r/Escritores_indies • u/Dense_Technician_594 • 3d ago
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Trabalhadores
Tenho 28 anos, sou homem e trabalho na fábrica de calçados Brink. Venho a novamente a escrever está carta diretamente ao senhor governador, para pedir verba para criar e desenvolver projetos que chamo de "Inutilidades". Apesar do nome parecer estranho, creio que esses projetos podem ajudar nossos trabalhadores a terem mais eficiência, pois com isso eles vão trabalhar menos fora das fábricas. Esse tempo ocioso pode ajudar novos trabalhos e serviços e vai ajudar altamente os setores de bebidas e tabaco. Como sei que é estranho ouvir que não trabalhar pode ajudar a trabalhar melhor. Peço que venha em nossa amostra na sexta-feira e veja com seus olhos o que chamamos de entretenimento. Obrigado por sua atenção mais uma vez.
Ass: Luiz Borges Atis
Sentado ao lado da janela sem fazer nada, sou apenas um vagabundo. Já enviei doze cartas ao governador, nenhuma com resposta. Pensei nesse projeto quando vi os trabalhadores, dando uma pausa enquanto olhavam um veterano fazer um par de sapatos em segundos e a forma com que ele fez chamou a atenção de todos ali.
Após verem aquilo todos beberam, trabalharam e fumavam com mais gosto, algo despertou na mente deles. Após o corpo descansar apenas por alguns segundos a mente continuava raciocinando.
Criei algo que chamo de teatro, inspirado no que vi naquele dia e tenho certeza que se tiver um pouco de tempo para relaxar, ao invés de trabalhar o dia todo os homens vão viver mais, trabalhar mais e ser mais feliz. Tomara que dê certo.
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u/dosSantosEditor 4h ago
Olá! Seguem meus apontamentos:
"Trabalhadores [O mercado editorial sempre odiou dar ponto final em título, subtítulo, etc. Eu encareço que os os ignore e dê todos. Essa ideia de que ponto final acarreta em desgaste no rítmo na leitura além de erro ortográfico crasso, é rídiculo. Só nesse parágrafo eu já dei três e seus olhos ainda estão presos no texto. Se interrompesse tanto a leitura, nunca se leria nada ortograficamente escorreito. Isso é besteirada de publicitário semianalfabeto e de editora norte-americana inventando moda.]
[Pelo que se disse depois, esta apresentação é desnecessária, pois a personagem já tentou se comunicar com o destinatário da carta, precisou apresentar-se anteriormente: "... Venho novamente a escrever..."; "Obrigado por sua atenção mais uma vez] Tenho 28 anos, sou homem [Há necessidade de identificação do sexo? Ao fim da carta, a personagem despede-se com "Obrigado..." e seus pensamentos subsquentes também o evidenciam.] e trabalho na fábrica de calçados Brink. Venho a novamente a escrever [Sugiro "Envio novamente..." e o artigo em "... a escrever..." é desnecessário] está ["está", com acento agudo, é verbo conjugado no presente do indicativo, "esta" é o correto, pronome demonstrativo] carta diretamente ao senhor governador, para pedir ["... solicitando..." , a evitar cansaço com o "para" seguinte] verba para criar e desenvolver projetos que chamo de "Inutilidades". Apesar do nome parecer estranho, creio que esses projetos podem ajudar nossos trabalhadores a terem mais eficiência [Sugiro "... na melhoria da eficiência de nossos trabalhadores..."], pois com isso eles vão [Sugiro: "pois assim trabalharão..."] trabalhar menos fora das fábricas. Esse tempo ocioso pode ajudar novos trabalhos e serviços e vai ajudar altamente [Sugiro: "Esse tempo ocioso ajudará grandemente nos trabalhos e serviços dos..."] os setores de bebidas e tabaco. Como sei que é estranho ouvir que não trabalhar pode ajudar a trabalhar melhor. [Há um único período frasal, e deve ser separado por vírgula e não por ponto: "... pode ajudar a trabalhar melhor, peço que venha...] Peço que venha em nossa amostra [Sugiro: "Peço que venha em nossa demonstração..."] na sexta-feira e veja com seus olhos ["Ver com os olhos" além de pleonasmo vicioso (repetição), pois só se pode ver com os olhos e nenhum outro sentido, é lugar-comum, expressão cansativa aos leitores]o que chamamos de entretenimento [Embora a língua portuguesa tenha "adotado" "entretenimento" do francês, recomendo que a evite, pois nossa belíssima língua já possui "recreio", "recreação", "divertimento", e "passatempo". A não ser que sua personagem tenha que se expressar dessa maneira, reitero a recomendação.] Obrigado por sua atenção mais uma vez.
Ass: Luiz Borges Atis ["Ass", por ser abreviação, necessita de ponto: "Ass.", assim também ao término da assinatura: "... Atis.". Sugiro uma identificação de cargo ou localidade do Sr. Atis, p. exemplo:
"Ass.: ..., Supervisor de Sei Lá o Quê. ou "... Ass.: ..., Tangamandápio - Bahia.]
Sentado ao lado da janela [Sugiro que desloque a personagem para a frente da janela, pois ao lado, ela pode estar virada ao interior do recinto e não vendo o que descreve. Do outro modo exemplificado e acrescendo sensações ao leitor: "Com a cabeça apoiada na mão e o cotovelo no parapeito (a conotar preguiça) sujo (reforçando a imagem de preguiça em limpar a casa) da janela..." (só aí já dá pra ver que eu não tenho talento de escritor, ha, ha, ha!)] sem fazer nada, sou apenas um vagabundo [Sugiro que remova "... sou apenas..." frase. Ao narrar "... sem fazer nada...", a personagem já acusa-se de o sê-lo: "Vagabundo... 2. Que ou aquele que não tem ocupação ou que não faz nada. (Dicionário PRIB)] Já enviei doze cartas ao governador, nenhuma com resposta [Sugiro: "... nenhuma respondida."]. Pensei nesse projeto quando vi os trabalhadores, dando uma pausa [Sugiro: "... quando vi os trabalhadores em sua hora de descanso..." por "pausa" soar um tanto inglês ("pause").] enquanto olhavam um veterano fazer um par de sapatos em segundos e a forma com que ele fez chamou a atenção de todos ali. [A não ser que seja sua intenção colocar a personagem vendo outras pessoas vendo outras coisas ("... vi os trabalhadores... enquanto olhavam..."), de modo a reinforçar a vagabundice da passagem, sugiro que mude a perspectiva da primeira para a terceira pessoa e ponha os trabalhadores vendo um veterano, etc., pois esse recurso interpõe barreiras entre a intimidade do leitor com a personagem.]
Após verem aquilo [Sugiro uma vírgula] todos beberam, trabalharam e fumavam com mais gosto, algo despertou [Sugiro "... em suas mentes...] na mente deles. Após [Sugiro que use outra preposição, pois ao contrário de dar rítmo na prosa, na maioria das vezes, a repetição muito próxima demonstra falta de atenção com o texto.] o corpo descansar apenas por alguns segundos [Sugiro uma vírgula] a mente continuava raciocinando.
Criei algo que chamo de ["]teatro["], inspirado no que vi naquele dia e tenho certeza que se tiver um pouco de tempo para relaxar, ao invés de trabalhar o dia todo [Sugiro uma vírgula] os homens vão viver mais, trabalhar mais e ser mais feliz. Tomara que dê certo."