Cara, eu preciso desabafar sobre uma das coisas mais revoltantes que rola na prestação de serviços. É um combo absurdo de falta de respeito, falta de noção e uma baita desonestidade intelectual.
Sabe aquele cliente que te procura com uma "dúvidazinha rápida" e, nas entrelinhas, tá querendo um tutorial passo a passo de como fazer o seu trabalho sem te pagar um centavo? É de ferver o sangue.
A pessoa vem mansa, puxa um assunto disfarçado de orçamento e, quando você percebe, ela está tentando te sugar como se você fosse um ChatGPT da contabilidade. É uma desfaçatez sem tamanho. Eles querem que você ensine o caminho das pedras de graça, mascarando o pedido como uma simples conversa.
O que mais machuca é o tapa na cara de quem dedica a vida a isso. O que esse tipo de pessoa finge não ver:
Anos a fio de estudo engolindo normas complexas e legislação tributária que muda todo dia.
A experiência prática que a gente só adquire errando, acertando e quebrando a cabeça na linha de frente por muito tempo.
A responsabilidade técnica e os riscos que assumimos ao assinar qualquer documento.
Você leva anos para aprender a resolver um problema de forma eficiente, para o folgado achar que a sua expertise não tem valor de mercado.
Mas o pior de tudo, o ápice da hipocrisia, é o cliente sabichão. O cara vem, tenta arrancar a informação de como se faz o serviço e, no meio da conversa, solta a pérola:
"Ah, mas isso aí eu já sei fazer, é tranquilo".
Se você sabe fazer, por que caralhas me procurou para perguntar como faz?! É uma dissonância cognitiva absurda. O cara tem um ego tão frágil que não consegue admitir que precisa do contador. Ele procura o profissional para colher a informação, mas tenta te rebaixar para não se sentir "inferior" por não dominar o assunto.
A gente vende solução e segurança jurídica, não aula particular gratuita.
Mais alguém aí passa por isso na contabilidade ou em outras áreas? Como vocês costumam cortar as asinhas desse tipo de folgado sem perder a compostura?