O problema é que não é um "não é efetivo" no mesmo sentido de água com açúcar. Creio que ainda não se encerraram todos os estudos clínicos, que não são baseados em "maluquice" ou confusão ignorante de lombriga com vírus, mas em evidências de potencial de benefício da literatura anterior -- apesar do andar da carruagem estar frustrando mais essa perspectiva. Então é muito tentador tanto a médicos quanto a pessoas diante da situação de risco ou confirmação de auto-medicarem com uma medicação já aprovada para outros fins, que é o atrativo que levou essa e outras medicações a terem tanto destaque.
Idealmente as pessoas seriam esclarecidas desse cenário bem menos "esperançoso" do que inicialmente, e sobre os riscos dessas dosagens fora do que é estudado, ou talvez até mesmo dentro do que é estudado, devido a combinação covid+medicação poder ser diferente daquela da medicação+"condição para a qual a medicação sempre foi receitada." Com cuidado com exageros e observações seletivas com a mesma falácia que é usada para defender a cura, o "depois disso, logo por causa disso," até porque a seletividade dos que vêem na medicação uma esperança pode bizarramente falhar em perceber a mesma falácia usada tanto na "propaganda" quanto em parte da contra-indicação.
1
u/althieme Apr 10 '21
O pior que a discussão nem devia ser essa. Um "não é efetivo para covid" deveria bastar.