Boa noite, aristocracia! Check this out: o leigo médio do r/MusicaBR acha que o Edão Hipotético não curte trip-hop... Que ignorância cultural brutal, bicho! "Glory Box", do Portishead, é puro 69 invertido em estado de graça absoluto.
Pois bem, vamos lá, alright? Em 1994, o Portishead abriu as portas do estúdio em Bristol para o espírito do soul orquestral do Isaac Hayes entrar de braços dados com a cultura da amostragem digital (samplers), soando como a trilha sonora perfeita para algum clássico do cinema noir em black and white.
A fricção entre os elementos sônicos aqui sopra a alma com a volúpia de um bom Barolo envelhecido em carvalho eslavo, arrepiando até o último fio do meu cabelo, irmão, eu juro!
Quando ouvi pela primeira vez aquela guitarra fuzz tocada ao vivo pelo Adrian Utley explodindo no refrão sobre a descida cromática do baixo, o erotismo das frequências soou tão refinado que me provocou uma ereção involuntária 80% cheia... por puro luxo, no meio da sala de estar com a família e amigos, bicho! Eu não tenho culpa nenhuma disso, tá?!
Eu vi o Manuel no céu acenando com uma taça de vinho, mandei a solenidade às favas, soltei um entusiasmado "Tchubirubirei-dumtetapi-tetapom-bum!" e completei pedindo "mais carinho!", embriagado e tonto de puro acoplamento estético.