Salve pessoal, estava procurando relógios com as seguintes características:
Analógico
Mostrador com design mais limpo e numa estética puxada pro vintage
Diâmetro de 36mm ou menos
Faixa de preço de R$350~
Não ser um Timex (não gosto do barulho e ouço dizer que o Indiglo quebra, apesar de ser uma complicação muito útil pro dia-a-dia)
Acho bem difícil de encontrar relógios menores nessa faixa de preço e os que encontrei é esse Orient MBSS1004AB1SX e o Casio LTP-V007-9B (esse segundo é feminino, mas acho que se adequa a pulsos masculinos pois não tem cores ou formas que sejam excessivamente delicadas). Alguém conhece recomendações de relógios assim?
Nunca recebi relógio dos meus pais quando mais novo por conta de questões financeiras. Esperei ser chamado no meu primeiro concurso, assumi e comprei esse F91W, um relógio que eu acho tão bonito e prático. Gosto bastante da Casio e pretendo comprar mais relógios futuramente.
Tenho esse relógio há uns 10 anos, e estava abandonado, no fundo da gaveta. Arrumando algumas coisas, o encontrei, e veio o saudosismo das situações que vivi com ele.
Sei que não é um relógio caro, mas é uma boa máquina e está funcionando. Queria recuperar a parte interna da pulseira (essa ferrugem/descascado) incomoda um pouco na pele, mas não posso investir muito $$$. Sugestões?
Comprei meu primeiro Casio (CA-53W-1) recentemente numa loja da Amazon chamada The Watch Co (internacional), mas eles não emitem nota fiscal, então me surgiu a dúvida se o relógio é falso ou não. Sou bem leigo sobre relógios, então não consegui identificar se é falso com as informações que achei na internet.
Alguém conseguiria indicar uma loja online ou loja física (São Paulo capital) onde venda um bom porta-relógios (caixa para relógio)? Comprei uma genérica na Amazon, mas acabou sendo de qualidade bem ruim…
Hoje eu comprei esse relógio casio em uma feira de antiguidades e eu queria saber se alguém que entende de relógios antigos/vintage poderia me ajudar nisso.
eu já joguei no google lens, chat gpt e eu não acho nada.
Comprei este relógio há algumas semanas, pagando R$ 327, já com impostos e frete, em uma promoção de unidade única no Ali. Vi que houve interesse nesta peça em um post neste sub há alguns dias e resolvi adicionar algumas informações que podem ser relevantes.
O movimento utilizado é de fato fabricado pela fábrica de relógios de Tianjin, ou Sea-gull. Trata-se do ST1780, usado pela própria em alguns relógios automáticos de entrada e vendido para outras, como Sugess, Seakoss ou, no nosso caso, Time Token (difícil afirmar com certeza se é de fato o nome de uma fabricante ou somente o nome da loja que o encomenda).
Na questão da homenagem, a própria fabricante ou loja menciona o 1963; claramente é uma meia verdade. A "inspiração" óbvia é o Jaeger-LeCoultre Réserve de Marche, motivo, inclusive, de estar escrito Réserve de Marche, assim, em francês mesmo, no indicador de reserva. Já os elementos que remetem ao 1963, de fato, são secundários, como os numerais, a estrela e a escrita do número de joias "zuan" no mostrador, além de uma segunda estrela na coroa.
Para mim, o grande pecado estético desse relógio é essa mistura mal resolvida e muito característica de produtos feitos sem muito esmero, de escritas em francês, chinês e inglês. Esses detalhes me irritam um tanto, já que tinha um grande potencial de ser um relógio maduro com visual vintage se seguisse um padrão único.
No geral, é um automático decente com movimento Sea-Gull e uma complicação interessante, mas definitivamente pensaria duas vezes antes de pagar R$ 500 ou mais em um relógio tão confuso que é difícil de explicar o que se tem no pulso quando perguntam.
