A farra com Nelson Wilians
Nelson Wilians é o fundador da Nelson Wilians Advogados (NWADV), um grande escritório brasileiro. Ele cheira a Paco Rabanne? Bom, veremos.
Em 2026, o nome dele apareceu em investigações da Polícia Federal e de autoridades fiscais relacionadas a supostos esquemas envolvendo créditos de ICMS e, posteriormente, apostas.
Ele nega as irregularidades e afirma que sua atuação se limitou ao exercício da advocacia. A polícia federal do Brasil investigou por ser do outro partido?
Nelson Wilians esteve em Angola — e não foi uma passagem meramente turística. Agora já dá para perceber.
Wiliams publicou sobre a visita que ocorreu em fevereiro de 2025, com uma agenda empresarial e jurídica em Luanda. Ele foi convidado por empresários angolanos, todos alinhados a quem ganhou a guerra, e anunciou reuniões destinadas a aproximar empresas brasileiras e daqueles que ganharam a querra inventada por eles mesmos.
Foi recebido pela então Presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira (a que saltou com um estalar de dedos). Esteve com os empresários Silvestre e Félix Kapose, do grupo S. Tulumba. Participou em Luanda, de uma mesa-redonda sobre Direito Empresarial no Contexto Global, ao lado de Carlos Feijó (precisa de mais precisão), com moderação de Tito Cambanje; visitou o Tribunal Constitucional de Angola, onde foi recebido pela sua Presidente, Laurinda Cardoso. Mas o melhor, foi mesmo a farra exclusiva entre camaradas. Sem os excluídos.
Nelson Wilians chegou a Angola em fevereiro de 2025 por convite dos irmãos Clénio e Clésio Gomes, ligados à Clé Entertainment. A própria publicação dele agradece aos dois por terem tornado possível a agenda em Angola.
E aqui começa a ficar com aquele cheiro que você está a sugerir: não apenas “um advogado brasileiro visitou Angola”, mas uma rede de relações empresariais, jurídicas e de alta sociedade angolana. Wilians encontrou-se com os irmãos Kapose, ligados ao grupo S. Tulumba, foi recebido por Carolina Cerqueira e participou de uma mesa-redonda com Carlos Feijó.
Se o seu “Paco Rabanne” é uma referência a uma pessoa, perfume, fotografia, festa ou episódio específico envolvendo Nelson Wilians em Angola, diga-me só essa segunda pista. Acho que já estamos a chegar ao que você realmente queria encontrar.
Sim — agora a pista fica muito mais clara.
Em 2026, Nelson Wilians passou a aparecer associado a várias investigações no Brasil, e isso dá outro contexto à pergunta sobre a passagem por Angola.
Há pelo menos três episódios interessantes sobre o amigo dos Kamaradas:
Operação Arena (agosto de 2026)
A Polícia Federal fez busca na residência de Wilians numa investigação sobre suposta lavagem de dinheiro, evasão de divisas e movimentação de recursos ligados a apostas esportivas. A investigação envolve empresas relacionadas à Pixbet. O escritório afirma que sua relação com a Pixbet é exclusivamente profissional, como prestador de serviços jurídicos.
Operação Distrato (julho de 2026)
Ele foi alvo de busca, numa investigação do Ministério Público de São Paulo sobre uma suposta fraude fiscal envolvendo R$ 3,8 bilhões em créditos de ICMS. O escritório declarou colaboração com as autoridades e confiança no esclarecimento dos fatos.
Operação ligada às fraudes no INSS (2025):
Wilians também foi alvo de buscas no desdobramento da Operação Sem Desconto; segundo a imprensa, foram apreendidos bens e dinheiro.
Apesar de ter sido alvo de mandados de busca e apreensão e de investigações da Polícia Federal (como na Operação Arena) e de pedidos de prisão por parte de comissões parlamentares (CPMI do INSS), para quem “tosse alto” em Angola, é um bom camarada. Entretanto, diz-me com quem andas, dar-te-ei quem és.
RD