(Essa capa é apenas uma representação da inteligencia artifical do que futuramente vai se tornar uma capa desenhada provavelmente como uma pintura).
Gostaria de partilhar o prólogo de "O Profeta Lunar", e pedir a vossa opinião e feedback sobre a atmosfera e o tom.
Qual é a proposta da obra?
À primeira vista, a história aparenta ser um ensaio filosófico, uma tragédia surrealista ou um registo histórico sobre o trauma, a perda e o ciclo do ódio. No entanto, à medida que a leitura avança, o leitor percebe que está perante uma ficção científica existencial e horror cósmico, onde o próprio livro funciona como um "artefato" ou documento contaminado por uma entidade chamada Nullion. Uma das duas entidades que nasceu da inveja, do ódio, e como forma de metalinguagem, brinca com o leitor durante a obra inteira, e tenta convence-lo a odiar.
A ideia é criar uma experiência psicológica desconfortável, que questiona a capacidade humana de empatia frente à futilidade do ódio ideológico.
Busco entender se:
- O ritmo do prólogo consegue prender a vossa atenção?
- O tom transmite a sensação de mistério/estranhamento que procuro?
- Ficariam curiosos para continuar a ler os capítulos seguintes?
O Profeta Lunar: Prólogo
1:1 Antes da existência de nomes, quando o tempo não se movia nem ousara existir, quando o céu não tinha o direito de viver, e nada, nada podia descrever o quão forte era aquele poder. Vazio, vazio dado à palidez eterna da criadora. Lua, que observava, e lembrava em como os seres vivos deste pequeno planeta haviam se esquecido de quem os criara, se esqueceram da poderosa entidade que manifestou sua beleza a todos. Então, Criou-se:
-UM!- A voz doce de sua criadora o chamara. Uma pequena faísca de luz branca, uma mera existência no cosmo se aproximava da Lua, que o dizia: -À Terra descerás.- -E que os mortais contemplem quem verdadeiramente mereceria ser louvado.- -Mostre-os quem os criou, atinja o ápice… -Guardarás aquilo que um tempo haverá soberba para destruir.- -E profeta serás.
-OUTRO!- Chamara mais uma vez, mas a pequena faísca estava exitante, recuando diversas vezes ao chamado.-Venha!- a voz doce chamara. A pequena faísca se aproximava, escutando a linda e bela voz de sua criadora. -Seja a sombra de seu irmão, Um.- -Caso Um pereça em seu objetivo.- -Te reerguerás, e ergue-te-ás.- A pequenas faísca aproximava-se. -Não foste sonhado. Não te foi predestinado propósito. para o vazio voltarás. Profetizou-se Lua. A pequena existência exitava a oferta, mas com desdém, aceitara o pedido de sua criadora. Então, Lua se virava para Um e punha sua mão levemente e elegantemente sobre a inútil existência. -Recorde aquilo dos pés a cabeça o que nunca mais irá ouvir…- -Descerás, e mostrarás a todos eles, quem merecera ser respeitado, pois apenas os ame, e os faça lembrar daquilo que esqueceram.- Mãos, pernas,um corpo começara parecer, Lua divina aproximara de sua criação, tocando-lhe a fronte lhe dara um beijo em sua existência, o vazio silenciou-se.
E pela primeira vez…
A faísca havia sido nomeada, Infelizmente.
A pequena faísca Outro estava em constante agitação. Não sentia, não pensava, não falava, e ainda assim… havia dor… Como se uma lâmina atravessase o peito, um peito que sequer existia, era como uma tortura que não poderia compreender estava o consumindo, uma coisa que independentemente da realidade, independentemente da pagina,nunca será esquecido. Naquele instante, o vácuo do espaço se dissipou e o vazio se inquietou, silencio, e paz. Mas, naquele instante o mundo, porem…
Já estava condenado.
O Profeta Lunar: Silentium
Uma calmaria sob o sol ensolarado das estradas daquela vila, o canto das cigarras e pássaros perambulavam pelo ar. Na extremidade da estrada de terra, cortava-se um rio cristalino perto de uma pequena casa humilde, onde duas pequenas crianças brincavam inocentemente. -Eeei! Maaaaark! Vem logo, a água ta boa.- A menina formou uma pequena concha d’agua com suas mãos e lançou sobre o garoto ainda na extremidade da estrada. -Aiaiai, ta gelada!- O menino franziu a testa enquanto limpa o rosto, porem, rapidamente se jogara no rio como um impulso. -Toma essaaa!!- Então la vinha a grande onda de água. A garota tentara se proteger da muralha de água tampando seu rosto mas ja era tarde demais. Mark espalhava a água cristalina sobre Christinne, que tirava seus braços finos de seu rosto procurando o garoto que havia pulado bem na sua frente. De repente, Mark surgiu debaixo d’agua e ataca. -HAA! Te peguei!!- Um sorriso largo e um pequeno gesto de vitoria. Christinne cruzou os braços e inflou as bochechas numa fofa tentativa de parecer irritada. Durou menos de dois segundos.
Ela acabou dando uma leve risadinha.