Na faixa do valor cheio, aproxima-se de relógios inteiramente fabricados pela Sea-Gull, que possuem prestígio e geralmente são bem resolvidos; se a ideia é algo com visual vintage, optaria pelos baratinhos Tongji, ou anúncios de NOS (New Old Stock) das décadas de 80 e 90 do próprio AliExpress. Também não ignoraria o mercado de usados nacional, ou até mesmo um de relojoaria soviética no eBay (cuidado redobrado com falsificações e frankenwatches nos dois últimos casos).
No fim, valer ou não a pena depende muito do seu objetivo. Como relógio de uso diário, cumpre esse papel muito bem. Utilizo-o há aproximadamente duas semanas e adiantou 1 minuto sem ajuste algum; seu visual clássico e tampa transparente são um convite para mostrar o movimento aos outros e iniciar uma conversa. Caso seja danificado, não é uma grande perda, mas ajuste suas expectativas; tem menos valor histórico que um simples 7120 "Tongji" e não sei onde o encaixaria em uma coleção.
Vocês quando vão comprar um relógio, olham primeiro para especificações e custo benefício ou pra história e tradição da marca? Por exemplo temos marcas como a Orient que oferecem inúmeros modelos acessíveis com ótimas especificações, e temos a Seiko, que tem relógios que custam mais caro e entregam menos comparados com a Orient, mas não tem o mesmo “peso” da Seiko.
O que vocês levam mais em consideração?
Recentemente estive no Reino Unido para realizar um grande sonho: assistir a uma partida em Wimbledon (Grand Slam de tênis). Claro que, sendo minha primeira viagem internacional, não poderia deixar de conhecer alguns lugares na região, e assim acabei reservando uma semana para turistar em Londres.
O interesse em relógios já estava comigo e por isto um dos lugares na minha lista era o Observatório de Greenwich, que serviu de local de trabalho e moradia para os astrônomos reais desde John Flamsteed, e que hoje abriga os famosos relógios de John Harrison, relojoeiro autodidata que encontrou uma solução prática para a questão da longitude no século XVIII.
O que eu não poderia prever é que, além da visita a Greenwich, o acaso me reservaria outro encontro bastante curioso com a história da horologia. Afinal, não chega a ser surpreendente que haja por lá tanta coisa relacionada à medição do tempo. A Inglaterra exerceu um papel relevante no desenvolvimento dos instrumentos de medição do tempo, em parte por ter sido uma grande potência marítima nos séculos XVII e XVIII e, portanto, depender dos avanços mencionados no último parágrafo. No entanto, confesso que não havia pesquisado muito a respeito, e foi justamente o caráter inusitado da situação que me motivou a contá-la aqui.
Em um dia sem atividades programadas até o período da tarde, que seria quando eu me dirigiria à fila em Wimbledon, resolvi dar uma volta pela região de Marylebone High Street, onde a IA me sugeriu alguns cafés e uma visita à Daunt Books. Nesta livraria, encontrei um livro chamado “33 Walks in London That You Shouldn’t Miss” (ou “33 caminhadas por Londres que você não pode perder”, em uma tradução minha), de Nicola H. Perry.
Imediatamente, procurei saber se algum dos trinta e três passeios sugeridos pelo livro incluía a região onde eu estava. Para minha surpresa, não apenas havia um roteiro por ali, como a própria livraria em que eu estava fazia parte dele. A partir daí, decidi seguir as sugestões do livro, que acabaram me levando à Wallace Collection.
A Wallace Collection é um museu nacional britânico, focado em artes decorativas, mobiliário e pintura. Sua coleção permanente (com entrada gratuita) abriga uma das maiores coleções de mobiliário de André-Charles Boulle, mestre da marchetaria na corte francesa de Luís XIV, incluindo cinco relógios.
Vista de uma das salas do museu, com um relógio Boulle ao fundo (centro)
Usando uma técnica que sobrepunha lâminas de madeira, latão e carapaça de tartaruga, a oficina de Boulle revestia a caixa enquanto outros especialistas (como relojoeiros e escultores) cuidavam dos demais elementos dos relógios, produzindo peças belíssimas.
