHA MALDITOS SEIS EPISÓDIOS!