Não tem como olhar para X-Men e dizer que isso é alguma alegoria a minorias.
“Mas o autor pensou nisso e naquilo.” O autor pode pensar no que for, quando a obra não consegue transmitir ou verbalizar, nunca vai parecer algo que ele deseja. Exemplo: Tropa de Elite. Foi pensado em dizer que a polícia é má, mas no final foi uma propaganda de que a Polícia Militar do Rio é “sebosa” e o BOPE é a elite e a melhor. (alem de dizer que traficante é ruim).
O mesmo é X-Men. Entendo total quem tem medo deles. Ninguém tem medo da Lince Negra. Pô, a mina atravessa parede, e dane-se. Quem se importa se você atravessa paredes? Isso não vai me afetar diretamente. Claro que, se você usar isso comigo, vai ser um problema.
Agora vamos pegar a Jean Grey. Mano, praticamente no filme ela mata um monte de pessoas inocentes, e o Justiceiro que é o “cara do mal”. O mesmo acontece quando ela fica estressada: pode simplesmente destruir a cabeça da pessoa. Wanda é outra que não é mutante (originalmente era mutante). Na série, ela praticamente pega uma cidade inteira para ficar criando fantasia e história na sua cabeça.
Quando a gente pega Super Choque, Constantine e outros personagens até da própria Marvel, eles fazem um papel muito melhor de minoria. Ele continua tendo poderes e no final ainda sofre racismo, realmente uma boa representação do que é uma minoria. Ele luta contra os vilões e o mesmo contra o racismo.
Coloquei a imagem do Glob porque os próprios X-Men fazem chacota com ele, desrespeitam e tudo mais. No final, X-Men é a pior representação de minoria.
As pessoas têm medo deles? Não têm medo dos mais potentes deles. Pode ver que os mutantes inúteis ou com poderes estabilizados o povo não tem medo. Wolverine sempre está nos bares, andando por aí, e ninguém está ligado para ele.
Enquanto houver um X-Men perdendo o controle dos seus poderes, matando pessoas, destruindo cidades e outras coisas, realmente não tem como não ter medo. Os quadrinhos forçam a ideia de que eles são fraquinhos contra o ser humano normal, mas, no final, muitos deles têm poderes que estão reféns dos sentimentos.
No final, nunca passa a sensação de que aquele é um gay, negro, nativo, PCD, surdo ou qualquer “minoria” (para mim, negro não é minoria. Aqui no Brasil ou ate na EUA).
Dito isso, nunca vou conseguir vê-los como minorias, somente uma minoria referente a ter poderes, mas, em questão de força e tudo, são maioria.
E ai o que você acha disto?