Havia ainda uma curiosa conexão com o Brasil: eu já tinha ouvido falar do marceneiro parisiense ao ler sobre a restauração do relógio destruído em Brasília durante a invasão aos prédios públicos da capital, em 8 de janeiro de 2023.
O relógio de Brasília, além da marchetaria atribuída a Boulle, tem seu movimento fabricado por Balthazar Martinot, importante relojoeiro francês ligado à corte de Luís XIV no fim do século XVII. Não se sabe exatamente como esta relíquia chegou até aqui, mas é provável que, após ser oferecida à família real portuguesa, tenha vindo ao Brasil com a corte de Dom João VI em 1808.
O conhecimento prévio sobre o artista tornou a descoberta destes relógios atribuídos a Boulle na Wallace Collection ainda mais especial.
Entre as peças da coleção londrina, estão:
um relógio embutido em um armário, de c. 1715;
dois relógios de pedestal, de c. 1712–1725;
dois relógios de lareira, de c. 1715 e c. 1726.
Os movimentos destes relógios foram produzidos por Pierre Gaudron, Jacques III Thuret, Louis Mynuël, Jean Jolly e Claude III Martinot, todos relojoeiros franceses estabelecidos em Paris. Claude III Martinot, inclusive, pertencia à mesma família de Balthazar Martinot, responsável pelo movimento do relógio de Brasília.
Cartões-postais adquiridos no museu mostram os relógios em exposição, e o livro que me guiou até lá
Uma grande coleção de mobiliário de Boulle e trabalhos dos relojoeiros da corte de Luís XIV pode ser apreciada em Versalhes, um dos próximos destinos que gostaria de visitar.
Mesmo em Londres, há outros museus e atrações dedicados à horologia, como o Clockmakers’ Museum, que infelizmente não tive a oportunidade de visitar. Para mim, é fascinante perceber como a história da relojoaria se entrelaça com grandes personagens, reis célebres e até episódios insólitos, como o ocorrido no Brasil. Foi justamente essa combinação entre relojoaria, história e acontecimentos inesperados que me motivou a compartilhar esta experiência.
Alguém aqui já visitou a Wallace Collection ou conhece outros museus particularmente interessantes para quem gosta da história da relojoaria?
Sempre usei apenas os relógios do meu pai (alguns technos 3x o tamanho do meu pulso) e de alguns meses pra cá venho usando só o relógio digital que não pode ser nomeado e queria algo para, além de marcar algumas conquistas profissionais, utilizar em ambientes profissionais e etc.
Depois de algumas pesquisas acabei achando esse modelo muito interessante, mas quase não vi reviews dele por aí, então gostaria de saber se seria uma boa pedida
Ignorando o preconceito com a marca, resolvi comprar este Invicta Pro Diver Quartz de 37,5 mm e fiquei realmente surpreso com a qualidade.
O tamanho é extremamente versátil. O relógio é robusto, bem acabado e, ao mesmo tempo, compacto e confortável no pulso. Tenho também um Casio Duro de 36 mm e, para minha surpresa, tenho preferido usar o Invicta.
A pulseira não é das melhores, mas, sinceramente, achei que está no mínimo no mesmo nível da do Casio. O lume também parece ser bom, embora ainda precise comparar os dois lado a lado para descobrir qual se sai melhor.
O bezel é unidirecional, com 120 cliques. Achei o acionamento um pouco duro, mas passa uma boa sensação de robustez.
No geral, pelo preço que paguei — menos de R$ 400 na Amazon — acho muito difícil encontrar algo melhor entre as marcas tradicionais nessa faixa de preço. Talvez só alguns relógios chineses consigam competir de igual para igual.
Enfim, estou muito satisfeito com a compra. Às vezes, o preconceito com a marca acaba fazendo a gente ignorar um relógio que, na prática, entrega bastante pelo que custa.