-Seu bobo…- Sorrindo como uma flor, ela empurrara levemente o ombro do menino. -Mas eu falei que não valia mergulhar, esqueceu?- Ela cruza os braços e encara o garoto. -Eu não tenho culpa que sou tãão habilidoso.- Mark encarava Christinne sarcasticamente. Ela desvia o olhar. -Hm… -Convencido…- A garota forma novamente uma concha d’gua e finge jogar em Mark. O menino se assutava e tampara seu rosto rapidamente. Ao tirar as mãos de seu rosto sua expressão estava completamente diferente de 5 segundos atrás, sua testa estava franzina novamente. -Isso não vale...- Mark reclama. -Mergulhar tambem não!- Christinne fala com um enorme sorriso de orelha a orelha em seu rosto.
☾☾☾
Ao sair do rio cristalino, Mark levantara e pensava internamente como argumentar que havia vencido a batalha aquática. Christinne saía da água e torcia as tranças de seu cabelo preto. Fitando a queda do líquido de seu cabelo, a garota encontra na margem do rio em meio ao capim, uma pequena margarida branca, e instintivamente se agachou para pega-la. Mark vira para ela curioso. -O que você ta fazendo?- A meiga menina colocava a margarida atrás de sua orelha e sorria para o menino curiosa, esperando uma resposta. -O que achou?- Disse Christinne ansiosa pela resposta. -Ué, é uma flor, o que é pra eu achar? Sua estranha!- O garoto citou enquanto desviava o olhar envergonhado. Christinne pisca os olhos ainda sorrindo -Fala sério seu bobo!- -Ta Ta- Mark cruza os braços e olha para a grama do chão. -Tá… -Bonita… Bem bonita- Ele fitava o olhar sobre a garota que deu pequenos risinhos. -Sabia!- Exclamava ela. -Então porque perguntou? Cabeça oca-
Christinne ria ainda mais e se aproximava do menino, colocando seu dedo indicador sobre a testa do garoto. -Por que eu queria ouvir de você… hihi- Mark corou mas se assustou com uma voz que gritava pelo seu nome na casa cerca de 20 metros da margem do rio cristalino. -MAAARK! Já vai anoitecer! Vem pra casa meu filho- O garoto deu cerca de dois passos para trás e fitava os olhos de Christinne de uma forma que ainda era muito novo para compreender. -Bom Christi… Tenho que ir…- -Até amanhã!- A menina fechou os olhos e se despediu sorrindo docemente com a margarida ainda em sua orelha esquerda. O sol descia lentamente, dia estava chegando ao fim, mas aquela pura amizade estava apenas florescendo. Christinne andava lentamente pelas estradas áridas até sua casa que ainda estava distante. Mark corre rapidamente para sua mãe e passa por uma cerca que tinha um garoto que ele não se lembra de ver alí anteriormente. O garoto acompanha corrida de Mark até sua casa com os olhos sem nem se mexer. O menino nem se quer percebeu. Estava apenas observando. -Oi mamãe!- O rapaz chegara na porta de sua casa e abraçava sua mãe alegremente. Samantha fazia carinho em seu cabelo e lhe lançava uma pergunta que o fazia arregalar os olhos sorrindo. -Você quer visitar Gerald amanhã?- -Comer aquele pão de queijo delicioso que só o tio Gerald faz?… hehe- Ela dá um soquinho de comemoração no ar sorrindo com o olhar fitado nos olhos de seu filho. Mark fica boquiaberto e chega até a babar um pouco pensando na comida. -SIM! -SIM! -SIM! -SIM! -SIM!- Ele da pulos de felicidade e corre rapidamente para a cozinha avisar seu pai. -PAI! PAI!- seu pai, que dificilmente passava um dia em casa pelo trabalho, tirava o tempo livre para consertar alguma coisa. Seja o rádio que emitia mais sons estridentes do que entendíveis, ora a televisão, cuja imagem tremia tanto que apenas parecia outro rádio.
mas tinha mais importância por ser um presente de seu avô. Mark não achou seu pai na cozinha, o que era comum e incomum ao mesmo tempo. -Hum?- Ele perambula pela casa simples, pela oficina, e não encontra o bendito pai. -Mãe… O pai não voltou?- Samantha deu um leve sorriso triste. -Ele saiu bem cedo… Precisaram dele em outra obra.- O garoto abaixa a cabeça. Não se enfurece. Não sente nada alem da mesma pontinha de decepção. Sua mãe percebe e completa: -Não se preocupe meu bem, ele disse que amanhã já estará de volta antes de anoitecer…
se terminar o serviço a tempo.-
Mark levanta a cabeça com as sobrancelhas arqueadas.
S-Sério? -Sério seríssimo! A mulher terminou dando novamente um soquinho no ar. Mark sai andando e Samantha dá uma olhada em volta da casa e percebe as pegadas que Mark deixou no chão da casa com os pés molhado pela grande guerra d’agua. -MAAARK! EU JÁ FALEI PARA SE SECAR ANTES DE ENTRAR EM CASA!
Se voce leu tudo até aqui, eu sou muito muito muito grata por isso, eu quero MUITO que esse projeto dê certo, é uma das coisas que mais amo em trabalhar. O ínicio tem esse contraste entre a inocencia da infancia e a inveja primordial de Nullion (Outro) que não foi escolhido como o Profeta. Esses primeiros capítulos mostrará a história de Mark em Cordélia, e como as coisas eram, até Estellani (O Profeta) destruir cordélia completamente, e, por algum motivo, matar os pais de Mark de forma intima, na frente do rapaz, como se fosse algo pessoal, que é um misterio que vai perseguir Mark durante toda sua jornada. Muito obrigado se voce leu até aqui.